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‘Ex falava que acabaria com a vida dela’, diz padrasto de jovem morta em SP

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A família de Ana Clara Soares de Oliveira, 19, encontrada morta dentro de casa, relatou um relacionamento conturbado dela com o ex-namorado, 22, o principal suspeito pelo crime.

O que diz a família
O namoro dos dois era marcado por episódios de violência, segundo o padrasto da vítima. “A convivência dela com ele era complicada demais, chegou a bater nela, a quase enforcar. A própria mãe dele falava ‘sai, Ana Clara, sai de perto dele’”, contou Erasmo Carlos Dias, em entrevista à TV Globo durante velório de Ana hoje.

Os dois teriam terminado a relação algumas vezes. “Brigava, voltava, brigava, voltava. A gente dava muito conselho, de verdade. Eu, como padrasto, sentava na cama e conversava com ela”, acrescentou. O homem contou ainda que o agressor costumava dizer que “acabaria com a vida” da jovem.

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Familiares pedem Justiça e a prisão do ex-companheiro de Ana Clara. “Era uma menina maravilhosa, muito boa. O cara infeliz desse acabou com a vida dela, tem que ter Justiça, tem que ir atrás dele. Ele acabou com a vida de uma mocinha de 19 anos”, afirmou o padrasto.

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O suspeito segue sendo procurado. Ele fugiu logo após o crime e o 1º DP de Taboão da Serra faz diligências para encontrá-lo.

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Entenda a morte
O crime ocorreu por volta da 1h de ontem. A ocorrência foi registrada no bairro Jardim Três Marias, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A polícia afirma que um suposto parente da vítima ligou para o 190 ao encontrá-la baleada.

Ana Clara levou um tiro na cabeça. O socorro foi chamado, mas a morte foi confirmada ainda no local pelo serviço de resgate. Ainda não se sabe em quais circunstâncias o crime aconteceu.

O caso foi registrado como feminicídio. Segundo nota da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), “a perícia foi realizada no local e o celular da vítima foi apreendido”

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O velório de Ana Clara foi realizado hoje. As homenagens aconteceram a partir das 9h no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra. O sepultamento foi às 11h.

Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.

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O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.

Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.

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Fonte imagem e matéria: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/10/13/relato-padrasto-jovem-morta-taboao-da-serra.ghtm

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Aumentam agressões políticas em mês de luta contra violência à mulher

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Data marca luta por conquista de direitos
Agência Brasil

Tanto organizações sociais quanto fontes governamentais registraram aumento no número de casos de agressões políticas de gênero neste mês em que é lembrado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que esses ataques aumentaram 11 vezes entre 2022 e 2026, de 15 para 177 processos.

A data, comemorada neste sábado (10), foi instituída para marcar o ato histórico, em 1980, quando mulheres se reuniram nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para contestar o aumento dos crimes de gênero em todo o país.

Em meio ao atual contexto eleitoral brasileiro, levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global mostra que houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), o que representou um caso a cada nove horas. Ao todo, 70 tiveram mulheres como vítimas (52,2%).

Dos 102 episódios dirigidos apenas a pessoas candidatas, 60 tiveram mulheres como vítimas (58,8%). Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios de violência.

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Dados da Central de Atendimento à Mulher, o Disque 180, mostram que o número de denúncias de violência política registradas contra elas alcançou a marca de 1.564 denúncias, entre janeiro e agosto de 2026.

 

Mulheres pretas e pardas são as principais vítimas. Das 1.564 denúncias registradas, mais de 53% (842) são de violência política sofridas por elas, seguidas por 590 (37,72%) denúncias de violências sofridas por mulheres brancas. As demais 132 (8,44%) foram denúncias com impacto em mulheres de outras raças.

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No final de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao TSE documento com diversas denúncias de agressões contra mulheres candidatas nas eleições de 2026. Os casos incluem violência física e verbal, além de ataques e ameaças de morte e estupro.

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Caso concreto

As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas, esta semana, pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustram o cenário de violência política pelo qual passa o Brasil durante o pleito de 2026. Ela denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual que recebeu no período da campanha.

Segundo a parlamentar, as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro. Além disso, ela conta que dados pessoais como o endereço residencial, número de telefone e documentos foram expostos. Por esse motivo, o partido contratou segurança armada para protegê-la.

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Ana Elisa recebeu 524.219 votos nas eleições para deputada federal em 2026, o que lhe garantiu o posto de 2ª mais votada em Minas Gerais para o cargo, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).

Ela se tornou também a mulher mais votada na história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.

Ministério da Mulher

A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, conecta a violência política contra as mulheres a um fenômeno mais amplo, caracterizado pela exacerbação da misoginia (ódio contra as mulheres e meninas), da violência doméstica e do feminicídio na sociedade patriarcal.

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“É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política.”

Outros casos

A Agência Brasil relembra casos em que a ameaça às mulheres ultrapassou o desestímulo à carreira política e chegou ao risco real e iminente à vida e aos corpos das mulheres que ocupam espaços de poder.

Orientações e denúncias

Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. Entre eles estão:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras;
  • Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;
  • Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal;
  • Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;
  • Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU), para assistência e orientação jurídica.
  • Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do telefone 190.
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