Educação
Festival de Jornalismo discute Inteligência Artificial
20 palestrantes de 16 organizações falaram a 500 estudantes em Brasília
O 2º Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho reuniu cerca de 500 estudantes para debater o uso da Inteligência Artificial. Durante duas manhãs, em Brasília, eles ouviram 20 palestrantes de 16 organizações diferentes, em oito horas de programação. Os especialistas que participaram do encontro defendem a supervisão humana para as atividades jornalísticas realizadas pela IA, que é uma ferramenta operacional para dar celeridade ao trabalho feito por profissionais.
As cinco faculdades de Jornalismo da capital do país participaram do Festival. São elas: IESB, Católica, Uniceub, UDF e UnB. Além de Inteligência Artificial, o Festival abordou como os jornalistas podem combater Fake News, o que esperar de um futuro jornalista, as novas funções da profissão, como participar dos programas de trainee da Folha de S. Paulo, de O Globo e do Poder 360, como empreender e como produzir entrevistas, perfis e biografias. Além de veículos de comunicação, também participaram da programação do Festival de Jornalismo a Unesco, o Instituto Palavra Aberta, Sesi e Senai, Sebrae e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O 2º Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho é organizado pela jornalista Kátia Cubel. Nesta edição, teve o patrocínio de Sesi e Senai no DF, Sistema Cofeci-Creci, Vox Radar, Caixa e Governo do Brasil. Onde tem patrocínio Caixa, tem Governo do Brasil.
Educação
EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Aula especial na Estácio Brasília reforça alfabetização como instrumento de autonomia e participação social
Atividade do Projeto de Alfabetização e Letramento mostrou como o domínio da leitura e da escrita amplia o acesso a direitos, informações e decisões conscientes
A Estácio Brasília realizou, no dia 16 de setembro, uma aula especial do Projeto de Alfabetização e Letramento de Adultos. A atividade destacou que aprender a ler e escrever representa não apenas uma conquista educacional, mas também um passo fundamental para ampliar a autonomia, fortalecer a cidadania e favorecer a participação social.
De acordo com Kezia Balena, coordenadora do Curso de Alfabetização e Letramento de Adultos e professora da Estácio Brasília, iniciativas como essa contribuem para que os estudantes desenvolvam habilidades importantes para diferentes situações da vida cotidiana.
“A alfabetização vai além de aprender a ler e escrever. Ela promove autonomia, melhora a comunicação e ajuda o estudante a compreender melhor o mundo e participar de forma mais ativa da sociedade”, afirma.
Ao proporcionar o acesso e a compreensão de diferentes tipos de informação, a alfabetização também ajuda o indivíduo a reconhecer seus direitos e deveres e a se posicionar de maneira mais consciente. Para a professora, esse processo possui uma relação direta com o exercício da cidadania.
“A alfabetização fortalece a cidadania porque permite que a pessoa compreenda seus direitos e deveres, tenha acesso às informações e consiga tomar decisões com mais autonomia e consciência”, explica Kezia.
Educação política começa pelo acesso à informação
A aula especial também abriu espaço para a reflexão sobre educação política e participação democrática. Segundo Kezia Balena, o Brasil ainda precisa avançar na formação dos cidadãos para a compreensão do funcionamento das instituições públicas e das atribuições dos representantes eleitos.
Embora o voto seja um direito amplamente exercido, parte da população ainda encontra dificuldades para identificar as responsabilidades de cada cargo político, avaliar propostas e acompanhar as decisões tomadas pelo poder público.
“Ainda precisamos avançar bastante na educação política. Muitas pessoas votam, mas nem sempre conhecem as funções dos cargos políticos ou entendem como funcionam as instituições”, observa a professora.
Kezia ressalta que educação política não significa direcionar escolhas eleitorais, mas oferecer instrumentos para que cada pessoa desenvolva uma visão crítica, tenha condições de verificar informações e decida de acordo com suas próprias convicções.
“Educação política não é ensinar em quem votar, mas oferecer conhecimento para que cada cidadão possa analisar informações, propostas e fazer suas próprias escolhas de forma consciente”, conclui.
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