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Bandeira de energia em julho será amarela; veja como economizar na conta de luz

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Com oficialização dessa modalidade pela Aneel, Neoenergia Brasília reforça dicas de economia com adoção de atitudes simples no dia a dia

Brasília, 02 de julho de 2024 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, na última sexta-feira (28/06), que a bandeira tarifária para o mês de julho será amarela. A adoção dessa modalidade, mais de dois anos após a recorrência da bandeira verde sem adicional de cobrança na conta, se deu em razão de condições menos favoráveis para geração de energia no País. A Neoenergia Brasília reforça a adoção do uso eficiente de energia pelos seus clientes com medidas simples no dia a dia (veja abaixo).

Com a bandeira amarela, as tarifas dos consumidores serão acrescidas em R$ 1,885 a cada 100 kW/h consumidos. Esse é o valor aprovado pela Aneel em março deste ano, quando houve redução de 37% do valor da bandeira amarela, caindo de R$ 2,989/KWh para R$ 1,885/KWh.

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De acordo com a Aneel, a bandeira amarela foi acionada em razão da previsão de chuvas abaixo da média até o fim do ano (em cerca de 50%) e pela expectativa de crescimento da carga e do consumo de energia no mesmo período.

Dicas para economizar

Ar-condicionado e ventilador

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O recomendado é manter a temperatura do aparelho entre 23ºC e 25ºC e programar o desligamento automático durante a madrugada. A outra opção é adquirir aparelhos com a tecnologia “Inverter”, onde há melhor uso do compressor. Outro detalhe importante é conferir se a manutenção do aparelho está em dia e limpar filtros e saídas de ar a cada duas semanas.

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As recomendações para quem vai comprar um ar-condicionado são de optar por modelos Split, dotados de tecnologia “Inverter”. Eles são até 60% mais econômicos por adotarem um sistema que não desliga completamente o compressor de ar durante o uso, evitando picos de energia. É essencial identificar a capacidade mais adequada do aparelho para as características do ambiente. A instalação deve ser feita, preferencialmente, em paralelo ao lado de maior dimensão do cômodo e no alto.

Após a refrigeração do espaço, o consumidor pode recorrer aos ventiladores de teto, que são mais econômicos, para circular o ar e manter o clima agradável. Quanto maior a velocidade, maior o consumo.

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Chuveiro elétrico

Deve ser mantido desligado ou na opção verão, que consome até 30% menos energia. Além disso, deve-se tomar banhos rápidos e desligar a água quando estiver ensaboando. Por segurança, a orientação é sempre usar resistências originais, pois as inadequadas podem elevar o consumo de energia e provocar sérios danos à instalação e ao chuveiro, causando risco de acidentes. A troca por aquecedor solar térmico é sempre recomendado.

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Geladeiras

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Para evitar o aumento do consumo, deve-se verificar a borracha de vedação e evitar colocar alimentos quentes. Outra orientação é manter o aparelho a pelo menos 10 centímetros de distância da parede, evitando que o calor aumente excessivamente na parte traseira. Deve-se abrir a geladeira o mínimo de vezes possível.

Iluminação natural e uso de LED

É importante manter janelas e cortinas abertas para utilizar a iluminação natural. Utilizar cores claras nas paredes e apagar as lâmpadas dos cômodos desocupados, com exceção daquelas que contribuem com a segurança também é importante. Quando precisar usar lâmpadas, escolher as de LED, que são cerca de 40% mais econômicas. O uso de lâmpadas LED traz uma série de benefícios, além de gerar economia de energia.

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Elas possuem maior vida útil, com duração de aproximadamente 25 mil horas, enquanto as lâmpadas fluorescentes duram 15 mil horas. A tecnologia também causa menos impacto ambiental. O LED não possui elementos tóxicos na sua composição, ao contrário das lâmpadas fluorescentes, que possuem mercúrio, gerador de resíduos prejudiciais ao meio ambiente quando essas são descartadas de maneira irregular em rios e aterros.

Fonte: Neoenergia Brasilia

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Curiosidades

Populações de espécies selvagens diminuem 2,5% a cada ano no mundo

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Relatório do WWF avaliou vertebrados ao longo de 52 anos
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram em média 73% em 52 nos, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).

Entre os anos de 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheram em média 2,5% ao ano.

O estudo produzido é pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) para o WWF Internacional.

Segundo Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, a análise trazida pelo relatório deixa claro que os sistemas que impulsionaram o crescimento econômico estão acelerando a degradação da natureza a uma taxa sem precedentes.

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“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”

Os dados trazidos pelo relatório fazem parte do Índice Planeta Vivo (IPV), que mede a mudança média no tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitorados ao longo de 52 anos.

Na prática, a medição se refere à abundância das populações dessas espécies e não ao número absoluto de indivíduos. As mudanças são observadas tanto em populações com muitos indivíduos, quanto em populações com poucos indivíduos.

Ecossistemas

O IPV é calculado pela média de outros três indicadores: o Índice Marinho, que mede a mudança na abundância de espécies no oceano; o Índice Terrestre, que inclui espécies de diferentes habitats, como florestas, desertos e campos; e o Índice de Água Doce que mede populações em rios e lagos.

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O Índice de Água Doce foi o que apresentou maior declínio: 85% em 52 anos, o que equivale a uma média de 3,6% por ano. De acordo com os pesquisadores, as espécies de água doce enfrentam uma ampla gama de ameaças observadas nas bacias hidrográficas.

“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”, destaca o relatório.

O Índice Terrestre registrou declínio de 69% no período de análise, com média anual de 2,3%. Já o Índice Marinho registrou uma mudança negativa de 59% nas populações dos oceanos, com média anual de 1,7%.

Regionalidade

Além da variação nas tendências por ecossistemas, os pesquisadores também observaram diferença nos percentuais de declínio das populações por região geográfica, que aparecem no estudo conforme a classificação da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos:

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  • América Latina e Caribe: 95% de declínio das populações de animais silvestres;
  • África: 80%;
  • Europa e Ásia Central: 23%;
  • América do Norte: 28%; e
  • Ásia e Região do Pacífico: 49%

Segundo o diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, os índices refletem um recorte de 52 anos analisados e traduzem também, além da capacidade de monitoramento das regiões, o momento analisado.

“Na América do Norte, por exemplo, o declínio ocorrido até os anos 1970 foram intensos refletindo uma desaceleração nos anos seguintes”, explica.

Novos dados

O relatório não traz dados comparativos com as edições anteriores devido ao acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas.

Um exemplo foi o acréscimo de dados sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de dados referentes a 669 populações no relatório atual, em comparação com a última publicação, de 2024.

Por outro lado, foram analisados indicadores adicionais que trazem outros aspectos que reforçam a ocorrência do declínio da biodiversidade em escala global. São eles as mudanças no risco de extinção e na própria extinção de espécies, além de transformações na integridade da biodiversidade.

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Impactos

A análise de todos esses aspectos demonstra como a perda de populações de espécies se traduzem em ameaças à estabilidade econômica, à segurança geopolítica e ao bem-estar humano.

“A estrutura da vida que sustenta a nossa prosperidade está se desfazendo a um ritmo sem precedentes, impulsionando o aumento da desigualdade”, destaca o relatório.

Cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em trabalhos que dependem de alguma forma da natureza e que são impactados diretamente por essa diminuição das populações de espécies.

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Conservação

Por outro lado, o relatório aponta que a humanidade já conhece os caminhos para uma mudança transformadora, capaz de frear e até reverter esse declínio.

Os esforços de conservação também resultaram na estabilidade ou crescimento de metade das populações monitoradas pelo Índice Planeta Vivo.

No Brasil, por exemplo, a população de onças pintadas na Mata Atlântica cresceu 280%, de 2019 a 2025, após uma ação coordenada com vários parceiros: governo, terceiro setor e produtores locais.

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No aspecto global, em 2025, a tartaruga-verde tornou-se a primeira tartaruga marinha a passar de Ameaçada para Pouco Preocupante, após 50 anos de trabalho em mais de 80 países de desova.

Para a especialista em Conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. E o Brasil tem condições de reverter as perdas ocorridas em seu território.

“Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade”, diz.

Líderes globais voltam a debater caminhos para implementação mais rápida de ações e investimentos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17) no dia 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.

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Ponto de inflexão positivo

Como contribuição para os debates, o relatório propõe o conceito de ponto de inflexão positivo. Apresentado em uma pesquisa da Universidade de Exeter, na Inglaterra, o conceito se refere ao momento em que um sistema passa para uma condição melhor e a mudança começa a se reforçar, tornando-se mais rápida, mais barata e mais difícil de ser revertida.

“A possibilidade de construir um futuro diferente está diminuindo, mas continua aberta. Transformar sistemas complexos na velocidade e na escala necessárias não será fácil. Ao desencadear pontos de inflexão positivos, porém, isso pode acontecer mais rapidamente do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.

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