Politica
A Reforma Tributária e seus Impactos para as Igrejas Evangélicas
A multiplicidade de impostos, contribuições e taxas, aliada à alta carga tributária, representa um desafio para empresas, órgãos e cidadãos. Diante disso, o Brasil possui um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. A reforma tributária surgiria, então, como uma solução para esses problemas.
De forma geral, a reforma deve de ter três fundamentos claros: a simplificação tributária, o equilíbrio federativo e a neutralidade da carga tributária.
A principal mudança com a Reforma Tributária será a extinção de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) e transformá-los em três: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo. Cada novo tributo terá um período de transição.
Mas, qual será o impacto dessas mudanças na economia brasileira? Para as igrejas evangélicas? Quais os impostos irão afetar os templos? São estas e outras indagações que o evento “A Reforma Tributária e seus Impactos para as Igrejas Evangélicas”, promovido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), visa discutir.
No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quase 90% da população é considerada cristã. Pesquisas mais recentes já apontam mais de 30% da população atual como evangélica. Diante de tal representatividade surge a importância de discutir o tema.
Durante o evento, parlamentares presentes se pronunciaram. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que já vem discutindo o tema Reforma Tributária com diversos segmentos da sociedade do DF, disse que “A Igreja Evangélica brasileira não poderia ficar fora de uma discussão como essa. A Igreja precisa ser ouvida e essa carta será a contribuição da Igreja Evangélica do DF à Reforma Tributária. ” ela também destacou que será realizado no Senado um encontro nacional com representantes de todas as igrejas evangélicas do país.
O senador Izalci , que também é contador, se colocou disposição para apoiar a igreja no que for necessário. Ele falou aos presentes: “Sob a liderança da senadora Damares vamos trabalhar para manter o texto da Câmara, que mantém a imunidade tributária às igrejas. O artigo 150 da Constituição é claro, trata-se de cláusula Pétrea. ”
O evento contou com mais de 200 convidados, dentre eles diversas autoridades, parlamentares, especialistas sobre o assunto e líderes religiosos. O presidente da ACDF Fernando Brites, esteve na reunião, e na oportunidade, entregou uma placa de homenagem para a Senadora pelo trabalho que vem sendo desenvolvido pela parlamentar.
Assessoria de Imprensa: Natália Tavares (98211-4416)
Politica
Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje
O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).
As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.
A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.
A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.
A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.
Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.
Como contribuir
Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:
- Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
- Eixo 2: Educação
- Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
- Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
- Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
- Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
- Eixo 7: Comunidades Quilombolas
- Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
- Eixo 9: Povos Ciganos
- Eixo 10: Mulheres Negras
- Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
- Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
- Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
- Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
- Eixo 15: Política Internacional
- Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial
Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:
- Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
- Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
- Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
- Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
- Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.
Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br
Análise e consolidação
Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.
A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.
2º Planapir
A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.
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