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“Tenho certeza de que a gente vai zerar essa fila”, diz Wolney Queiroz sobre solicitações do INSS

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Durante o programa, o ministro Wolney Queroz destacou o empenho do INSS e do Ministério da Previdência Social no atendimento das solicitações da população – Foto: Diego Campos/Secom-PR

Titular da pasta da Previdência Social detalhou, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, os avanços que já resultaram em uma redução da fila em mais de meio milhão de pedidos nos últimos dois meses

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou confiar que o Brasil vai zerar a fila de solicitações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração foi feita nesta quarta-feira (20/5) durante participação no programa Bom Dia, Ministro. “Eu tenho certeza de que a gente vai zerar essa fila, porque nós já estamos apresentando índices muito positivos”, disse o ministro.

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Wolney Queiroz embasou com números o motivo de sua confiança: “Em fevereiro, eram 3 milhões e 100 mil pedidos aguardando resposta. Hoje, já estamos em 2 milhões e 347 mil, de fevereiro para cá. Nós estamos atuando rapidamente. Eu acredito que neste mês de maio nós vamos chegar perto dos 300 mil pedidos a menos. Tem sido um ritmo acelerado, nós estamos agindo com força total, e o nosso objetivo é que a gente consiga, pelos números que a gente tem encontrado, zerar essa fila e entregar esse presente para o povo brasileiro”.

A fila de solicitações do INSS caiu mais de meio milhão nos últimos dois meses e agora está no menor patamar em 16 meses. Em abril, os dados mostraram uma redução para 2,5 milhões e, até 17 de maio, 2,3 milhões. Já a fila da perícia médica presencial caiu 30,85% em abril (dado parcial) se comparada à de janeiro deste ano. Passou de 1,1 milhão para 771 mil. Somente em abril foram realizadas mais de 511 mil perícias presenciais e outras 473 mil por via documental — quando o segurado envia sua documentação médica e não precisa passar por perícia presencial.

MUTIRÕES – O ministro também trouxe dados que reforçam o tamanho do desafio de zerar a fila do INSS. “É importante que as pessoas saibam que entram, em média, 1 milhão e 300 mil novos pedidos por mês. É uma coisa gigantesca você imaginar que num determinado setor do governo, que é o INSS, 1 milhão e 300 mil pessoas ou requerimentos são ingressados a cada mês. Se não tiver fila nenhuma, se tiver tudo zerado, já tem 1 milhão e 300 mil para você processar por mês”, lembrou Wolney Queiroz.

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Ele explicou que, para atender a toda essa demanda e encerrar as filas, uma das ações mais eficientes são os mutirões de atendimentos realizados pelo INSS e pelo Ministério da Previdência Social. “Nós estamos fazendo um ataque a esse estoque para reduzi-lo drasticamente. E nós estamos usando o quê? Tecnologia e muito trabalho. Nós fizemos 14 mil atendimentos de mutirões em 2024. Em 2025, foram 178 mil atendimentos em mutirão. Em 2026, até abril, já foram 151 mil. Ou seja, nós vamos passar de 350 mil atendimentos em mutirão em 2026”.

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TECNOLOGIA NAS PERÍCIAS – Outro aliado para o trabalho de redução das filas, segundo Wolney Queiroz, é o uso de tecnologias nas perícias médicas. “Com tecnologia, nós implementamos a perícia conectada. A gente já teve mais de seis mil peritos médicos federais. Hoje, a gente tem pouco mais de três mil. Ou seja, nós temos metade do contingente. Como a gente não tem perito para colocar em todas as cidades, o que é que a gente faz? A gente põe nas agências do INSS salas de perícia para fazer a perícia por telemedicina. A gente põe uma rede de Wi-Fi, coloca um computador ali e faz uma distribuição. Qualquer perito do Brasil, pode estar no Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba, atende a pessoa em qualquer lugar do Brasil. Nós já temos 700 salas de perícia espalhadas nas agências do INSS hoje e a gente está ampliando isso. Em 96% dos casos, a perícia, através de vídeo, resolve”, explicou o ministro.

500 NOVOS PERITOS – Outro fator que tem contribuído determinantemente para a redução da fila foi a contratação de centenas de novos peritos. “Nós temos a entrada dos 500 peritos que nós contratamos no ano passado. Eles tomaram posse, estavam pegando o ritmo ali no segundo semestre do ano passado, e agora já estão em velocidade de cruzeiro. Foram concedidos benefícios no mês de março de 890 mil pessoas, um recorde histórico. Essa conversa de que o INSS está indeferido em massa não existe. Isso é tudo fake news. Na verdade, o governo nunca concedeu tanto como está concedendo agora e são números impressionantes. Em 2023, foram 5 milhões e 200 mil benefícios concedidos no ano todo. Em 2025, foram 7 milhões e 600 mil: 2 milhões e 400 mil benefícios a mais. São números superlativos, gigantescos”, detalhou Wolney Queiroz.

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PREVBARCO – Outra política pública muito elogiada pelo ministro é o PREVBarco, cujo objetivo é levar atendimento previdenciário às populações ribeirinhas e a comunidades isoladas da região Norte do país. O PrevBarco tem ampliado o acesso à Previdência Social e transformado vidas de famílias que enfrentavam longas distâncias e altos custos para chegar a uma agência e ter acesso a seus direitos. Em junho, está prevista uma nova inauguração, do PREVBarco do estado do Pará. “É um barco todo preparado. Tem servidores, tem a tripulação que viaja às áreas ribeirinhas e atende a comunidades indígenas, extrativistas, quilombolas, que precisariam passar dias se deslocando de suas comunidades para uma cidade onde tem a Previdência Social. O PrevBarco vai até essas comunidades e lá é uma agência muito arrumada. Tem ar-condicionado, guichês de atendimento, servidores muito gentis e que têm resolutividade. Hoje são seis e eu quero ampliar”, afirmou Wolney Queiroz.

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ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO – Indagado sobre o envelhecimento da população e os prognósticos que apontam para um número cada vez maior de aposentados e pensionistas no país, o ministro afirmou que essa é uma questão que sua pasta lida diariamente. “O envelhecimento populacional não é um problema. As pessoas estão vivendo mais, é uma coisa que a gente tem que comemorar. Isso é graças ao SUS, isso é graças às políticas de vacinação, isso é graças às políticas de saúde. Nós temos que fazer festa com isso. A gente sabe que isso tem um impacto na Previdência. Qual é o nosso desafio? Nós temos que fazer com que mais pessoas entrem para contribuir com a nossa Previdência Social. E a gente só vai conseguir isso se a gente falar bem da nossa Previdência Social”, ressaltou.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA – Wolney Queiroz ressaltou ainda que é contra qualquer proposta de reforma da Previdência. “Quando você ouvir falar em reforma da Previdência, lembre-se sempre o seguinte: ela vai tirar dinheiro do seu salário para você pagar mais, ela vai fazer com que o tempo para se aposentar seja maior ou ela vai aumentar a alíquota, ou essas três coisas juntas. Daqui a pouco vão querer que a pessoa trabalhe até morrer. Eu sou contra a reforma, eu acho que a gente tem que trabalhar para fazer com que cada vez menos necessite de reforma. A gente atua para construir uma Previdência que não precise piorar a situação para o trabalhador e para a trabalhadora, que a gente possa melhorar os mecanismos, fazer gatilhos inteligentes que possam garantir a longevidade do sistema”.

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QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Bandnews, de Fortaleza (CE), Tua Rádio Cristal, de Soledade (RS), Rádio TV Metropolitana, de Piracicaba (SP), Rede de Notícias da Amazônia, de Santarém (PA), Rádio CBN, de Recife (PE), Portal News Rondônia, de Porto Velho (RO), Rádio Baiana FM, de Salvador (BA), Rádio Cultura, de Lavras (MG).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Exposição fotográfica “Cicatrizes” alerta sobre o câncer de mama

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Organizada pela Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília, será aberta nesta quarta-feira (7) e permanecerá até o final do mês na CLDF

Resultantes do processo de reparação tecidual, cicatrizes são marcas na pele que, além de um mecanismo fisiológico, carregam histórias. Após a mastectomia – cirurgia para a remoção total ou parcial de uma ou de ambas as mamas –, por exemplo, mulheres e homens passam a conviver com esses sinais. E é justamente para tratar desse tema, que a exposição fotográfica “Cicatrizes”, organizada pela Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília será aberta nesta quarta-feira (7), às 15h, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Desde 2013, durante o Outubro Rosa, a entidade promove mostras com o objetivo de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção, a partir de recomendações do Ministério da Saúde. Os temas variam: no ano passado, a exposição foi nomeada “A Jornada”, com imagens e depoimentos que lembraram os eventos anteriores.

Em 2026, “Cicatrizes” reúne fotos de 11 mulheres e um homem que enfrentaram a doença e quer enfatizar as marcas visíveis e, também, aquelas “invisíveis” que acompanham a trajetória dos retratados. São pessoas de várias idades e que contam diferentes histórias. Entre os homens, a incidência do câncer de mama é rara, embora exija conscientização.

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Reconstrução mamária

Vítima de um câncer de mama muito agressivo em 2007, que foi tratado, Joana Jeker passou dois anos a espera de uma cirurgia de reconstrução mamária. Esta experiência a fez atuar como articuladora em favor das mulheres mastectomizadas. O movimento resultou na Lei Distrital nº 4.761/2012, tornando obrigatória a cirurgia plástica reparadora da mama em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer.

Em agosto de 2011, ela fundou a Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília, que busca “ajudar as mulheres a reconstruírem não apenas suas mamas, mas também suas vidas, por meio de um atendimento rápido, gratuito e digno”. Além das exposições, a entidade realiza diversas atividades. Este mês, haverá ainda uma mostra no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, um estande de conscientização será montado na Rodoviária do Plano Piloto (do dia 7 a 16) e ocorrerão ações educativas na Ceilândia.

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Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

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