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O desafio da governança no agronegócio

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É possível afirmar que as boas práticas de governança, orientadas pelo ESG, representam o futuro do agronegócio

Por: Karina Kufa e Paulo Klein*

Principal ator da balança comercial brasileira e responsável por parcela cada vez maior do Produto Interno Bruto, o agronegócio demonstra fortes sinais de retomada do crescimento em 2023. Os bons resultados do primeiro trimestre levaram o IPEA a reajustar suas expectativas de crescimento anual do setor – de aproximados 11% para mais de 13% -.

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Apesar dos resultados impressionantes, da tecnologia de ponta e da produção imbatível, o produtor nacional está diante de um grande desafio: a necessidade de urgente adequação aos padrões internacionais de Governança Corporativa e de “ESG” (do inglês Environmental, social, and governance), sob pena de redução drástica de sua competitividade.

Mesmo depois de grandes marcos como a famosa “Operação Carne Fraca”, a Governança Corporativa ainda é um tema pouco difundido no Brasil. Em resumo, trata-se de um sistema que rege as relações entre a empresa e todas as pessoas de seu interesse – como parceiros, sócios, investidores, colaboradores, fornecedores, órgãos de fiscalização, dentre outros.

A esteira de aperfeiçoamento dessas boas práticas culminou com a criação do conceito “ESG”, que se traduz em uma administração empresarial pautada nos aspectos ambiental, social e corporativo, orientada não só pelo lucro dos acionistas – mas, sobretudo, pela sustentabilidade da cadeia de produção. É possível afirmar que as boas práticas de governança, orientadas pelo ESG, representam o futuro do agronegócio.

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Os grandes importadores do agronegócio brasileiro já vêm estabelecendo critérios rígidos para aquisição e comercialização destes produtos. A Europa, por exemplo, já discute uma diretiva que tornará obrigatória a implementação de um rigoroso processo de governança corporativa por todos os seus parceiros comerciais (Corporate Sustainability Due Diligence), sob pena de serem impedidos de exportar para o bloco.

No Brasil, para além da autorregulação já instituída pela Lei nº 14.515/2022, essa nova perspectiva já se materializa em outras frentes: de acordo com anúncio oficial da FEBRABAN, do último dia 30 de maio, os bancos só oferecerão crédito a frigoríficos que comprovarem não comprar gado criado em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia Legal e no Maranhão.

Mas não é só, pois terão que comprovar, também, que não possuem qualquer empresa interposta ou prestadora de serviço que esteja em dissonância com este protocolo. Mais ainda, precisarão comprovar a observância da legislação trabalhista, para evitar a utilização de mão de obra escrava, assim como, formas mais cuidadosas na criação dos animais, até o seu abate.

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Portanto, é inegável que os grandes produtores nacionais do agronegócio terão que implementar políticas de governança dentro dos pilares “E.S.G”, não só para que possam tomar dinheiro no mercado com valores competitivos, mas sobretudo, para que seus produtos possam ser vendidos aos maiores mercados compradores no Mundo.

*

  • KARINA KUFA – Advogada. Pós-graduada em Direito Administrativo pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Professora coordenadora da pós graduação lato sensu em Direito Eleitoral da Faculdade de Direito Público de São Paulo – IDP/SP. Membro fundadora da Academia Brasileira de Direito Eleitoral – ABRADEP
  • PAULO KLEIN – Advogado criminalista e Presidente da Comissão de Governança e Integridade da OAB/RJ. Pós graduado em Direito Penal Econômico pelo IBCCRIM – Instituto Brasileiro de Ciências Criminais em convênio com a Universidade de Coimbra, em Portugal

Fonte: Jornal de Brasilia

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Seleção feminina estreia no Beira-Rio em amistoso contra Argentina

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Estádio do Inter será um dos palcos da Copa do Mundo do ano que vem
Lincoln Chaves – Repórter da EBC

A seleção feminina de futebol vai a campo neste sábado (10), a partir de 16h30 (horário de Brasília), para o primeiro de dois amistosos contra a Argentina. O confronto será no Beira-Rio, em Porto Alegre, marcando a estreia das mulheres brasileiras no estádio do Internacional.

O Beira-Rio é uma das oito arenas com partidas da Copa do Mundo Feminina do ano que vem. O local será palco de seis jogos da fase de grupos e um das oitavas de final.

O Inter é o único clube brasileiro a sediar confrontos de três Copas diferentes em sua própria casa. O Beira-Rio recebeu jogos do Mundial masculino de 2014. O Estádio dos Eucaliptos, que abrigou o Colorado entre 1931 e 1969, foi sede da edição de 1950.

Em relação às 28 convocadas, o técnico Arthur Elias sabe que não poderá contar com três delas neste sábado. A zagueira Tarciane e as atacantes Kerolin e Bia Zaneratto foram expulsas na derrota do último dia 9 de junho para os Estados Unidos, por 1 a 0, na Arena Castelão, em Fortaleza. O próprio treinador terá de cumprir suspensão.

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O trio de jogadoras fica à disposição somente para o segundo amistoso diante das argentinas, na próxima terça-feira (13), às 20h30, na Arena Pernambuco, que fica em São Lourenço da Mata (PE), região metropolitana de Recife. O estádio também é uma das sedes da Copa do ano que vem.

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Ao longo da semana de treinos em Porto Alegre, Arthur não definiu a escalação que mandará a campo, mas adiantou que promoverá várias mudanças ao longo dos jogos, com o intuito de testar todas as jogadoras que foram chamadas. No gol, por exemplo, cada uma das quatro convocadas deve ter meio tempo para mostrar serviço.

Uma das novidades da convocação está justamente no setor. Destaque da campanha histórica do Bahia no Campeonato Brasileiro e decisiva na classificação das Mulheres de Aço às semifinais, Yanne foi chamada pela primeira vez à seleção principal.

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Entre as jogadoras de linha, as caras novas são a lateral Tamara Bolt, do Washington Spirit (Estados Unidos), e a zagueira Carol Gil, campeã brasileira pelo São Paulo no sábado passado (3), em decisão transmitida pela TV Brasil. Esta última foi chamada após o corte de Thaís Ferreira, do Corinthians, com desconforto no joelho esquerdo.

Uma possível escalação para o jogo deste sábado terá: Lorena; Bruninha, Isa Haas, Mariza e Tamara Bolt; Angelina e Duda Sampaio; Priscila, Geyse, Gio Garbelini e Luany.

Esta será apenas o segundo encontro entre Brasil e Argentina desde o início do trabalho de Arthur a frente da seleção verde e amarela, após a Copa do Mundo de 2023. Para se ter ideia, adversários como Japão e Estados Unidos estiveram no caminho do time brasileiro seis vezes no período.

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O único duelo contra as hermanas de lá para cá ocorreu em 3 de março de 2024, pelas quartas de final da Copa Ouro Feminina, nos Estados Unidos. As brasileiras golearam por 5 a 1, com gols das atacantes Gabi Nunes e Bia Zaneratto (dois), da volante Yaya e da lateral Yasmim. A zagueira Celeste dos Santos descontou.

O técnico Germán Portanova convocou 22 jogadoras para os amistosos no Brasil. Duas atuam por aqui: a meia Maricel Pereyra, do São Paulo, e a atacante Martina del Trecco, do Red Bull Bragantino.

Outros quatro nomes já passaram pelo futebol brasileiro. A volante Catalina Ongaro e a atacante Paulina Gramaglia atuaram no Bragantino. As laterais Eliana Stabile e Adriana Sachs defenderam o Santos.

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A Argentina está classificada para a Copa do ano que vem. A vaga veio com o vice-campeonato da Liga das Nações, torneio organizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) reunindo as outras nove seleções do continente. O título foi para a Colômbia, também garantida no Mundial, enquanto Venezuela e Equador terão a repescagem internacional pela frente.

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