Politica
Brasil contra o Crime Organizado apreende celulares em presídios de 15 estados
A Operação Mute faz parte do programa Brasil contra o Crime Organizado – Foto: Divulgação/SENAPPEN
Operação Mute visa interromper comunicações ilícitas e impactar diretamente na atuação das organizações criminosas fora dos presídios
O Governo do Brasil iniciou nesta segunda-feira, 18 de maio, a 11ª fase da Operação Mute em 15 estados, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em conjunto com as polícias penais dos Estados e Distrito Federal. A ação tem o objetivo de retirar aparelhos celulares e outros itens ilícitos do interior das unidades prisionais por meio de revistas estratégicas realizadas com apoio de tecnologias de inteligência e protocolos operacionais especializados.
Ao longo da semana, a operação acontece em unidades prisionais com atuação identificada de organizações criminosas, a partir de critérios estratégicos e de inteligência definidos pelas forças de segurança pública. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, “combater a comunicação ilícita nos presídios é fundamental no processo de asfixia do crime organizado, uma das diretrizes da nossa gestão”.
A Operação Mute integra o programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo do Brasil na última semana, que prevê investimento superior a R$ 11 bilhões para o fortalecimento da segurança pública em todo o país.
As ações da operação contam com o emprego de tecnologias e equipamentos especializados, com investimento de R$ 59 milhões, como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, utilizados na identificação de estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga.
INTERROMPER A COMUNICAÇÃO – A interrupção das comunicações ilícitas impacta diretamente a atuação das organizações criminosas fora dos presídios, contribuindo para a redução de crimes nas ruas.
As operações integram a estratégia nacional de fortalecimento do sistema prisional brasileiro, com foco no aumento do controle estatal nas unidades prisionais e na redução da influência das organizações criminosas dentro e fora dos presídios.
RESULTADOS – Desde o início da operação, em 2023, os resultados das 10 fases já realizadas são expressivos, com a retirada de 7.966 aparelhos celulares de dentro das unidades prisionais em todo o país. Ao todo, mais de 38 mil policiais penais participaram das operações e mais de 37 mil celas foram revistadas. Além da apreensão de eletrônicos, as ações também combatem diversos tipos de ilícitos nos estabelecimentos prisionais, fortalecendo o controle interno e enfraquecendo a atuação das organizações criminosas.
Além das fases nacionais, o Ministério da Justiça também iniciou as edições estaduais da Operação Mute com atuação integrada com os governos dos estados da federação.
No Tocantins, as operações Mute e Modo Avião contaram, no último dia 12 de maio, com a atuação integrada de mais de 70 policiais penais estaduais e federais. Já na Bahia, a 1ª fase da Operação Mute estadual alcançou nove unidades prisionais da cidade de Salvador, com atuação conjunta de 111 policiais penais estaduais e apoio de policiais penais federais.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
CONTATOS:
ATENDIMENTO
E-mail: secom.imprensa@presidencia.
Tel.: (61) 3411-1601/1044
FOTOGRAFIA
E-mail: seaud.secom@presidencia.gov.br
Tel.: (61) 98100-1993 (apenas por mensagem via WhatsApp)
Politica
Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).
Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.
A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.
Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.
Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.
FONTE:
brasildefato
DIVULGAÇÃO
-
Diversas3 dias agoKassio diz que não há alerta de interferência nas eleições brasileiras
-
Esporte3 dias ago“Elas em campo” é tema do Caminhos da Reportagem desta segunda-feira
-
Politica3 dias agoPL e PSOL elegem os cinco deputados federais mais votados
-
Politica3 dias agoCampanha eleitoral para o segundo turno começa nesta segunda-feira



