Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Confira os serviços sem necessidade de agendamento nos centros de referência de assistência social do DF

Publicado em

A população pode acessar alguns serviços diretamente nas recepções dos Cras, Creas e centros pop

Por

Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

Advertisement

Embora o atendimento nos centros de referência de assistência social (Cras) seja feito por meio de agendamento pelo 156 ou no site, a população do DF pode realizar alguns serviços diretamente nas recepções desses equipamentos, ou também nos centros de referência especializados de assistência social (Creas) e centros pop, no caso das pessoas em situação de rua. Nas 48 unidades espalhadas por todo o Distrito Federal, são oferecidas orientações e ações básicas de maneira imediata, garantindo suporte à população em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

As unidades dos Cras e Creas funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto fins de semana e feriados. Contudo, em algumas regiões administrativas as unidades encerram suas atividades às 17h. Nos centros pop de Brasília e Taguatinga, o atendimento ao público ocorre das 7h30 às 18h, todos os dias da semana, sem necessidade de agendamento prévio, porém, com limite de atendimentos. Confira os endereços aqui.

Veja a seguir os serviços sem agendamento nas unidades de Cras, Creas e centros pop.

Advertisement

Carteira Interestadual da Pessoa Idosa

Destinada a pessoas com 60 anos ou mais, inscritas no CadÚnico e com renda individual de até dois salários-mínimos. O documento garante a gratuidade ou desconto de 50% nas passagens de ônibus interestaduais, conforme disponibilidade de assentos.

Para emitir, é preciso morar no DF e apresentar documento oficial com foto no centro de referência. Também é possível solicitar a carteira por meio do site do governo federal, apresentando dados pessoais e o Número de Inscrição Social (NIS) do CadÚnico.

Advertisement

Declaração de isenção para segunda via do RG

 

 

Advertisement

Isenta a taxa de emissão da segunda via da Carteira de Identidade expedida pela Polícia Civil do DF (PCDF). Têm direito: pessoas com deficiência (independentemente da renda), pessoas com renda de até um salário-mínimo, idosos acima de 65 anos solicitando a 1ª via, vítimas de roubo do documento e casos com erro de digitação/transcrição.

O benefício é concedido uma única vez por pessoa e deve ser solicitado pelo próprio titular. Além disso, a primeira via em cédula de papel da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita para quem nunca solicitou, mesmo tendo o RG antigo.

Leia Também:  Encontro na câmara dos deputados debate os desafios da colangite biliar primária e reforça a urgência do diagnóstico precoce na saúde da mulher

Postos CadÚnico

Advertisement

Idosos, pessoas com deficiência e os demais grupos prioritários, de acordo com as leis vigentes, têm prioridade no encaminhamento a um dos 13 postos exclusivos de Cadastro Único. Esses postos são dedicados exclusivamente à inscrição e atualização de informações na plataforma do governo federal. Demais casos podem agendar atendimento por telefone ou pela internet.

Auxílio-Natalidade

Benefício de R$ 200 concedido por criança nascida ou natimorta, destinado à mãe ou responsável legal. Pode incluir também um enxoval com bolsa, vestuário e itens de higiene, entregue no momento do atendimento. Podem receber pessoas e famílias com renda per capita de até meio salário, residentes no DF e, preferencialmente, inscritas no Cadastro Único. A solicitação deve ser feita presencialmente na unidade de referência mais próxima, sem agendamento, caso a família atenda os requisitos.

Advertisement

 

Documentos: Certidão de Nascimento ou Natimorto, RG e CPF do responsável (obrigatórios), comprovante de residência e comprovante de renda. Se o titular da família ainda não tiver CadÚnico, a inclusão poderá ser feita posteriormente. Todas as orientações serão passadas no próprio atendimento.

O prazo para solicitar o valor em dinheiro é de até 90 dias após o nascimento/natimorto, e para o enxoval é de até 30 dias. O pagamento não é imediato: após o requerimento, o beneficiário retira, no centro de referência em que foi atendido, uma autorização para saque.

Advertisement

Auxílio por morte 

Pode ser concedido em dinheiro (R$ 415) ou em bens e serviços funerários (caixão, velório, sepultamento, transporte e taxas). O pedido deve ser feito por um familiar na unidade mais próxima portando Certidão de Óbito, Guia de Sepultamento (obrigatórios), RG, CPF (obrigatórios) e comprovante de residência, se tiver. Podem receber pessoas e famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo, residentes no DF e, preferencialmente, inscritas no Cadastro Único. Se o titular da família ainda não tiver CadÚnico, a inclusão poderá ser feita posteriormente. Todas as orientações serão passadas no próprio atendimento.

Leia Também:  Dia do Empreendedorismo Feminino: CEOs e líderes de franquias devem reforçar cuidados jurídicos nos contratos

Para a modalidade em dinheiro, a retirada do valor é feita após a liberação da autorização entregue pelo centro de referência. O auxílio por morte na forma de dinheiro deverá ser solicitado em até 90 dias após o falecimento.

Advertisement

O auxílio também pode ser feito por meio da Unidade de Proteção Social 24 Horas, temporariamente instalada no prédio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Quadra 515 da W3 Norte). Recomenda-se ligar antes para os telefones (61) 3773-7605 / 3773-7606.

Consulta do Cadastro Único

O titular ou familiar inscrito pode solicitar na recepção a folha resumo do Cadastro Único, contendo o Número de Identificação Social (NIS) e os dados cadastrais. É necessário apresentar documento com foto. A emissão também pode ser feita pelo site ou aplicativo do CadÚnico. Além disso, é possível realizar a consulta da situação cadastral em programas sociais do governo federal e do DF, como o Bolsa Família, Programa Cartão Prato Cheio, benefícios eventuais, entre outros.

Advertisement

Diferenças

O Cras funciona como porta de entrada da assistência social. O seu objetivo central é prevenir que famílias enfrentam situações de pobreza, exclusão ou perdas de laços familiares e comunitários. É lá que os cidadãos fazem a inscrição ou atualização do Cadastro Único, avaliação e inclusão em programas e benefícios sociais, além de receberem acompanhamento para fortalecer seus vínculos familiares. Atualmente, são 31 unidades fixas instaladas em diferentes regiões administrativas, além de um Cras Móvel.

Já os 15 Creas atuam quando os direitos de alguém já foram violados. Ele oferece acompanhamento especializado para vítimas de violência, maus-tratos, discriminação ou negligência, com o objetivo de minimizar e interromper esses eventos, além de reconstruir vínculos familiares. O equipamento disponibiliza programas e benefícios semelhantes aos oferecidos pelos Cras.

Advertisement

Contudo, não é necessário agendar atendimento. A população pode procurar o Creas ou ser encaminhada por outros órgãos públicos. Para pessoas em situação de rua, o local especializado para atendimento é o Centro Pop, que funciona como um ponto de apoio, oferecendo serviços como guarda de pertences, banho, alimentação e atendimento socioassistencial.

 

 

Advertisement

 

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mulheres incriveis

Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer

Published

on

Alerta é da psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

As campanhas do Outubro Rosa são tradicionalmente marcadas por informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Mas existe outra dimensão menos falada: quando o tratamento termina, o medo de a doenças voltar assombra muitas mulheres.

“Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam que a vida volte ao normal, a mulher pode continuar convivendo com medos, inseguranças e transformações que não desaparecem com o fim do tratamento”, escreve, em artigo, a psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira.

 

 

 

Advertisement

 

Psicóloga Laís Mutuberria Vieira diz que pacientes precisam também de apoio emocional – Foto Laís Mutuberria Vieira/ Arquivo Pessoal

A especialista explica que, durante meses, a mulher enfrenta nova rotina com hospital, médicos, exames. “Consultas e pessoas sempre por perto, acompanhando sua saúde. Quando a quimioterapia e a radioterapia terminam, esse contato diminui e começa nova etapa. Uma etapa cheia de incertezas, de medo de a doença voltar e de transformação na própria vida”, afirma Laís à Agência Brasil.

De acordo com ela, assim como o acompanhamento médico continua importante, o suporte emocional também pode precisar permanecer, respeitando o ritmo de cada mulher e ajudando-a a reconstruir a confiança na própria vida, mesmo sem a possibilidade de eliminar todas as incertezas.

Advertisement

“A última sessão de quimioterapia ou radioterapia pode marcar o fim de um tratamento, mas não o cuidado com essa mulher, que ainda precisa continuar”.

Segundo a psicóloga, muitos familiares e amigos se afastam para voltar à rotina normal e a mulher, temendo a recidiva da doença, fica marcada pelo medo da solidão.

“Os exames de acompanhamento podem despertar medo, qualquer alteração ou dor pode ser interpretada como reincidência da doença. Essa mulher ainda precisa de apoio”, diz Laís.

Ela lembra que muitas pacientes continuam usando medicação por até cinco anos e sentem fadiga, além de outros efeitos desse tratamento de acompanhamento. “O corpo dessa mulher mudou. Ela tem cicatriz, às vezes perdeu uma mama, ganhou uma nova mama que ela ainda não se identifica. A sexualidade pode mudar, assim como a intimidade com o parceiro e a própria disposição diminui par atividades diárias e para a vida sexual”, afirma.

“Essas mudanças podem afetar a autoestima, o desejo, a sensação de atratividade e a forma como essa mulher se reconhece no espelho, repercutindo também em dimensões mais amplas da sexualidade, como o toque, a espontaneidade, a confiança e a disponibilidade para o vínculo íntimo”, acrescenta.

Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, com atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca), lembra que o câncer de mama ainda é uma doença com muitos estigmas. Até hoje, na prática clínica, ela diz que a doença ainda é vista como uma sentença de morte, que traz muitas dúvidas e medo de como será a evolução e do que a paciente terá que enfrentar diante do diagnóstico.

Advertisement

 

Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

Advertisement

“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

 

 

Advertisement
Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

Advertisement

 

Após o fim do tratamento do câncer, Josiane continua o acompanhamento médico. “O tratamento pode terminar, mas o medo nem sempre termina junto. Até hoje, numa consulta de rotina, num exame, eu entro em pânico. Parece que volta tudo o que eu vivi. As pessoas que passam por um câncer deveriam ter um cuidado no pós-tratamento. Existe vida depois do câncer, mas essa vida precisa ser reconstruída”, completa Josiane.

Segundo a estimativa do Inca para este ano, o tumor mais incidente entre as mulheres é o de mama, com 30% dos casos. O número estimado de casos novos da doença no Brasil, para cada ano do triênio de 2026 a 2028, é de 78.610 casos, com risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres.

Advertisement

 

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Leia Também:  Autismo: uma jornada de amor e descobertas
Continuar lendo

MULHER NO ESPORTE

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA