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Politica

Ação de acolhimento atende 28 pessoas em situação de rua no DF nesta semana

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Trabalhos se concentraram em 24 pontos de duas regiões administrativas; durante as abordagens, o GDF oferece diversos serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social

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Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

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O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua — coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal — atendeu, nesta semana, 28 pessoas em diversos locais do DF. De sábado (18) até sexta-feira (24), as operações passaram por 24 pontos do Plano Piloto e da Estrutural.

“Há mais de um ano, desde que o Plano Distrital para Pessoas em Situação de Rua foi colocado em prática, nossas equipes já visitaram 20 regiões administrativas, o que reafirma nosso compromisso com todas as pessoas do DF que vivem em situação de vulnerabilidade social extrema. Desde então, cerca de 3 mil pessoas já foram abordadas”, apontou o secretário-chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, coordenador da Política Distrital para a População em Situação de Rua.

“Não se trata apenas de oferecer serviços essenciais, é criar laços de confiança, para que essas pessoas percebam que, mesmo diante de tantas dificuldades, o GDF se empenha para garantir a elas um futuro mais digno”

Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil

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“Esse trabalho de acolhimento une esforços de várias secretarias que, semanalmente, participam de reuniões coordenadas pela Casa Civil para que cada ação seja estrategicamente planejada. Um trabalho que, além do empenho desses profissionais, também é fruto de muita empatia. Cada pessoa que enxerga uma possibilidade de recomeço por meio do nosso trabalho é, para nós, uma grande vitória. Não se trata apenas de oferecer serviços essenciais, é criar laços de confiança, para que essas pessoas percebam que, mesmo diante de tantas dificuldades, o GDF se empenha para garantir a elas um futuro mais digno”, acrescentou Gustavo Rocha.

Balanço

No sábado (18), as equipes visitaram seis pontos no Noroeste e recolheram um caminhão de entulho, com os materiais considerados inservíveis sendo levados à Unidade de Recebimento de Entulhos (URE). No domingo (19), foram percorridos três pontos na Asa Norte e no Setor de Clubes Sul, com uma estrutura precária desconstituída e um caminhão de entulho removido. Na segunda-feira (20), não houve operação.

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O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo STF | Foto: Agência Brasília

Na terça-feira (21), foram visitados seis pontos no Plano Piloto. As equipes desmontaram duas estruturas precárias, removeram um caminhão de entulho e atenderam três pessoas. Na quarta (22), ainda no Plano Piloto, a ação passou por cinco pontos e resultou em três estruturas precárias desconstituídas, dois caminhões de entulho retirados e quatro pessoas localizadas e acolhidas.

Na quinta (23), os trabalhos seguiram para a Estrutural, onde três pontos foram visitados, com três estruturas precárias desmontadas, seis caminhões de entulho removidos e sete pessoas atendidas. Já nesta sexta (24), também na Estrutural, um ponto foi visitado, com 14 estruturas desmontadas, oito caminhões de entulho retirados e 14 pessoas localizadas.

Política distrital

O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF realizou visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos.

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Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira

Em 27 de maio de 2024, o GDF tornou oficial o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira.

Em julho deste ano, a vice-governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que criou o programa Acolhe DF, que propõe uma busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com vício em drogas — tanto as ilícitas quanto álcool e tabaco —, criando uma linha de atendimento a essas pessoas e, consequentemente, aprimorando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público.Também em julho, o GDF inaugurou o primeiro hotel social da capital da República, destinado a acolher e abrigar a população em situação de rua. O equipamento oferece 200 vagas para pernoite e recebe também animais de estimação

Além disso, desde 2022, o governo promove, em períodos de baixas temperaturas, a chamada Ação contra o Frio, com oferta de espaços públicos para pernoite de pessoas em situação de rua. Apenas neste ano, a unidade aberta na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos. No local, também foram oferecidos casacos e cobertores arrecadados por meio da campanha Agasalho Solidário, da Chefia-Executiva de Políticas Sociais.

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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