Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Esporte

Estudo comprova que exercício físico na terceira idade pode melhorar em até 83% o desempenho de força, equilíbrio e mobilidade 

Publicado em

Esses parâmetros estão diretamente relacionados à independência funcional e à prevenção de quedas; um total de 59 alunos com idade média de 70 anos, participantes do programa Platinum da Companhia Athletica, foram avaliados 
A prática regular de exercícios físicos é uma das estratégias mais eficazes para preservar a autonomia e a qualidade de vida durante o envelhecimento. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “Avaliação da Capacidade Funcional de Idosos: a experiência do Programa Platinum – Longevidade Saudável” , realizada pelo Instituto Mauro Guiselini e publicada na Revista CPAQV (2025).
O estudo avaliou 59 alunos com idade média de 70 anos, participantes do programa Platinum da Companhia Athletica, desenvolvido pela rede para atender o público 60+. A análise, baseada em testes reconhecidos internacionalmente, como o Senior Fitness Test (SFT) e o Short Physical Performance Battery (SPPB), demonstrou que os participantes obtiveram entre 75% e 83% de desempenho satisfatório nos indicadores de força, equilíbrio e mobilidade. Esses parâmetros estão diretamente relacionados à independência funcional e à prevenção de quedas.
De acordo com os resultados, a maior parte dos alunos apresentou nível de condicionamento classificado como “bom” ou “muito bom”, evidenciando que programas estruturados e supervisionados podem retardar os efeitos da sarcopenia (perda de massa muscular) e contribuir para uma longevidade mais ativa.
“A metodologia aplicada pela Cia Athletica combina ciência do movimento, musculação adaptada e acompanhamento técnico individualizado. Com o Platinum, reforçamos nosso compromisso em transformar o envelhecimento em uma fase ativa, produtiva e repleta de bem-estar”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica.
A pesquisa comprova que o exercício físico, quando orientado e acompanhado de forma técnica, é um dos caminhos mais consistentes para viver mais e melhor. O programa “Platinum – Longevidade Saudável” é voltado à melhoria da força, da mobilidade e do equilíbrio de pessoas acima dos 60 anos, com treinos personalizados, avaliações multifuncionais periódicas e foco na segurança e na prevenção.
“Com o envelhecimento populacional crescente no Brasil, que já soma mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o IBGE, a Cia Athletica reforça seu papel como referência na promoção da longevidade ativa”, conclui Cacá.
Sobre a Companhia Athletica
A Companhia Athletica está presente no mercado há 40 anos e conta com 18 unidades em operação nas 5 regiões do país, tendo se firmado como referência no fitness brasileiro pela seriedade e profissionalismo em seus processos de cuidar das pessoas. É uma academia completa para todas as fases da vida: do bebê ao bisavô, e tem no seu DNA o compromisso de fazer o aluno sair sempre melhor do que entrou.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Equipe do DF representa o Brasil no Sul-Americano de futsal feminino Sub-12 e goleia em 1º jogo

Cultura

Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio

Published

on

Brasil sediará Copa do Mundo feminina em 2027
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.

A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.

Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.

Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.

Advertisement

De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.

Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.

Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.

Advertisement

A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

 

Rio de Janeiro (RJ), 21/10/2026 – Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Preconceito

Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.

“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.

Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.

Advertisement

 

Rio de Janeiro (RJ), 21/10/2026 – Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino – Fernando Frazão/Agência Brasil

A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.

“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.

O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.

Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.

Advertisement

“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.

Educação e esporte

 

Rio de Janeiro (RJ), 21/10/2026 – Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch – Fernando Frazão/Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.

A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.

A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.

Advertisement

“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.

Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.

Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.

A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil.

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Hospital de Base capacita profissionais de enfermagem para o manejo humanizado de pacientes psiquiátricos
Continuar lendo

MULHER NO ESPORTE

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA