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Politica

Parceria entre OAB e Câmara Legislativa quer levar cidadania às escolas públicas

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Deputada Paula Belmonte propõe união de esforços entre as duas instituições, por meio da Escola de Governo do Legislativo

Uma parceria entre a Escola do Legislativo (Elegis), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional DF (OAB-DF) pode ampliar o alcance de ações educativas voltadas à cidadania nas escolas públicas do Distrito Federal. A proposta foi debatida em reunião entre a 2ª vice-presidente da CLDF, deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania), e o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Brad Siqueira, conhecido como Poli.

Durante o encontro, a deputada apresentou a estrutura e as ações da Elegis, que realiza visitas a escolas e também recebe estudantes na sede da CLDF por meio do programa “Conhecendo o Parlamento”. Já a OAB-DF mantém o projeto “OAB Vai às Escolas”, com objetivos semelhantes de formação cidadã.

A proposta é firmar um Termo de Cooperação que una as duas iniciativas. “Nosso objetivo é levar cidadania aos estudantes do DF. Acredito que o acesso à informação e a conscientização sobre direitos e deveres são caminhos para transformar a sociedade”, defendeu Paula Belmonte. O presidente da OAB-DF demonstrou apoio à proposta: “Essa é a OAB que queremos”, afirmou Poli.

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Durante a reunião, Paula também citou o Observatório Cidadão, ferramenta criada desenvolvida sob a gestão dela na Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da CLDF. O sistema permite que qualquer cidadão acompanhe e consulte informações sobre contratos e gastos públicos.

Fonte: Ascom Paula Belmonte

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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