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Banco de talentos vai aprimorar planejamento e monitoramento das políticas de segurança pública no DF

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Iniciativa inédita na gestão de competências da Secretaria de Segurança Pública busca identificar conhecimentos e experiências dos servidores, preservar a memória institucional e fortalecer decisões baseadas em dados

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) instituiu uma nova ferramenta de gestão para identificar e aproveitar conhecimentos e experiências dos próprios servidores no aprimoramento das políticas de segurança pública. A criação do programa MapeiaSSP — Banco de Talentos em Dados e Planejamento — foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O programa prevê o mapeamento de competências nas áreas de monitoramento de dados e planejamento de contratações. O objetivo é fortalecer a governança, qualificar a aplicação dos recursos públicos e garantir a continuidade do conhecimento produzido na secretaria, mesmo diante das mudanças de equipes e gestores.

De caráter permanente, o programa permitirá identificar profissionais com formação, experiência ou interesse em atividades estratégicas para o funcionamento da pasta. As informações reunidas serão utilizadas para subsidiar o planejamento da força de trabalho, orientar ações de capacitação e ampliar a capacidade de acompanhamento de metas, indicadores e resultados das políticas públicas.

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A medida também considera uma característica da estrutura administrativa da SSP-DF, que não possui carreira própria de servidores efetivos. Parte de sua força de trabalho é formada por profissionais cedidos pelas forças de segurança e pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), além de ocupantes de cargos comissionados sem vínculo efetivo. Nesse contexto, o mapeamento de competências representa uma estratégia para preservar conhecimentos e reduzir os impactos da rotatividade de pessoal.

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Para o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, o programa fortalece um modelo de gestão que valoriza o conhecimento dos profissionais e utiliza informações qualificadas para orientar decisões e aperfeiçoar os serviços prestados à sociedade. “Uma política pública eficiente precisa ser planejada, monitorada e permanentemente avaliada. Com o MapeiaSSP, estamos dando um passo importante para transformar o conhecimento e a experiência dos nossos servidores em instrumentos de gestão. Queremos fortalecer uma cultura de decisões baseadas em evidências, aprimorar o planejamento das contratações e acompanhar de forma mais precisa os resultados dos investimentos e das ações de segurança pública. É uma iniciativa que valoriza as pessoas, preserva o conhecimento institucional e contribui para garantir a continuidade e a qualidade das políticas desenvolvidas pela secretaria”, destaca.

“Uma política pública eficiente precisa ser planejada, monitorada e permanentemente avaliada”

Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública

Fortalecimento da gestão

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Além de identificar competências, o MapeiaSSP busca contribuir para uma atuação mais articulada entre as unidades administrativas. A proposta é ampliar a capacidade institucional de planejamento e monitoramento, com profissionais que possam contribuir para o acompanhamento de indicadores, metas, contratações e resultados. A iniciativa também representa um avanço na preservação da memória institucional ao sistematizar conhecimentos e experiências, em que será possível reduzir a perda de informações estratégicas provocada por mudanças nas equipes, movimentações funcionais e substituições de gestores.

Como vai funcionar

O MapeiaSSP será coordenado pela Subsecretaria de Ensino e Gestão de Pessoas (Suegep), por meio da Coordenação de Gestão de Pessoas (Cogep). Poderão participar servidores ocupantes de cargos comissionados sem vínculo efetivo com a administração pública, em exercício na SSP-DF há pelo menos um ano, que possuam formação acadêmica, experiência profissional ou interesse nas áreas de monitoramento de dados e planejamento de contratações.

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O cadastramento será voluntário, por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Suegep. As informações servirão de base para o planejamento da força de trabalho e para a identificação de necessidades de desenvolvimento e capacitação. A portaria também estabelece critérios de proteção de dados pessoais, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O acesso às informações será restrito aos profissionais autorizados e sua utilização deverá observar exclusivamente as finalidades institucionais previstas no programa.

 

A participação no banco de talentos não garante nomeação, designação para funções ou concessão de vantagens, nem prioridade em vagas de capacitação. Trata-se de um instrumento de planejamento e gestão de pessoas.

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Para o secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Marcos Leôncio, a iniciativa também está associada à necessidade de ampliar a capacidade de acompanhamento das políticas públicas e de seus resultados. “A proposta é estimular a formação de uma rede de profissionais com competências estratégicas e o monitoramento das atividades desenvolvidas pelas diferentes unidades da secretaria. Queremos fortalecer uma rede de governança que permita acompanhar, de forma contínua, o planejamento, as contratações, a aplicação dos recursos e os resultados das políticas públicas de segurança. Isso significa conhecer melhor nossos indicadores, identificar o que está funcionando e aperfeiçoar as ações que ainda precisam avançar”, explica.

 

*Com informações da SSP-DF

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Cultura

Pesquisadores vão ao aeroporto e à Rodoviária Interestadual de Brasília para traçar o perfil do turista que visita a capital

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A coleta de dados, que inclui a avaliação da imagem da cidade, se inicia em novembro com o nome ‘Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal’

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF/Codeplan) firmaram uma parceria para o desenvolvimento de estudos sobre o setor turístico na capital. Um dos frutos desse acordo é a pesquisa ‘Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal’. O objetivo é conhecer quem é o visitante, o que motiva sua viagem, quais atividades realiza durante sua estada e como avalia a experiência na cidade.

“Conhecer o perfil de quem visita Brasília é fundamental para planejarmos ações mais estratégicas e eficientes para o desenvolvimento do turismo no Distrito Federal. Com essa pesquisa, vamos entender melhor as motivações dos visitantes, suas experiências e suas expectativas em relação à cidade. Essas informações vão ajudar a Setur-DF a aprimorar a promoção do destino Brasília, valorizar nossos atrativos e fortalecer toda a cadeia produtiva do turismo, contribuindo para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para o setor”, destaca o secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes.

 

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A pesquisa está estruturada em duas etapas. A primeira consiste na análise dos dados do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), realizada desde 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira vez que essas informações ganham um recorte analítico exclusivo e aprofundado para o Distrito Federal, uma vez que as divulgações do instituto priorizam o panorama nacional. Nesta segunda etapa, entrevistadores irão ao Aeroporto Internacional de Brasília e à Rodoviária Interestadual para conversar diretamente com os visitantes, por meio de um questionário.

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“Com essa pesquisa, vamos entender melhor as motivações dos visitantes, suas experiências e suas expectativas em relação à cidade”

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Bernardo Antunes, secretário de Turismo do DF

A fase de entrevistas presenciais ocorrerá entre os dias 4 e 27 de novembro de 2026, no Aeroporto Internacional de Brasília e na Rodoviária Interestadual de Brasília. O público-alvo das abordagens são os viajantes que estão retornando aos seus estados de origem. Ao todo, serão aplicados 1.800 questionários, 900 em cada terminal. As entrevistas, além de capturar dados sobre características básicas dos visitantes, como idade, gênero e escolaridade, irão identificar as principais motivações para a vinda ao DF, os canais de informação utilizados para o planejamento da visita, os padrões de hospedagem e mobilidade interna, bem como as atividades realizadas e a satisfação geral com o destino.

“Brasília é um hub aéreo muito importante para o país. Daqui saem voos para todas as capitais do Brasil. Muitas pessoas passam por aqui, mas nunca saem do aeroporto, não conhecem a cidade. O questionário possui um bloco para investigar se as pessoas que estão apenas de passagem pelo aeroporto estariam dispostas a estender esse tempo de espera para passear, conhecer nossos atrativos e consumir na cidade antes de seguir viagem. Com esses dados em mãos, o governo e o setor privado poderão criar estratégias eficientes para reter esse passageiro de conexão”, declara Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do IPEDF/Codeplan.

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“Com esses dados em mãos, o governo e o setor privado poderão criar estratégias eficientes para reter esse passageiro de conexão”

Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do IPEDF/Codeplan

“Os dados da PNAD são fundamentais para estimarmos a quantidade de pessoas que viajaram para o DF, de onde essas pessoas vieram, quais foram as motivações e os gastos da viagem, mas eles não trazem informações sobre a avaliação da experiência no destino. Daí, a importância de um questionário aplicado presencialmente, ouvindo pessoas que estão concluindo sua visita no DF e podem fornecer essas percepções. As duas estratégias de pesquisa, portanto, são complementares”, destaca Marcela Machado, Diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF.

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A iniciativa visa expandir o acervo de informações sobre o turismo local, gerando evidências para orientar o planejamento governamental, a criação de políticas públicas e a melhoria da oferta turística. O estudo também reforça a Política de Turismo do DF, que tem a pesquisa como ferramenta essencial para o desenvolvimento do setor. A partir desse diagnóstico, a Setur-DF terá o embasamento necessário para direcionar suas ações de promoção turística e adequar a infraestrutura de serviços ao perfil de quem efetivamente visita a capital.

 

*Com informações do IPEDF

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