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Esporte

Programa dará bolsa de R$ 6 mil mensais a atletas negros. Inscrições vão até o próximo dia 21 de setembro

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Afroesporte e Betano lançam bolsa de R$ 6 mil mensais para atletas negros 

As inscrições vão até 21 de setembro, com foco em atletas de alto rendimento. Nomes de peso compõem a banca do júri, como Negrete, Márcia Fu, Rafaela Silva e Fofão, entre outros. 

Do treino ao negócio: Afroesporte anuncia a 4ª edição do Afroesporte Fund, o primeiro fundo de apoio ao empreendedorismo no setor esportivo com foco no desenvolvimento econômico de atletas negros. Nesta edição, o programa combina apoio financeiro mensal, formação prática e rede de suporte com psicólogo e mentoria financeira por 12 meses, priorizando a permanência no alto rendimento e a transformação de performance esportiva em projeto de vida. A edição tem patrocínio da Betano e as inscrições devem ser feitas online, no site da Afroesporte.

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“Num momento em que tantas marcas descontinuam times de diversidade, ter a Betano como parceira no combate ao racismo é ousado e inovador. Muitos atletas desistem por falta de condições, e sermos pioneiros em um programa que garante permanência com bolsa é uma conquista histórica. Nossa missão é ampliar esse impacto e inspirar outras iniciativas e mostrar que é possível promover ações de reparação no esporte.” Mia Lopes, CEO da Afroesporte

O Afroesporte Fund nasceu do que se vê nas bordas do esporte brasileiro: talento não falta; faltam condições. A bolsa mensal, a formação e o cuidado integral não são um prêmio, são infraestrutura de permanência. É o degrau que falta quando o assunto é transformar treino em trabalho digno, performance em autonomia econômica, visibilidade em futuro.

Invertendo a lógica do mercado, o Fund já impactou mais de 30 atletas e empreendedores negros desde sua criação. A 4ª edição, chamada “Estrelas”, estende a jornada para 1 ano e oferece masterclasses ao vivo a cada 15 dias (sábados, 13h–18h), organizadas em cinco módulos: Letramento Racial, Branding, Produção de Conteúdo, Finanças e Empreendedorismo.

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O nome “Estrelas” reflete o papel das estrelas do esporte: brilhar em suas modalidades. Mas, na realidade, muitos atletas não conseguem apenas se dedicar ao alto rendimento. A pesquisa ‘Esportes para Todos?’, da Serasa com a Opinion Box, mostrou que 39% dos atletas precisaram trabalhar fora do esporte para se manter, e outros 32% apontaram a falta de incentivos financeiros como obstáculo. O programa nasce justamente para enfrentar esse cenário e garantir que mais atletas negros possam permanecer no esporte.

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Quem pode participar

Podem se inscrever atletas negros de alto rendimento com 18 anos ou mais, de todo o país, com disponibilidade para estar em São Paulo (capital) ao menos cinco vezes ao longo do projeto, especialmente atletas que desejam empreender no setor esportivo e ampliar presença digital.

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O que o programa oferece

Os 10 selecionados recebem, ao longo de 12 meses:

  • Bolsa mensal de R$ 6.000 (pagamento ao final de cada mês de atividade);
  • Mentoria financeira e media training;
  • Acompanhamento psicológico;
  • Kit de boas-vindas e certificado;
  • Masterclasses online e ao vivo quinzenais (sábados, 13h–18h) nos módulos descritos acima.

Parceria orientada por propósito e responsabilidade

Permanecer no esporte é tão estratégico quanto chegar no auge da carreira e isso requer investimento sustentável. Não é sobre celebrar um patrocínio, é sobre viabilizar continuidade. O aporte garante previsibilidade, a trilha de conhecimento cria autonomia e a rede abre portas. Juntas, essas frentes mudam a realidade de quem precisa. É assim que esta parceria atua: financia a permanência, forma para o mercado e conecta com oportunidades, para que talento preto no esporte deixe de operar na urgência e passe a construir carreira com planejamento, reputação e renda.

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“Sabemos quanto potencial pode ser desperdiçado por falta de apoio e acesso. Se queremos ser os grandes patrocinadores do esporte brasileiro, é preciso também que iniciemos ações que combatam desigualdades históricas. O patrocínio do Fund 4 é o início de um longo caminho, que queremos percorrer ao lado de instituições sérias e comprometidas como a Afroesporte”, Fernanda Brunsizian, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Betano

Serviço — Afroesporte Fund (4ª edição)

– Diego Moraes – Ex-atleta, escritor e repórter da Globo.

– Fábio Ritter – Gerente de Ativações de Patrocínios na Betano

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– Hélia Rogério (Fofão) – Ex-jogadora de vôlei, fundadora Projeto Social Fofão 7

– Mafoane Odara – Estrategista de Cultura e Diálogo, Psicóloga e Atleta de Basquete Master

– Mariana Virgílio – Coordenadora de Comunicação e operações da Afroesporte

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– Márcia Fu – Apresentadora da Record TV e ex-jogadora de vôlei

– Negrete – Influenciador

– Neide Santos – Maratonista e fundadora do Projeto Vida Corrida

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– Rafaela Silva – Campeã olímpica Rio 2016, bronze olímpico Paris 2024 e bicampeã mundial

  • Resultado: 01 de outubro de 2025.
  • Aula de Boas-vindas: 18 de outubro de 2025.
  • Encerramento previsto: 03 de outubro de 2026 (com entrega de certificados).
  • Depósito do benefício: ao final de cada mês de atividade.
  • Vagas: 10 atletas negros de alto rendimento.
  • Formação: masterclasses ao vivo quinzenais (sábados, 13h–18h) em 5 módulos (Letramento Racial, Branding, Produção de Conteúdo, Finanças e Empreendedorismo).
  • Benefícios adicionais: mentoria de finanças, media training, acompanhamento psicológico, kit de boas-vindas e certificado.

Sobre a Afroesporte

A Afroesporte é um ecossistema que fomenta o empreendedorismo no setor esportivo com foco no desenvolvimento econômico de atletas negros, unindo investimento, formação e rede para acelerar carreiras e ampliar oportunidades no esporte. Atua um laboratório de conteúdo e hub de soluções digitais, conectando atletas ao ecossistema de inovação e marcas, por meio do digital. A atuação pioneira da Afroesporte vem ganhando visibilidade em veículos e plataformas de negócios, esporte e inovação, reforçando sua posição como referência em diversidade, tecnologia e novas economias do esporte.

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Sobre a Betano

A Betano, uma das maiores casas de apostas esportivas do Brasil, é uma marca criada para oferecer excelentes experiências por meio de sua plataforma, disponível para desktop, laptop, tablet, celular e aplicativo Android. O objetivo da operadora é evoluir continuamente a experiência de apostas que oferece a milhões de clientes e entreter os fãs de esportes de forma divertida e responsável. No Brasil, a Betano detém os naming rights de competições como o Brasileirão Betano, a Copa Betano do Brasil e a Supercopa Betano Rei 2025. A Betano é operada pelo Kaizen Gaming Group, uma das maiores e mais rápidas operadoras do mundo, com presença em 19 países e um plano estratégico de expansão para 26 mercados até 2026. 

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Saiba mais:Link | betano_brasil

Contato de Imprensa

Assessoria de Imprensa | Afroesporte
E-mail: contato@afroesporte.com.br 

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Assessoria de imprensa | Betano

Email: betanobr@inpresspni.com.br

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Cultura

Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio

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Brasil sediará Copa do Mundo feminina em 2027
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.

A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.

Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.

Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.

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De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.

Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.

Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.

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A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

 

Rio de Janeiro (RJ), 21/10/2026 – Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Preconceito

Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.

“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.

Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.

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Rio de Janeiro (RJ), 21/10/2026 – Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino – Fernando Frazão/Agência Brasil

A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.

“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.

O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.

Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.

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“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.

Educação e esporte

 

Rio de Janeiro (RJ), 21/10/2026 – Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, com o projeto Pioneiras nas Escolas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ex-jogadoras da seleção brasileira feminina de futebol Marisa, Fia e Pelé participam de atividades com alunas da rede pública de ensino na Escola Municipal Juan Antônio Samaranch – Fernando Frazão/Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.

A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.

A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.

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“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.

Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.

Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.

A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil.

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