Educação
GDF NA SUA PORTA CHEGA AO PARANOÁ
INOVAÇÃO E OPORTUNIDADES PARA A JUVENTUDE DO PARANOÁ
A Secretaria de Estado da Juventude do Distrito Federal reforça o protagonismo juvenil ao levar capacitação, inovação e qualificação profissional para a 2ª edição do “GDF na Sua Porta”, no Paranoá.
O programa GDF Mais Perto do Cidadão será realizado entre os dias 13 e 17 de abril de 2026, das 9h às 16h, na Praça Central do Paranoá, ao lado da Administração Regional. A ação reúne mais de 42 órgãos do Governo do Distrito Federal em um único espaço, oferecendo atendimentos gratuitos nas áreas de cidadania, saúde, assistência social, cultura, lazer e juventude.
Desde 2023, o programa já realizou 68 edições e ultrapassou a marca de 544 mil atendimentos, consolidando-se como uma importante iniciativa de aproximação entre o governo e a população.
Nesta edição, a Secretaria da Juventude, liderada pela secretária Fabiana Lacerda, se destaca com uma programação voltada à formação profissional, inovação e fortalecimento do protagonismo juvenil.
“A juventude é a força que move o presente e constrói o futuro. No Paranoá, queremos despertar talentos, acender sonhos e mostrar que cada jovem pode transformar sua realidade por meio do conhecimento, da inovação e das oportunidades que chegam até eles”, destaca Fabiana Lacerda.
Atividades para os jovens
Durante os cinco dias de evento, a Secretaria da Juventude do DF promoverá uma programação diversificada, com foco em capacitação, inovação e protagonismo juvenil. Serão oferecidos cursos e oficinas de formação de DJ, produção de eventos e redes sociais, além de empreendedorismo nas áreas de brigadeiro, beleza e serviços.
Na área de tecnologia e inovação, os participantes terão acesso à introdução à inteligência artificial. Já no campo do esporte e bem-estar, haverá aulas de jiu-jitsu.
Também serão disponibilizados serviços como o ID Jovem, que garante benefícios culturais e de mobilidade, além de inscrições para a Trilha de Formação em Tecnologia, voltada a jovens de 17 a 29 anos, ampliando o acesso à qualificação profissional e novas oportunidades.
A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal em investir na juventude como protagonista da transformação social, ampliando o acesso à qualificação, inclusão e geração de oportunidades no Paranoá e em regiões próximas.
Curiosidades
Estudantes de escolas públicas querem ensino e aprendizagem melhores
Melhorias relacionadas ao ensino e à aprendizagem são a principal expectativa de pelo menos um quarto dos estudantes brasileiros do ensino médio em relação aos governos que se iniciam em 2027. A qualidade do ensino, para esse grupo, está diretamente relacionada à atuação do professor.
O levantamento ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do ensino fundamental 2 (6° ao 9° ano), nas cinco regiões do país. Segundo eles, tais mudanças devem contemplar:
- aulas diferentes;
- dinâmicas em salas de aula;
- capacitação de professores;
- menos falta dos professores.
A pesquisa O que os estudantes pensam sobre a Educação? foi encomendada ao Instituto DataFolha pelas fundações Itaú, Lemann, Telefônica Vivo e pelos institutos Natura, Sonho Grande, Unibanco e Todos Pela Educação.
Entre os temas abordados nas perguntas, então o processo de aprendizagem, a atuação dos professores, educação profissional, uso de tecnologia, educação em tempo integral.
Desempenho dos professores
Dados do estudo indicam que a percepção dos estudantes entre 12 e 21 anos sobre a forma como os professores explicam os conteúdos está associada à avaliação que fazem da escola.
Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Entre aqueles que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%.
O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, afirma que os estudantes colocam as oportunidades de aprendizagem no topo de suas expectativas sobre o que é uma boa escola.
“É um dado que ajuda a reforçar onde deve estar a prioridade absoluta da política pública nos próximos anos: na aprendizagem.”
Segundo ele, o momento de eleições e o início de novos mandatos trazem oportunidade de revisão de estratégias e de repactuação de compromissos.
“[Nesse contexto], o país precisa acelerar muito o ritmo de crescimento dos indicadores de qualidade educacional.”
Ainda em relação aos professores, no fundamental 2, 78% avaliam que os professores estão motivados para dar aulas, enquanto no ensino médio esse número cai para 69%.
A ausência de professores parece ser um problema mais comum também no ensino médio, onde 66% concordam totalmente ou em parte que “há disciplinas que ficam um tempo sem ter professor”. No fundamental 2, 61% afirmam o mesmo.
Ensino técnico
Mais de 90% consideram importante ter a oportunidade de fazer um curso técnico ou profissionalizante durante essa etapa da educação.
O dado contrasta com o alcance atual da Educação Profissional e Tecnológica: de acordo com o Censo Escolar 2025, cerca de 20% dos estudantes do Ensino Médio estão matriculados na educação profissional.
Tecnologia
A tecnologia é percebida como presente na rotina escolar: 70% dos estudantes afirmam que os professores usam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana.
A inteligência artificial aparece entre as ferramentas: 71% dizem usar IA com frequência ou às vezes para estudar. Ao mesmo tempo, quase um em cada três estudantes discorda de que seus professores estejam bem preparados para usar tecnologia em sala de aula.
Tempo integral
Entre os estudantes que estudam em tempo integral, 74% avaliam a escola como boa ou ótima, ante 68% dos estudantes do ensino regular. A diferença aparece nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Entre os benefícios estão mais tempo para aprender, participação em atividades esportivas, artísticas e culturais, preparação para o futuro e mais tempo de estudo para vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.
Entre os estudantes do ensino médio que afirmam que não estão no tempo integral, 20% dizem trabalhar ou exercer atividade para garantir remuneração.
Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, a pesquisa revela que os estudantes têm consciência sobre o que é importante para a escola.
Quando a aprendizagem aparece como prioridade e a formação técnica, a tecnologia, o tempo integral e a possibilidade de escolha ganham relevância, há um recado claro para as políticas públicas, de acordo com a especialista.
“Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas e garantir condições para que cada estudante e futuro profissional avance em sua trajetória com qualidade, equidade e perspectivas concretas para o futuro.”
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