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Politica

Julho Amarelo no Hospital de Base do Distrito Federal alerta para hepatites virais

Publicado em

Autora Pollyana Cabral
Foto IgesDF
Ações para conscientizar sobre os riscos das hepatites B e C e as formas de prevenção
Por Pollyana Cabral
A campanha “Julho Amarelo” visa alertar as pessoas sobre os diversos tipos de hepatite, doenças que não apenas afetam o fígado, mas também podem levar à morte. O ponto alto da campanha é o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho.
Entre as ações realizadas pelo HBDF estão a instalação de pontos de testagem, distribuição de bandeirinhas e laços amarelos (a cor da campanha), além de atividades de conscientização para evitar doenças sexualmente transmissíveis, como a hepatite B. Essas atividades continuarão até o final desta semana.
A hepatologista do HBDF, Dra. Liliana Mendes, destacou a importância de realizar os testes rápidos. “É fundamental que a população realize os testes para detectar precocemente qualquer infecção. A hepatite, se não tratada, pode levar a complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. Com a detecção precoce, as chances de um tratamento eficaz aumentam significativamente”, afirmou Dra. Liliana.
Ela também acrescentou: “Realizar os testes rápidos é uma medida crucial, pois quanto mais cedo a hepatite é diagnosticada, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de evitar complicações graves”.
Dra. Liliana ressaltou a necessidade de promover constantemente ações educativas para que os colaboradores tenham mais cuidados com a própria saúde. “Por isso, é necessário promover constantemente ações educativas para que os colaboradores tenham mais cuidados com a própria saúde. Eles não só devem evitar riscos, como também prevenir”, afirmou.
Michele Gonçalves, que acompanhava sua tia em uma consulta no HBDF, decidiu fazer o teste rápido e elogiou a iniciativa. “Nunca tinha feito, mas achei a iniciativa perfeita”, disse Michele.
Os testes rápidos para hepatites virais são recomendados para testagens presenciais e podem ser feitos com amostras de sangue obtidas por punção da polpa digital. Eles utilizam a tecnologia imunocromatográfica, que permite a detecção de antígeno do HBs no soro, plasma ou sangue total. O resultado sai em até 30 minutos.
Conheça os Tipos de Hepatite
A campanha “Julho Amarelo” foi instituída no Brasil pela Lei n.º 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais.
A hepatite é uma inflamação do fígado causada por vírus, uso de medicamentos, álcool, outras drogas, ou doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. Nem sempre apresenta sintomas, mas quando aparecem, incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
  • Hepatite A: Relacionada a condições de saneamento básico e higiene. Infecção leve que se cura sozinha. Existe vacina.
  • Hepatite B: Transmissível por via sexual e contato sanguíneo. A melhor prevenção é a vacina e o uso de preservativo.
  • Hepatite C: Transmissão principalmente por contato com sangue. Maior epidemia da humanidade, cinco vezes superior à AIDS/HIV. Principal causa de transplantes de fígado. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.
  • Hepatite D: Ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B protege contra a hepatite D.
  • Hepatite E: Transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), causando grandes epidemias em certas regiões. Não se torna crônica, mas pode ser grave em grávidas.
O HBDF, com essa campanha, reforça seu compromisso com a saúde pública e a prevenção de doenças. A adesão da comunidade a essas ações é fundamental para o sucesso da campanha e para a redução dos casos de hepatite viral no Distrito Federal.
Assessoria de Comunicação

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Brasil registra 354 casos de violência política em menos de dois anos, aponta pesquisa

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O Brasil registrou 354 episódios de violência política entre 28 de outubro de 2026 e 15 de agosto de 2026, segundo a quarta edição da pesquisa Violência Política e Eleitoral no Brasil, realizada pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global. O levantamento, divulgado na quarta-feira (30/09/2026), aponta uma média de uma ocorrência a cada 44 horas, inclusive durante período sem eleições.

De acordo com o estudo, 2025 concentrou 225 casos, embora tenha sido um ano sem disputa eleitoral. Os dados referentes ao primeiro turno das eleições de 2026, realizado no período de 16/08/2026 a 04/10/2026, ainda serão divulgados pelas organizações.

A pesquisa integra uma série iniciada em 2016 e utiliza monitoramento diário da cobertura jornalística nacional e regional, além do cruzamento de informações com registros oficiais e denúncias públicas. No período pré-eleitoral anterior, entre 01/11/2022 e 15/08/2024, haviam sido identificados 299 episódios.

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Municípios concentram maior parte dos registros

Segundo o levantamento, 63% dos casos ocorreram no âmbito municipal, envolvendo principalmente vereadores e prefeitos. Em 96,3% dos episódios, as vítimas já exerciam mandatos ou ocupavam cargos públicos.

A concentração municipal também aparece nos registros classificados como de intenção letal. Conforme a pesquisa, 24 dos 28 episódios com intenção letal atingiram agentes políticos locais. Entre os casos estão 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados no período analisado.

Os vereadores responderam por 49,6% das vítimas, com 176 episódios. Dos 11 assassinatos identificados, dez tiveram como vítimas políticos municipais. O levantamento não registrou assassinatos de políticos da esfera federal no intervalo analisado.

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Ameaças são principal tipo de violência

A ameaça foi o tipo de violência política mais frequente, com 193 registros. Na sequência aparecem ofensas, com 71 casos; agressões físicas, com 51; atentados, com 17; assassinatos, com 11; criminalização, com seis; e invasões, com cinco.

A pesquisa também identificou 64 episódios, equivalentes a 18,1% do total, nos quais o autor da violência possuía mandato eletivo ou cargo público. Quando são considerados também policiais e outros agentes estatais, os episódios atribuídos a representantes do próprio Estado chegaram a 29,9% dos casos.

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No ambiente parlamentar, 52 episódios ocorreram em locais de trabalho, como plenários e sessões de comissões. Já o ambiente virtual concentrou 152 casos, ou 42,8% do total, e em 48% dessas ocorrências não foi possível identificar a autoria do ataque.

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Mulheres representam 50,6% das vítimas

Um dos principais recortes do estudo envolve a violência contra mulheres. Embora elas ocupem aproximadamente 18% das cadeiras legislativas do país, segundo dados citados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representaram 50,6% das vítimas no período analisado.

A distribuição varia de acordo com o tipo de violência. Homens foram vítimas em 77,2% dos casos de violência física, que incluem agressões, atentados e assassinatos. Já as mulheres representaram 58,3% das vítimas de violência simbólica, categoria que inclui ameaças e ofensas.

O levantamento registrou ainda 31 ameaças de violência sexual e 67 episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre corpo e aparência, todos com mulheres como vítimas. Entre as mulheres atingidas, 64 eram pretas, enquanto 11 das vítimas pretas eram mulheres trans ou travestis. Também foram identificadas quatro mulheres indígenas e uma mulher amarela entre as vítimas.

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Partidos e perfil racial aparecem no levantamento

A pesquisa também analisou a distribuição dos episódios segundo os partidos das vítimas. Conforme os dados divulgados, representantes do PT e do Psol somaram 30,23% das vítimas.

Entre os vereadores eleitos em 2024 pelo Psol, 23 dos 80 eleitos foram vítimas de algum episódio de violência política durante o período analisado, segundo o levantamento. O estudo também registrou 26 episódios envolvendo representantes do PT, 17 do PP, 15 do PL e 14 do União Brasil.

Os pesquisadores também identificaram diferenças no recorte racial entre homens e mulheres. Entre as mulheres vítimas, 64 de 179 eram pretas, enquanto, entre os homens, a proporção de vítimas pretas foi de aproximadamente um em cada nove.

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Apuração dos casos e índice de punição

Outro eixo analisado pela pesquisa é a resposta institucional aos episódios registrados. Dos 354 casos, 300 foram denunciados, correspondendo a 84,5% do total.

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Entretanto, segundo o levantamento, somente 46 episódios, ou 13%, tinham apuração judicial ou policial em andamento. Apenas nove casos, equivalentes a 2,5%, haviam resultado em punição efetiva dos autores até o momento considerado pela pesquisa.

As organizações responsáveis pelo estudo defendem o aprimoramento de mecanismos de prevenção, proteção, investigação e responsabilização para que as medidas de enfrentamento à violência política não fiquem restritas aos períodos eleitorais.

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Crime organizado aparece em 26 episódios

O levantamento identificou 26 episódios, cerca de 7% do total, com indícios de participação de facções criminosas ou grupos ligados ao crime organizado.

O Ceará concentrou 12 desses casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com quatro, e São Paulo, com três. Segundo a análise apresentada pelas organizações, os registros indicam situações relacionadas ao controle territorial e não apenas a conflitos de caráter pessoal.

Um dos casos mencionados ocorreu em Mossoró (RN), onde um assessor foi morto e um vereador sofreu um atentado no mesmo local e momento. O episódio foi incluído no conjunto de registros associados à participação de grupos criminosos.

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Série histórica acompanha violência política desde 2016

A quarta edição dá continuidade ao monitoramento iniciado em 2016. De acordo com a Terra de Direitos, a série histórica havia contabilizado 1.583 episódios até a terceira edição, referente ao período encerrado em outubro de 2024; a nova pesquisa acrescenta os registros do período posterior até agosto de 2026.

A edição mais recente considera especificamente o intervalo entre o fim das eleições municipais de 2024 e o início da campanha eleitoral de 2026. Por isso, os números do primeiro turno de 2026 ainda não integram os 354 casos apresentados em setembro.

Os dados apresentados pela Terra de Direitos e pela Justiça Global apontam, portanto, que a violência política foi registrada também durante períodos sem votação. A pesquisa identifica agentes políticos municipais como o principal grupo atingido, além de apontar diferenças relacionadas a gênero, raça, ambiente de ocorrência e formas de violência.

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*Com informações da Sputnik News.

FONTE:

jornalgrandebahia.com.br

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