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Mulheres incriveis

Parto normal ou cesárea? Entenda quando cada um é indicado e quais são os riscos

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Especialista do Hospital de Santa Maria esclarece dúvidas sobre as formas de nascimento e reforça que a decisão deve priorizar a segurança da mãe e do bebê

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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A expectativa pela chegada de um bebê costuma vir acompanhada de uma pergunta comum entre as gestantes: afinal, parto normal ou cesariana? A resposta não é única. A definição depende das condições de saúde da mãe e do bebê, do andamento da gestação e, principalmente, da avaliação médica no momento do nascimento.

No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência na assistência obstétrica a gestantes de alto risco, esse cuidado começa muito antes do parto. O pré-natal é fundamental para monitorar a saúde materna e fetal, identificar possíveis intercorrências e avaliar, com segurança, a via de nascimento mais adequada.

Quem conhece de perto a importância desse acompanhamento é Fernanda Vieira, grávida do quarto filho. Com 34 semanas de gestação, ela é acompanhada como gestante de alto risco por apresentar obesidade, diabetes e hipertensão crônica.

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“Nas minhas outras três gestações não tive nenhuma complicação. Desta vez, percebo ainda mais como o acompanhamento médico foi importante para identificar as condições que exigem mais cuidados. Nunca deixei de comparecer às consultas e isso me traz tranquilidade”, relata.

 

 

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Segundo a ginecologista e obstetra Rafaella Torres, do HRSM, não existe uma fórmula pronta para determinar como cada bebê deve nascer. A decisão é individualizada e considera diferentes fatores observados ao longo da gestação e durante o trabalho de parto.

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“A escolha é individualizada e leva em consideração diversos fatores, como hipertensão, diabetes, localização da placenta, idade gestacional, desenvolvimento fetal, gravidez gemelar e a progressão do trabalho de parto. Os desejos da futura mãe também são considerados, desde que não haja contraindicações”, explica.

Quando cada via de parto é indicada

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“A cesariana é uma cirurgia de grande porte e salva inúmeras vidas quando corretamente indicada. O problema ocorre quando ela é realizada sem necessidade clínica, pois isso aumenta o risco”

Rafaella Torres, ginecologista e obstetra do HRSM

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Para mulheres sem complicações ou contraindicações, o parto vaginal é, em geral, a via de nascimento recomendada. Entre os benefícios estão a recuperação mais rápida e a redução dos riscos de infecção, sangramento e complicações em futuras gestações.

A cesariana, por sua vez, tem papel fundamental quando existem condições que tornam o parto vaginal mais arriscado para a mãe ou para o bebê. Entre as principais indicações estão placenta prévia, quando a placenta se posiciona à frente do canal de parto; ruptura uterina; doenças maternas graves; sofrimento fetal persistente; prolapso do cordão umbilical, situação em que o cordão desce pelo canal de parto antes do bebê; e determinadas posições fetais que podem dificultar ou impedir o nascimento por via vaginal.

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O procedimento também pode ser necessário quando o trabalho de parto não evolui adequadamente ou surgem sinais de comprometimento fetal.

“A cesariana é uma cirurgia de grande porte e salva inúmeras vidas quando corretamente indicada. O problema ocorre quando ela é realizada sem necessidade clínica, pois isso aumenta o risco de hemorragias, infecções, tromboses e complicações em futuras gestações”, alerta Rafaella.

Pré-natal de alto risco

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O ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebe diariamente dezenas de mulheres encaminhadas para acompanhamento de pré-natal de alto risco.

A porta de entrada para o serviço são as unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde (SES-DF).

Além dos atendimentos agendados, o pronto-socorro do Centro Obstétrico (CO) oferece assistência ginecológica em situações de urgência.

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Enquanto aguarda a chegada do quarto filho, Fernanda reforça a importância de manter o acompanhamento durante toda a gestação.

“O pré-natal traz segurança. A gente consegue entender o que está acontecendo com a nossa saúde e com a do bebê. Isso faz toda a diferença durante a gravidez”, conclui.

 

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*Com informações do IgesDF

 

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Curiosidades

Estudante de Planaltina assume posto de procuradora-geral do DF por um dia

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Selecionada pelo Programa Meninas em Ação, Sarah Victória, de 17 anos, conheceu a rotina da PGDF e acompanhou a atuação de mulheres em cargos de liderança

 

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

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A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) recebeu, nesta quinta-feira (29), a estudante Sarah Victória Nunes Alves, de 17 anos, para ser procuradora-geral por um dia. A iniciativa integra o Programa Meninas em Ação, promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), com o objetivo de incentivar o protagonismo feminino e aproximar jovens estudantes de espaços de liderança e decisão.

Aluna da 3ª série do ensino médio em Planaltina, Sarah também faz o Curso Técnico em Recursos Humanos no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) e pretende seguir carreira em Psicologia ou na área de gestão de pessoas. Durante a visita, foi recebida pela procuradora-geral do Distrito Federal, Diana de Almeida Ramos, participou de reuniões com a alta gestão e conheceu unidades da instituição, como a Câmara de Mediação e Conciliação (Camec) e a Procuradoria do Contencioso em Matéria de Precatórios e Requisições de Pequeno Valor (Proprec).

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Protagonismo feminino

Para a estudante, a experiência ampliou suas perspectivas profissionais e mostrou a importância da representatividade feminina. “O que mais me chamou a atenção foi perceber que há muitas mulheres exercendo funções importantes e entregando um trabalho que impacta na vida das pessoas. Isso mostra que podemos ocupar espaços, com responsabilidade e dedicação”, destacou.

Diana Ramos ressaltou a importância de iniciativas que incentivem meninas a ocupar posições de destaque. “Programas como o Meninas em Ação mostram que as mulheres podem ocupar todos os espaços e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É uma experiência enriquecedora não apenas para a Sarah, mas também para nós, enquanto agentes públicos”, afirmou.

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Ao fim da programação, Sarah recebeu um certificado de participação e destacou a importância de aproximar estudantes da rede pública de instituições como a PGDF. “É muito importante ter iniciativas como essa, especialmente voltadas para meninas da escola pública, porque muitas vezes não temos acesso a essa realidade. Programas assim mostram que podemos ocupar espaços no Distrito Federal”, concluiu.

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*Com informações da Procuradoria-Geral do DF

 

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