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Politica

Mulheres e mudanças climáticas: Leila cobra justiça climática no BRICS e propõe fundo para projetos femininos

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Durante a 2ª Sessão de Trabalho do Fórum Parlamentar das Mulheres do BRICS, realizada nesta terça-feira (3), a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) fez um discurso contundente sobre o papel das mulheres frente às mudanças climáticas. Segundo ela, é urgente colocar as mulheres no centro das decisões ambientais, não apenas como vítimas da crise climática, mas como lideranças estratégicas para a transição ecológica.

Mulheres são as maiores vítimas da crise climática

A senadora destacou que, embora as mulheres sejam desproporcionalmente afetadas por eventos climáticos extremos — como secas, enchentes e a insegurança alimentar — ainda são sub-representadas nas instâncias de poder que definem as respostas globais à crise.

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“Somos cientistas, legisladoras, líderes e guardiãs do território. Somos solução”, afirmou Leila em seu discurso, reforçando que a transição energética justa é também uma pauta de justiça social, equidade de gênero e dignidade humana.

BRICS deve assumir protagonismo global com ações concretas

Diante da nova saída dos Estados Unidos, um dos maiores emissores globais do Acordo de Paris, Leila defendeu que o BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) assuma com firmeza o protagonismo na agenda climática internacional, com solidariedade, coerência e ações estruturadas. Ela também fez um apelo direto aos países historicamente mais poluentes:

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“Não é justo que os países mais pobres arquem sozinhos com os custos da transição energética. Os responsáveis pela maior parte das emissões precisam cumprir sua dívida climática.”

A senadora brasileira apresentou um conjunto de propostas que conectam financiamento climático, educação ambiental e liderança feminina. Veja os destaques:

Criação de um Fundo BRICS para Mulheres e Clima
Apoiar projetos sustentáveis liderados por mulheres em comunidades vulneráveis, como agricultoras familiares, líderes indígenas e empreendedoras ambientais.

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Plataformas de educação climática para mulheres
Promover o acesso ao conhecimento científico, à tecnologia e à inovação, com foco em energias renováveis e adaptação sustentável.

Pacto de Liderança Feminina pelo Clima
Garantir a presença de mulheres nas decisões sobre o clima e a transição energética, dentro e fora dos parlamentos.

Aceleradoras de negócios verdes femininos
Com apoio do Banco do BRICS, financiar projetos liderados por mulheres nas áreas de economia circular, reflorestamento, agroecologia e energia limpa.

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Observatório de Gênero e Clima dos BRICS
Criar uma estrutura para coleta e análise de dados sobre os impactos das mudanças climáticas nas mulheres e meninas, orientando políticas públicas eficazes.

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Fonte: Ascom Senadora Leila do Vôlei

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feminicidio

Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres

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Guia lista 11 recomendações para parlamentares eleitos
Agência Brasil

A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.

A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.

O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.

O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:

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  1. priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
  2. estruturar políticas públicas permanentes;
  3. fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
  4. promover a integração entre diferentes políticas públicas;
  5. basear decisões em evidências e dados confiáveis;
  6. incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
  7. fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
  8. estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
  9. adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
  10. produzir impactos mensuráveis;
  11. evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
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A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”

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