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GDF apresenta política de atenção a desaparecidos e DF 360 em conferência internacional

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Pela primeira vez na programação da Reser, experiências desenvolvidas pela SSP-DF foram apresentadas a pesquisadores e especialistas de diferentes países, com destaque para o atendimento humanizado e o DF 360

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

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A experiência do Distrito Federal na busca e localização de pessoas desaparecidas, aliada ao uso de tecnologia e à integração entre instituições ganhou espaço em um dos principais encontros internacionais dedicados à pesquisa e à inovação em serviços. Pela primeira vez, a segurança pública integrou a programação da Conferência Internacional Reser, que reuniu representantes de 17 países na Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 28 e 30 de outubro. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentou a política distrital de atenção humanizada ao desaparecimento de pessoas e as possibilidades de utilização do programa DF 360.

Realizada pela primeira vez na América Latina, a conferência chegou à 36ª edição com o tema “Estudos de Serviços 2030: Avanços e Desafios para Serviços Responsáveis e Sociedades Resilientes”. Promovido pela Associação Europeia de Pesquisa em Serviços (Reser), em parceria com a Rede Latino-Americana e do Caribe de Pesquisa em Serviços (REDLAS), o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos e especialistas para discutir inovação, governança e o aperfeiçoamento dos serviços prestados à sociedade. Segundo dados divulgados pela organização, o evento contou com 140 participantes de 17 países.

Entre os inscritos, tiveram participantes de diferentes países, além do Brasil, como França, Argentina, Itália, Suíça, Chile, Dinamarca, Peru, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Japão e Portugal, entre outros. A diversidade de nacionalidades ampliou as oportunidades de intercâmbio de experiências e colocou as políticas desenvolvidas no Distrito Federal em diálogo com pesquisadores de diferentes realidades.

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Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a participação representa uma oportunidade de compartilhar experiências e aperfeiçoar as políticas públicas a partir do conhecimento científico e da cooperação institucional. “Levar a experiência do DF para um espaço internacional de discussão é importante porque demonstra que a segurança pública vai muito além da atividade policial. Estamos falando de uma política que envolve integração entre instituições, acolhimento às famílias, produção de conhecimento e aplicação de tecnologia para proteger vidas. O desaparecimento de uma pessoa exige uma resposta rápida, humanizada e coordenada. Ao compartilhar nossas práticas e conhecer experiências de outros países, fortalecemos esse trabalho e ampliamos as possibilidades de aprimorar os serviços oferecidos à população”, destaca o secretário.

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Integração e atendimento humanizado

Um dos principais pontos apresentados pela SSP-DF foi a Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, instituída pelo Decreto nº 47.653, de 2 de setembro de 2025. A iniciativa estabelece diretrizes para a atuação articulada dos órgãos envolvidos, com definição de responsabilidades, organização de fluxos de atendimento e atenção às necessidades dos familiares.

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O modelo considera que o desaparecimento de uma pessoa não se limita à ocorrência policial. A resposta do Estado exige a integração de diferentes áreas, como segurança pública, saúde, assistência social, justiça e direitos humanos, tanto para localizar a pessoa quanto para oferecer acolhimento e encaminhamentos adequados às famílias.

“Levar a experiência do DF para um espaço internacional de discussão é importante porque demonstra que a segurança pública vai muito além da atividade policial. Estamos falando de uma política que envolve integração entre instituições, acolhimento às famílias, produção de conhecimento e aplicação de tecnologia para proteger vidas”

Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública do DF

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Para a subsecretária de Integração e Segurança Cidadã da SSP-DF, Larissa Cristiane de Jesus, a atuação conjunta é essencial para evitar a fragmentação dos atendimentos e fortalecer a continuidade das ações. “O desaparecimento de uma pessoa exige uma resposta articulada do Estado, com atenção humanizada aos familiares. A política distrital fortalece essa integração e coloca as pessoas no centro do atendimento”, ressalta. Durante a apresentação, também foram abordadas a importância da qualidade dos registros, do compartilhamento de informações entre instituições e do acompanhamento dos resultados da política pública. Esses instrumentos permitem identificar dificuldades, aprimorar procedimentos e oferecer respostas mais coordenadas às demandas da população.

Tecnologia

Outro destaque da participação da SSP-DF foi o Programa DF 360. A plataforma tecnológica desenvolvida pela SSP-DF integra imagens de câmeras públicas e particulares e reúne recursos de inteligência artificial (IA), reconhecimento facial, identificação veicular e georreferenciamento. Com cerca de 15 mil câmeras e dispositivos disponíveis para integração, conforme os quantitativos variáveis das operações, o DF 360 amplia a capacidade de monitoramento e oferece ferramentas de apoio à atuação das forças de segurança.

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Nos casos de desaparecimento, a tecnologia pode auxiliar na identificação de pessoas por meio do cruzamento de imagens com informações disponíveis nos bancos de dados utilizados pelas equipes autorizadas. A geração de alertas e a análise de registros podem contribuir para redirecionar buscas e agilizar a adoção de providências, respeitados os protocolos de segurança e proteção de dados pessoais.

Intercâmbio internacional

A participação na conferência também permitiu aproximar a experiência da SSP-DF de estudos acadêmicos sobre inovação, gestão pública e qualidade dos serviços, favorecendo a troca de conhecimentos com pesquisadores e representantes de instituições nacionais e estrangeiras. Para o pesquisador e assessor da Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI) da SSP-DF, Fagner Dias, o diálogo entre a gestão pública e a comunidade científica contribui para qualificar as políticas desenvolvidas no Distrito Federal. “Participar da Reser fortalece a troca de experiências e aproxima a segurança pública da produção científica”, destaca.

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*Com informações da SSP-DF

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DF disponibiliza mais pontos de entrega para roupas usadas, vidro e eletroeletrônicos

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Novas iniciativas fortalecem a destinação adequada de resíduos e preveem a implantação de 100 coletores de materiais têxteis até dezembro de 2027

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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O Distrito Federal vai ampliar as opções disponíveis à população para o descarte ambientalmente adequado de roupas usadas, resíduos de vidro e equipamentos eletroeletrônicos.

A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), por meio da Subsecretaria de Gestão de Águas e Resíduos Sólidos (SUGARS), formalizou três Acordos de Cooperação Técnica com organizações da sociedade civil para apoiar iniciativas de economia circular e ampliar a rede de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) no DF.

“Ampliar as opções de descarte correto significa facilitar a participação das pessoas na construção de uma cidade mais sustentável. Quando aproximamos os pontos de coleta da população, criamos condições para que roupas, vidros e equipamentos eletrônicos tenham uma destinação adequada e possam retornar ao ciclo produtivo”, afirma a governadora Celina Leão.

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“Ampliar as opções de descarte correto significa facilitar a participação das pessoas na construção de uma cidade mais sustentável”

Governadora Celina Leão

As ações abrangem três frentes. Para os resíduos eletroeletrônicos, está prevista a ampliação da rede de pontos destinados ao recebimento de equipamentos descartados pela população. Outra iniciativa prevê a implantação de PEVs específicos para resíduos de vidro em diferentes regiões administrativas.

A terceira frente é dedicada aos resíduos têxteis e integra o Projeto Repense Reuse, que amplia a rede de coletores destinados ao recebimento de roupas usadas. A iniciativa também contempla peças que já não apresentam condições de reutilização, permitindo que esses materiais sejam encaminhados para processos de reciclagem.

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100 novos pontos até 2027

O Projeto Repense Reuse prevê a instalação de 100 coletores no Distrito Federal até dezembro de 2027.

A primeira etapa contempla 35 pontos. A previsão é instalar nove coletores em novembro de 2026, seis em dezembro, cinco em janeiro de 2027 e outros 15 em fevereiro.

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Na etapa seguinte, entre março e dezembro de 2027, serão implantados gradualmente mais 65 pontos de coleta, completando a rede prevista pelo projeto.

“A economia circular começa com uma decisão simples: dar o destino correto ao que não usamos mais. A ampliação dos pontos para resíduos têxteis, vidro e eletroeletrônicos fortalece essa lógica no Distrito Federal. No Repense Reuse, a previsão de chegar a 100 coletores até dezembro de 2027 permitirá ampliar gradualmente o acesso da população à reciclagem de resíduos têxteis”, destaca o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana.

A ampliação da infraestrutura de recebimento facilita a participação da população e contribui para reduzir o descarte inadequado de materiais que ainda podem ser reutilizados ou reciclados.

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Economia circular

A proposta está alinhada ao conceito de economia circular, que busca manter produtos e materiais em uso pelo maior tempo possível, reduzindo a geração de resíduos e a necessidade de utilização de novos recursos naturais.

No caso dos materiais têxteis, a possibilidade de entregar também roupas sem condições de reutilização amplia as alternativas ao descarte comum e possibilita o aproveitamento de fibras e outros componentes por meio da reciclagem.

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As novas ações relacionadas a vidro e eletroeletrônicos seguem a mesma lógica: facilitar a destinação adequada e ampliar as possibilidades de retorno dos materiais às cadeias produtivas.

Os endereços dos novos pontos de entrega e as orientações específicas sobre os materiais que poderão ser recebidos serão divulgados nos canais oficiais da Sema-DF, conforme o cronograma de implantação.

 

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*Com informações da Sema-DF

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