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Saúde: o desafio e a importância de definir prioridades

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E daqui a algumas semanas, lá vem um novo ano! Uma nova chance! Um novo ciclo e um novo turbilhão de “urgências” com prazos!  Será que você irá entrar na inércia do “looping” da sua própria rotina?  Sim, somos imediatistas e queremos tudo o tempo todo. Os sintomas sempre serão apenas a ponta do iceberg de uma questão maior envolvendo sua saúde e que devem ser cuidadas.

Mas quando se pensa em cuidar da saúde, a busca por soluções milagrosas dos problemas não está em nada que seja fast ou miraculous, não adianta assistir vídeos curtos com “dicas” de nutrição, nem ler posts de motivação para se manter psicologicamente bem. Calma, também não adianta apenas ler conteúdos de saúde e bem-estar como esse que vos comunica quinzenalmente. A diferença está em ter acesso à informação e em, de fato, inserir na sua rotina como conhecimento.

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Nossa geração é frustrada porque não prestamos atenção à nossa saúde e nos esquecemos do que é ter uma boa qualidade de vida

Dificilmente nos responsabilizamos pelas próprias escolhas, quando elas são a causa de algum problema -o short cut é sempre terceirizar: foi o chefe que não liberou, o remédio que não funcionou, a atividade física que não deu tempo, o tempo que ficou corrido, a idade que chegou…

Construir nossa própria saúde é um processo de anos. Dia a dia cultivamos hábitos que moldam nossa qualidade de vida. É preciso ter paciência, porque na ânsia de tentarmos sempre achar soluções mais rápidas ou fáceis, nos esquecemos de fazer o essencial e básico -as escolhas do dia a dia: dormir bem, comer bem e se movimentar.

Então, se você se identificou e tem postergado para o ano que vem mudanças no seu estilo de vida, deixei 2 pontos chaves para não deixar que as suas desculpas virem um hábito de 2024:

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Antes de mudar os seus hábitos, é preciso rever alguns valores e entender se faz sentido mudar ou manter algo na sua rotina. Nem todos os dias haverá motivação, mas é necessário que haja consistência nas escolhas. A consciência do autocuidado, faz toda a diferença! A fisioterapeuta Juliana Satake traz um exemplo até da importância da consciência durante qualquer prática de atividade física: “Estudos comprovam que exercícios feitos com mais consciência são mais eficazes, reduzindo o nível de ansiedade e estresse, além de diminuírem o risco de lesões, afinal, é a conexão corpo-mente que controlam os nossos movimentos.”

Propósito: entenda o porquê você está em busca disso. Você busca qualidade de vida para poder aproveitar mais bons momentos com amigos? Você almeja ter mais energia e saúde para cuidar dos seus filhos? Você deseja ser um avô ou avó capaz de correr atrás dos seus netos e participar das atividades em família? A fisioterapeuta, Dra. Ana Clara, especialista em ortopedia explica: “Na nossa rotina como fisioterapeutas vemos as pessoas chegando ao limite de alguma dor ou disfunção. As pessoas já chegam desmotivadas porque, quem tem dor, não tem qualidade de vida. Quando começam a fisioterapia, os pacientes já estão desencantados mas vemos que a adesão ao tratamento e motivação faz total diferença na evolução de cada um. Não adianta falar  para o paciente que não consegue dobrar os joelhos que ele deve fazer os exercícios em casa e precisará fortalecer membros inferiores e esperar que ele entenda a importância disso na rotina dele, já que é algo que pode ser custoso e doloroso. Mas por outro lado, se ele entende que há um grande objetivo por trás daquele exercício, ele poder agachar pouco a pouco e amarrar sozinhos os sapatos, isso se torna uma meta com um belo propósito!”

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O propósito faz parte da escolha de qualquer tipo de mudança na sua vida. É o propósito que motiva e faz vencer com disciplina aqueles dias que você estiver com preguiça ou desânimo para sair e se cuidar ou para fazer uma boa escolha. Ter objetivos claros e concretos do porquê e para quê está iniciando uma mudança de hábito na sua rotina te ajudará na nova rotina. Os fisioterapeutas dizem que nunca viram uma pessoa que estava com preguiça se arrepender de ter ido ao Pilates e ao tratamento, por exemplo.

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Autorresponsabilidade:  um dos culpados mais comuns são o tempo -ou a falta dele, o dinheiro -ou a falta dele e as pessoas em torno da “vítima”.  Esses itens parecem ser os limitadores de qualquer tipo de melhoria na vida das pessoas. Então reveja que apenas você é responsável pelas escolhas, hábitos e estilo de vida que leva. Se as mudanças não forem consideradas prioridades na sua lista, você jamais terá tempo ou dinheiro mesmo para qualquer tipo de mudança.

Tempo: se você pensa que irá “gastar” 2 horas do seu dia fazendo exercício, mude o mindset, são apenas 2 h de um investimento para minha saúde que irá retornar com vitalidade e disposição, menos dores e mais longevidade para fazer tudo o que for preciso e que gosto. Um corpo com músculos fortes, alongados e com mobilidade traz o equilíbrio que o seu corpo precisa para viver mais e bem. Acredite, iniciar uma rotina com uma simples caminhada de 15 minutos em intensidade moderada no seu bairro, tem o poder de aumentar as funções cognitivas, principalmente no quesito velocidade de processamento, memória e função. Além disso, o exercício físico libera opióides endógenos, responsáveis pela sensação de bem-estar, melhorando o humor e a disposição, reduzindo inclusive, sintomas de depressão e ansiedade! Podendo ser seu ponto de equilíbrio e controle emocional para resolver tudo o que precisará nas demais horas.

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Financeiro: se você pensa que é caro se cuidar com profissionais de saúde nesse momento -acredite que se isso se tornar um hábito será mais custoso tratar um problema do que preveni-lo -e o ônus financeiro, emocional e de tempo investidos em tratamentos é maior. Pense no dentista, seria melhor fazer uma limpeza com ele ou tratar um canal? Melhor escovar os dentes diariamente ou não escovar e ir ao dentista para ver o que aconteceu após alguns anos. Considere que o trabalho do psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista ou do profissional de saúde acompanha na rotina são praticamente como sua escova de dentes… Dependemos que o paciente coloque em ação para que o resultado seja atingido. Você precisa de consistência!

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Terceiros: se você culpabiliza a rotina de trabalho, o chefe, o marido que não ajuda, os filhos que demandam ainda por serem pequenos, etc -se acolha e reveja o que você pode fazer nesse momento com as possibilidades que tem e com a rede de pessoas/apoio que possui nesse momento. Fazer o que é possível é  essencial, justamente por ser o início de qualquer mudança! Que você possa inserir algum tipo de autocuidado na sua lista de desejos de 2024.

*O conteúdo dessa matéria tem caráter informativo e não substitui a avaliação de Profissionais da Saúde.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do IstoÉ.

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Referências Bibliográficas

Aylett E, Small N, Bower P. Exercise in the treatment of clinical anxiety in general practice – a systematic review and meta-analysis. BMC Health Serv Res 2018;18:559.
 Breedvelt JJF, Amanvermez Y, Harrer M, Karyotaki E, Gilbody S, Bockting CLH, et al. The effects of meditation, yoga, and mindfulness on depression, anxiety, and stress in tertiary education students: A meta-analysis. Front Psychiatry 2019;10.
Filho CAAM, Alves CRR, Sepulveda CA. Influência do exercício físico na cognição: uma atualização sobre mecanismos fisiológicos. Rev Bras Med Esporte, 2014, 20(3):237-41
Melo, Roberta Crevelário de, et al. Efeitos da atividade física na saúde mental / Effects of physical activity on mental health; Brasília; Fiocruz Brasília. Instituto de Saúde de São Paulo; 16 nov. 2021. 103 p. tab.
Organização Pan-Americana da Saúde. OMS lança novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário. [internet]. Genebra, 2020. [acesso em: 07 Maio 2021]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/26-11-2020-oms-lanca-novas-diretrizessobre-atividade-fisica-e-comportamento-sedentario

Fonte: IstoÉ

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Atendimento ginecológico a mulheres lésbicas requer abordagem sem estigmas

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Medo de discriminação afasta pacientes; Ambulatório LGBTQIA+ do HUB atua na atenção a mulheres lésbicas em sofrimento por conta da sua orientação sexual
Brasília (DF) – Agosto é considerado o mês da visibilidade lésbica e reúne duas datas importantes: 19 de agosto, Dia Nacional do Orgulho Lésbico, e 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. As datas contribuem para ampliar o debate sobre os direitos e as necessidades da população lésbica como o acesso à saúde íntima e ginecológica, com atendimento adequado e livre de discriminação.
No Ambulatório LGBTQIA+ do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil), mulheres lésbicas podem ser acolhidas e, conforme as necessidades identificadas, encaminhadas para atendimentos ginecológicos.
“O nosso ambulatório atende mulheres lésbicas que estão em sofrimento em virtude a sua orientação sexual ou por conta dos preconceitos, estigmas e dificuldades que mulheres lésbicas enfrentam por terem esta orientação”, explica Guilherme Veiga, médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório LGBTQIA+ do HUB.
Bruna Heinen, ginecologista do HUB, destaca que a integralidade é um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). “Quando um serviço de saúde não reconhece ou não acolhe adequadamente a orientação sexual de uma pessoa, ele já parte de uma premissa incompleta sobre quem está sendo atendido, e isso compromete diretamente a qualidade e a efetividade do cuidado”, explica.
Ambulatório LGBTQIA+
Há procedimentos básicos que contribuem para um atendimento ginecológico humanizado e adequado às necessidades de mulheres lésbicas. Entre eles, estão a abordagem da orientação sexual de forma respeitosa durante a anamnese [entrevista clínica] e a escolha de um espéculo de tamanho adequado e confortável para a paciente durante os exames ginecológicos. O espéculo é um utensílio médico utilizado para afastar as paredes da vagina e permitir a visualização do colo do útero. “Esse vínculo de confiança é o que permite anamneses mais completas e diagnósticos mais precisos. Do contrário, o que se vê com frequência é omissão de informações por medo de julgamento, o que compromete diretamente a qualidade do cuidado”, comenta Bruna Heinen.
A ginecologista explica que o ambulatório LGBTQIA+ do HUB é uma porta de entrada de atendimentos a mulheres lésbicas em sofrimento por conta da sua orientação sexual. Todos os atendimentos ginecológicos do hospital funcionam mediante encaminhamento. Após a avaliação inicial, a paciente é direcionada ao serviço mais adequado de acordo com a demanda identificada.
“Atendimento ginecológico de rotina, a priori deve ser realizado na atenção básica. Caso a mulher lésbica tenha dificuldade no acesso, principalmente por questões inerentes à orientação sexual, essa avaliação pode ser realizada no ambulatório de Ginecologia Endócrina, normalmente encaminhada pelo ambulatório LGBTQIA+ para essa avaliação”, completa Bruna.
Além do atendimento ginecológico, o HUB dispõe de outros serviços especializados para diferentes demandas, como cirurgia ginecológica, distúrbios menstruais e patologias do trato genital.
Impactos na saúde
Dados do I LesboCenso Nacional: Mapeamento de Vivências Lésbicas no Brasil, publicado em 2022, apontam que 25% das mulheres lésbicas sofreram discriminação em atendimento ginecológico. O estudo foi feito com 22 mil mulheres lésbicas de todo o país. Nos consultórios ginecológicos, muitas mulheres lésbicas vivenciam situações constrangedoras e violentas que comprometem os atendimentos e, por consequência, impactam o cuidado com a saúde.
Esse cenário se torna ainda mais preocupante quando considerado em conjunto com marcadores sociais, como raça e gênero, que podem ampliar as barreiras de acesso aos serviços de saúde, especialmente para mulheres negras e indígenas. A pesquisa “Rastreamento para câncer do colo de útero no SUS segundo raça/cor da pele: desigualdades regionais no Brasil” analisou dados do Sistema de Informação de Câncer (Siscan) referentes a mulheres de 25 a 64 anos. Entre 2021 e 2023, a cobertura nacional nessa faixa etária foi de 39,03%, mas chegou a 43,71% entre mulheres brancas, enquanto foi de 36,20% entre mulheres não brancas e de 37,58% entre indígenas.
Na mesma direção, um dos estudos citados no artigo “A saúde de mulheres negras lésbicas e os desafios no acesso aos serviços brasileiros” identificou que abordagens heteronormativas [heterossexualidade como padrão ou norma] no atendimento criam barreiras para uma assistência adequada e integral.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Atenciosamente,
Luiz Cezar
Chefe da Unidade de Comunicação Regional 26 (HUB)
Gerência Executiva de Comunicação Social
Presidência
HU Brasil
gov.br/hubrasil | (61) 2028-5040 | 6120285394 (fixo e whatsapp) | (61) 982860375
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