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Após sucesso do Projeto CineMarx, UNIPOP BRASIL – Universidade Popular, lança o projeto Política de Pé no Chão.  

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UNIPOP lança programas de formação política e educação popular e começa a mobilizar população excluída

Por EVELYN VENTURA CAMACHO

AGNOT – INTERPRESS: EVC / 14-1024 – Após o sucesso que foi o lançamento do Projeto CineMarx, com filmes e documentários para debates da população com certificação de duas a três horas, a UNIPOP BRASIL – Universidade Popular, lança mais um projeto agora intitulado Política de Pé no Chão.

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O Projeto visa instalar uma Tenda da Universidade Popular nas feiras, no eixão, nas universidades e na periferia do Distrito Federal e debater com a população, com um viés totalmente político ideológico os problemas que afligem a população e através de rodas de conversas desenvolver simultaneamente um trabalho de alfabetização política junto aos setores mais excluídos da população mas também dos setores equivocados politicamente e que a Direita visa transformar em cabo eleitoral e agente político do ódio, afirmou um dos dirigentes da instituição.          

Segundo informou o Diretor Geral da UNIPOP BRASIL, advogado e professor Acilino Ribeiro, o projeto Política de Pé no Chão levará os professores da UNIPOP ao meio do povo buscando não apenas ensinar, mas principalmente aprender sobre os problemas dos coletivos sociais e levar a cada categoria que encontre para debater, uma proposta de formação política que lhe dê uma nova esperança de luta e de vida digna.

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Acilino Ribeiro informou que nas universidades e no eixão, onde o público alvo é um público de classe média e nas feiras também, mas variado, nas periferias e comunidades o público é outro completamente diferente e os cursos de formação serão também adaptados a cada realidade. Disse que o projeto Política de Pé no Chão trabalhará com a População em Situação de Rua, com Dependentes Químicos em comunidades terapêuticas, e até clinicas que assim aceitarem, com Profissionais do Sexo, com Imigrantes e Refugiados e também com Mulheres Periféricas e Parentes da População Carcerária, oferecendo-lhe cursos de Capacitação e Aperfeiçoamento, com carga horária que lhe dará um certificado profissional e abra oportunidades de se tornar um Empreendedor ou uma Empreendedora Social e um ou uma Economista Criativa.

Acilino diferenciou os dois públicos, afirmando que um terá cursos de formação política com viés humanista e o outro de educação popular e profissional com viés solidário. Mas ambos, disse, com um objetivo político cidadão, na construção de uma cidadania ativa e um ativismo social, solidário e humanista, não voltado nem para o Sistema nem para o Mercado, mas para a vida e a militância solidária.

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Acilino disse que em parte os projetos da UNIPOP BRASIL devem atingir a juventude, que durante anos fica na universidade na expectativa de sair e progredir, mas quando sai é jogada num mercado competitivo que lhe esmaga e num sistema que não oferece condições nem oportunidades iguais, que em síntese é o que podemos chamar de mazelas do capitalismo selvagem.

A Tenda de Debates da UNIPOP BRASIL com o Projeto Política de Pé no Chão foi lançado no sábado, 12, na Feira da Ponta Norte na 216 em Brasília, com a participação de aproximadamente duzentas pessoas e que contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos Macaé Evaristo. E no domingo, dia13, a UNIPOP BRASIL fez o lançamento no Eixão, na Quadra 106 sul com aproximadamente 100 participantes, num ato que contou com o apoio da CUT, dos partidos políticos e diversos outros movimentos sociais que se mobilizaram para apoiar o ato da Universidade Popular.                                                    AGNOT – INTERPRESS: EVC / 14.10.24.

 

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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