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Esporte

Dudinha brilha e seleção feminina derrota Japão no frio paulistano

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Foi a sexta vitória do Brasil sobre as japonesas em 16 jogos. São três empates e sete triunfos da seleção asiática, campeã mundial em 2011 e atualmente em quinto lugar no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa). As brasileiras – que ocupam a oitava posição do ranking – terão a oportunidade de igualar o histórico na próxima​ segunda-feira (2), a partir das 20h (horário de Brasília), em novo amistoso, desta vez no Estádio Cicero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP).

Das 11 titulares escaladas pelo técnico Arthur Elias, cinco disputam o Campeonato Brasileiro Feminino, que tem transmissão ao vivo da TV Brasil: a lateral Fê Palermo (Palmeiras), as zagueiras Isa Haas (Cruzeiro) e Mariza (Corinthians), a meia Duda Sampaio (Corinthians) e Dudinha (São Paulo).

A primeira grande chance brasileira foi justamente com a jovem atacante de 19 anos. Aos dez minutos, Dudinha aproveitou o erro na saída de bola das japonesas e invadiu a área pela direita. A jogadora do São Paulo tentou driblar a zagueira Moeka Minami, que acertou o pé da atacante e a derrubou. A arbitragem nada marcou e as japonesas responderam rápido, com a atacante Mina Tanaka recebendo nas costas das zagueiras, driblando a goleira Lorena e mandando para as redes.

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O lance em Dudinha, porém, teve revisão da arbitragem de vídeo (VAR), que viu o toque de Minami no pé da brasileira. O gol foi anulado e a penalidade máxima acabou marcada. No entanto, a atacante Kerolin cobrou para fora, à esquerda da meta.

O Brasil manteve a marcação no campo adversário, pressionando a saída de bola das japonesas. Aos 26 minutos, um desarme de Angelina, quase no meio-campo, deu início ao primeiro gol (válido) da noite. A volante lançou Dudinha na diagonal, do meio para a direita. A atacante escapou do carrinho de Minami e, ao entrar na área, bateu no ângulo da goleira Ayaka Yamashita. Um golaço, o primeiro pela seleção principal.

Aos 41, a estrela da são-paulina brilhou novamente. Em novo contra-ataque brasileiro, agora pela direita, Dudinha recebeu de Kerolin e chutou da entrada da área. A goleira deu rebote e a própria atacante apareceu na pequena área para concluir às redes.

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O Japão, que praticamente não incomodou o Brasil no primeiro tempo, assustou no começo da etapa final, com um chute da meia Aoba Fuijno, da intermediária, aos três minutos, que parou no travessão. A resposta brasileira veio com outro gol. Aos nove, Kerolin recebeu na área, pela esquerda, da também atacante Gio Garbelini e finalizou na saída de Yamashita.

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As asiáticas tiveram a chance de diminuir o prejuízo aos 19 minutos, em pênalti cometido pela atacante Luany, que escorregou ao tentar desarmar a zagueira Hiraku Kitagawa na área brasileira e acabou tocando a bola com o braço. A cobrança da meia Fuka Nagano, porém, foi fraca, no canto direito. Atenta, Lorena defendeu.

Aos 20 minutos, os cerca de 33 mil torcedores presentes na Neo Química Arena iniciaram o coro pedindo Marta. A craque da seleção feminina, que não era convocada desde a conquista da medalha de prata na Olimpíada de Paris, na França, iniciou a partida no banco. Três minutos depois, lá estava a camisa 10 pronta para entrar no lugar de Kerolin e recebendo – com surpresa – a braçadeira de capitã das mãos de Angelina.

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As alterações, nos dois lados, diminuíram o ritmo da partida. Já no fim, aos 43 minutos, a meia Yuka Momiki recuperou a bola para o Japão e lançou a atacante Kiko Seike, que, frente a frente com Lorena, venceu a goleira brasileira e diminuiu o prejuízo das visitantes. Nada, porém, que estragasse a festa verde e amarela em São Paulo.

Agência Brasil

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Esporte

Brasil dobra recorde de voluntários para Copa do Mundo Feminina

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Mais de 161 mil pessoas de 183 países se inscreveram
Agência Brasil

Mais de 161 mil pessoas de 183 países querem ser voluntárias na Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. O número recorde representa mais que o dobro das inscrições registradas na edição anterior do torneio. A Copa de 2023, disputada na Austrália e em Aotearoa, Nova Zelândia, teve cerca de 68 mil inscrições enviadas para ajudar nas operações nas nove cidades-sede.

Desta vez, 83% dos candidatos são brasileiros, enquanto o maior número de inscrições de fora do país-sede vem da Colômbia, do México, do Marrocos, da Nigéria e dos Estados Unidos.

As mulheres são a maioria dos candidatos, com 58% do total. Os homens somam 39%, enquanto 3% se identificam como não binários ou de outro gênero.

Para Patrícia Hespanha, diretora administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, a resposta ao Programa de Voluntários reflete o enorme entusiasmo em torno desse torneio.

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“Os voluntários desempenham um papel fundamental na organização dos grandes eventos esportivos, ajudando a criar uma experiência acolhedora, positiva e inesquecível para todos os envolvidos. É realmente inspirador ver tantas pessoas dispostas a dedicar o seu tempo, energia e entusiasmo para ajudar a organizar um evento que deixará um legado duradouro para o futebol feminino no Brasil, na América do Sul e em outras partes”, disse Patrícia.

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília receberam o maior número de inscrições. Ao todo, aproximadamente 6 mil voluntários serão selecionados para ajudar nas operações do torneio nas oito cidades-sede.

Nos próximos dois meses, os candidatos que forem aprovados na triagem inicial serão chamados para entrevistas. Para os selecionados, serão oferecidas funções de apoio a mais de 20 áreas, incluindo imprensa, tecnologia, transporte, gestão da competição e cerimônias.

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Durante a Copa do Mundo Feminina, haverá mais de 30 funções de voluntariado espalhadas pelos locais do evento e espaços onde a competição não será disputada – desde estádios e aeroportos até centros de treinamento e hotéis.

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