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Saúde

Apoio psicológico ajuda famílias a enfrentar momentos difíceis durante a internação

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No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais oferecem escuta, orientação e acolhimento aos familiares, inclusive nos momentos delicados de despedida

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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Receber a notícia de que alguém da família está internado em estado grave pode mudar a rotina e abalar emocionalmente todos ao redor. Medo, angústia, insegurança e a dificuldade de lidar com a possibilidade da perda fazem parte de uma experiência delicada. Nesse cenário, o apoio psicológico ajuda familiares a compreender o que está acontecendo, lidar com as emoções e encontrar formas de enfrentar cada etapa do processo.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado começa ainda durante a internação. Os psicólogos acompanham pacientes e familiares, oferecendo suporte diante das incertezas do tratamento e, quando necessário, preparando os parentes para uma possível despedida.

O psicólogo da UTI do HRSM, Filipe Casati, explica que uma das primeiras iniciativas é preparar os familiares para o contato com o ambiente intensivo.

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“Antes da visita ao leito, apresentamos o setor e explicamos a finalidade dos equipamentos utilizados no tratamento, como monitores de sinais vitais, aparelhos de ventilação mecânica e bombas de infusão, com o intuito de reduzir o impacto visual e sensorial”, explica.

Os profissionais também acompanham os familiares durante os boletins médicos, facilitando a comunicação com a equipe assistencial. O objetivo é ajudar a esclarecer dúvidas, compreender as informações técnicas e acolher as reações emocionais diante do quadro clínico.

Segundo Filipe, o agravamento do estado de saúde pode provocar diferentes reações emocionais, como choque, negação, culpa e sensação de desamparo.

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“Utilizamos recursos terapêuticos e técnicas de manejo de crise, como a validação emocional, que consiste em reconhecer as emoções dos familiares e mostrar que suas reações são compreensíveis diante da situação”, destaca.

Quando o paciente não resiste, o acompanhamento não termina necessariamente com o falecimento. Na UTI do HRSM, a equipe mantém uma iniciativa de apoio às famílias enlutadas: o envio de cartas de condolências.

Após um período, os profissionais entram em contato com a rede de apoio do paciente para expressar solidariedade e reconhecer a presença dos entes queridos durante a internação.

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“São gestos que ajudam a reconhecer que aquelas pessoas não são esquecidas pela equipe”, conta Filipe.

Uma despedida que veio de longe

Entre as experiências que marcaram sua atuação na UTI, Filipe relembra a história de um paciente internado em estado muito grave. Diante da possibilidade de morte nas horas seguintes, a equipe entrou em contato com a única filha que morava em Brasília. Os demais parentes viviam na Bahia.

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Durante uma videochamada, os familiares quiseram saber se haveria tempo para viajar até a capital federal e se despedir. Sem poder prever a evolução do quadro, os profissionais explicaram a situação com transparência. Mesmo diante da incerteza, cerca de 11 parentes decidiram enfrentar a viagem de carro.

Sensibilizada com a situação, a equipe organizou uma visita em horário excepcional para que todos pudessem encontrar o paciente ainda com vida.

“Conseguimos organizar a entrada de todos na UTI e foi possível que realizassem aquele último ritual de despedida”, recorda Filipe.

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*Com informações do IgesDF

 

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Cultura

Música e gestos de carinho levam acolhimento a pacientes oncológicos do Hospital de Base

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Ação de Outubro Rosa reúne equipe multidisciplinar para distribuir lembranças, compartilhar informações e proporcionar momentos de leveza durante a internação

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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Ao som de “Anunciação”, de Alceu Valença, música, carinho e acolhimento transformaram a rotina de pacientes e acompanhantes do décimo andar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa, promovida por profissionais do Serviço de Assistência Oncológica como parte da programação do Outubro Rosa, levou presentes e momentos de descontração a quem enfrenta o tratamento contra o câncer, além de reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A iniciativa contou com a participação de profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, serviço social, farmácia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e nutrição. Almofadas e outras lembranças, recebidas por meio de doações e da mobilização da equipe, foram entregues durante a atividade.

Para Kelly Marques, chefe do Serviço de Assistência Oncológica do décimo andar, a proposta também foi levar a mensagem de conscientização às mulheres que já enfrentam a doença e aos familiares que as acompanham.

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“É importante continuar disseminando informações sobre a prevenção. Mas também queremos proporcionar um momento de descontração, em que o paciente consiga se desligar um pouco do sofrimento, do diagnóstico e se divertir”, explica.

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Entre as pessoas que acompanharam a ação estava Oselina Ramos de Souza, que se emocionou durante a entrega dos presentes. Ela cuida da irmã, Maria Ramos de Queiroz, que veio da Bahia para receber tratamento e encontrou no apoio familiar uma importante fonte de força.

“Cuido dela com todo o prazer do meu coração, como se fosse minha mãe ou minha filha. Ela está passando por um processo muito difícil, mas tenho muita fé e sou grata aos médicos, enfermeiros e técnicos que estão cuidando dela”, relata.

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Ao receber a lembrança, Oselina não conteve as lágrimas. O momento despertou recordações da família e trouxe alegria em meio às preocupações com a saúde da irmã.

“Eu me emocionei porque lembrei de muitas coisas boas. Amei de coração esse presente, tanto o meu quanto o da minha irmã. Fiquei muito feliz com esse cuidado”, conta.

Diagnóstico precoce amplia as chances de cura

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Além dos momentos de descontração, a ação reforçou a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte por câncer entre as mulheres brasileiras.

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Com 26 anos de experiência na oncologia, o médico Sandro Martins explica que identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas pode ampliar as possibilidades de tratamento e reduzir a necessidade de intervenções mais agressivas.

“É uma doença que pode ser diagnosticada precocemente e, com isso, tratada com maiores chances de cura. Quando identificamos o câncer antes dos sintomas, temos a oportunidade de oferecer um tratamento com maior possibilidade de sucesso”, destaca.

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O especialista também chama atenção para a baixa adesão ao rastreamento. Segundo ele, dados do Panorama do Câncer de Mama indicam que a cobertura da mamografia no país dificilmente ultrapassa 40% da população-alvo, o que representa um desafio para a detecção precoce.

Sandro ressalta que, no Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos, enquanto situações de maior risco podem exigir avaliação individualizada e acompanhamento mais cedo.

“Não basta compartilhar publicações sobre o Outubro Rosa. É importante procurar a unidade básica de saúde, conversar com o médico e manter os exames em dia. Precisamos transformar a conscientização em uma atitude concreta”, orienta Sandro.

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*Com informações do IgesDF

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