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Saúde

Em 26 eventos ao longo do ano, o Correio debateu e pautou temas relevantes

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Câncer de mama: uma rede de cuidados — evento no auditório do jornal reuniu diversos especialistas na área de saúde feminina – (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)

Em 2023, o Correio Braziliense promoveu eventos importantes sobre temas relevantes para o país, como o combate ao feminicídio, a preservação do patrimônio, a empregabilidade, a saúde e a reforma tributária, entre outros

Arthur de Souza 

Correio Braziliense vai além do compromisso de levar informação aos leitores. Em 2023, o jornal promoveu 26 eventos — entre vários formatos, como: CB DebateCB Fórum e CB Talks. A intenção sempre foi trazer assuntos que tivessem relevância, tanto local quanto nacional. Em pauta, temas como feminicídio, reforma tributária e câncer de mama.

Abrindo o calendário, o Entre os Eixos do DF reuniu representantes do governo, políticos e empresários de diferentes setores para debater temas relacionados à economia, sustentabilidade e qualidade de vida. Vários temas foram abordados durante os painéis, mas um, em especial, perpassou por todos eles: o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) — recurso repassado pela União para custear a educação, a saúde e a segurança pública.

A vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), ressaltou a importância, não só do evento, mas de toda a cobertura que o jornal fez até o dia em que o FCDF foi retirado do arcabouço fiscal. “O Correio trouxe a perspectiva do que seria a cidade sem o recurso e buscou nomes conceituados para debater sobre o assunto”, afirmou. O Entre os Eixos também abordou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro e, para Celina, a cobertura promovida foi essencial. “O jornal conseguiu colocar a responsabilidade sobre todos os políticos na busca pela estabilidade da nossa cidade”, ressaltou. “Nos grandes momentos de embate e de lutas por coisas que foram conquistadas, o Correio Braziliense sempre esteve ao lado da população e da cidade”, acrescentou.

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No fim de fevereiro, a segunda edição do Entre os Eixos do DF teve como tema “Quem ama preserva” e trouxe autoridades, especialistas e membros de organizações da sociedade civil para debater sobre os desafios da preservação do patrimônio cultural de Brasília. José Leme Galvão, ex-superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e conselheiro do Instituto Arquitetos do Brasil (IABDF), foi um dos convidados e ressaltou, à época, que Brasília é uma cidade moderna e precisa de intervenções de qualidade. “Bom lembrar que conservar também é uma intervenção, desde a manutenção mais simples até as mais complexas”, avaliou. Procurador-geral da Justiça do DF, Georges Carlos Fredderico ressaltou que é “fundamental para avançar nas ideias e buscar soluções para que nós não nos afastemos da modernidade e continuemos a preservar a nossa Brasília”.

Mulheres em evidência

Com o objetivo de promover um ambiente de discussão que ampliasse ações de enfrentamento à violência doméstica, o Correio realizou, em 7 de março, a primeira edição do CB.Debate “Combate ao feminicídio: uma responsabilidade de todos”. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, foi uma das convidadas e alertou para o fato de que, mesmo com uma lei que pune a morte de mulheres pelo gênero, os casos de feminicídio seguem em crescimento ano a ano.

“Temos tentado, no ministério, fazer com que as mulheres, principalmente as negras, sejam ouvidas, acolhidas, para que sejam protagonistas de suas histórias e adentrem nos espaços de protagonismo que, historicamente, são negados. Mas isso tem que acontecer enquanto estivermos vivas”, observou a ministra.

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Especialista em violência doméstica e familiar contra a mulher, a advogada Cristina Tubino — que participou das duas edições do evento — disse que é importante levar informações à população e trazer todas essas questões relacionadas ao tema. “O papel do Correio Braziliense foi muito importante, durante todo o ano, na medida em que deu acesso, à população em geral, a todas as informações. Mais do que isso, o jornal colocou próximo da população pessoas que, de fato, atuam no combate à violência doméstica”, afirmou.

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No Dia Mundial do Combate ao Câncer de Mama, em 19 de outubro, o Correio promoveu um evento com o objetivo de debater sobre a doença e alertar a população, principalmente as mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce. Entre os convidados, a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio. Durante o CB.Debate, a médica destacou que é preciso olhar para o câncer de mama, especialmente, pois é o tumor com a maior incidência no Distrito Federal. “A prevenção, o autoexame e a mamografia como exame de rastreio fazem toda a diferença na vida de uma mulher que é acometida por essa doença”, completou.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que a informação salva a vida das mulheres e que, quanto mais se falar sobre isso, mais vidas serão salvas. Ela ressaltou, no evento, que a pauta da mulher não vive só de violência. “São essas iniciativas, que fazemos em parcerias com entidades e secretarias, que fazem a diferença na saúde da mulher”, avaliou.

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Educação e emprego

Um dos últimos grandes eventos promovidos pelo Correio Braziliense em 2023 se debruçou sobre o setor econômico. O CB.Fórum: Educação Profissional e o Primeiro Emprego trouxe integrantes do governo federal e representantes de grandes entidades para debater as demandas do mundo do trabalho que pudessem contribuir para o crescimento econômico do Brasil.

Entre os presentes, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que defendeu uma reformulação do ensino médio para que os jovens tenham acesso a uma educação em tempo integral, que inclua ensino técnico e profissionalizante. “É um processo em construção. Enquanto não chega esse momento (de reformulação do ensino médio), precisamos lançar mão de capacitação e qualificação nas universidades, nos institutos federais e em várias instituições de ensino”, afirmou, na época.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-DF), José Aparecido Freire, também marcou presença no encontro. Ele destacou o tema escolhido para o evento e enfatizou a importância do investimento no ensino profissionalizante. “É imprescindível no Brasil, porque permite a potencial retomada do crescimento econômico de forma contínua e num ritmo mais vigoroso”, observou.

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Saúde

Frio pode aumentar dores crônicas e afetar a rotina de pacientes

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Movimento, hidratação e proteção contra as baixas temperaturas ajudam a aliviar desconfortos e preservar a qualidade de vida

 

Com a chegada dos meses mais frios, Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, já sabe que precisará adaptar a rotina. Paciente do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) há oito anos, ela convive com fibromialgia e artrose nas mãos e sente no próprio corpo os impactos desse período.

 

“Quando chega esta época, eu já me escondo dentro de casa. Fico encolhida, deitada, porque tudo dói”, relata.
A percepção de Cláudia é compartilhada por muitas pessoas que convivem com doenças crônicas. Com a chegada do inverno, além do aumento dos casos de doenças respiratórias, cresce também a queixa de rigidez muscular, desconforto nas articulações e piora de sintomas já existentes.

 

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Segundo a reumatologista do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Rafaela Cruz, essa piora nem sempre está relacionada ao agravamento da doença. Na maioria das vezes, está associada às respostas naturais do organismo diante das temperaturas mais baixas.

 

“A musculatura fica mais rígida e menos elástica, o que pode gerar desconforto durante os movimentos e os alongamentos”, explica a especialista.

 

Além disso, para preservar o calor corporal, o organismo reduz a circulação sanguínea em regiões mais periféricas, como mãos e pés. Essa adaptação pode aumentar a sensibilidade e intensificar a percepção da dor em algumas pessoas.

 

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Rafaela ressalta que a influência do frio varia de indivíduo para indivíduo.
“O frio e a dor são experiências muito subjetivas. Algumas pessoas sentem um impacto maior das baixas temperaturas, enquanto outras praticamente não percebem diferença”, afirma.

Movimento e proteção ajudam a reduzir desconfortos

Durante os meses mais frios, também é comum diminuir a prática de atividades físicas, permanecer mais tempo sentado e evitar sair de casa. No entanto, a redução dos movimentos pode favorecer a perda de mobilidade e intensificar desconfortos já existentes.

 

“Quando nos movimentamos, melhoramos a circulação sanguínea e favorecemos a chegada de oxigênio aos tecidos, inclusive nas extremidades do corpo. Por isso, permanecer ativo e aquecido ajuda a reduzir a rigidez muscular e a sensação de dor”, orienta a médica.

 

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Embora não pratique exercícios físicos regularmente, Cláudia procura manter uma rotina ativa. Sempre que possível, faz seus deslocamentos a pé e adota cuidados simples para enfrentar os dias mais frios.

 

“Eu procuro caminhar quando preciso resolver alguma coisa e nunca saio sem me agasalhar bem. Percebo que, quando me mantenho aquecida e me movimento um pouco mais, as dores ficam mais suportáveis”, conta.

 

Outro cuidado importante, segundo a especialista, é a hidratação. Mesmo com a redução da sensação de sede durante o inverno, o consumo adequado de água continua sendo fundamental para o funcionamento do organismo e para a saúde muscular e articular.

 

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“Com medidas simples, como permanecer ativo, hidratado e protegido do frio, é possível minimizar os efeitos das baixas temperaturas e atravessar o inverno com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Rafaela.
Onde buscar atendimento?

 

Pessoas que apresentam dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência para avaliação inicial. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado em reumatologia ou outras especialidades da rede pública de saúde.
CRÉDITOS:
Foto: Divulgação/IgesDF
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