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Campanha forte para manter Rita na Caixa e barrar o Centrão

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Na cerimônia do Minha Casa Minha Vida, Rita foi recebida por um coro pedindo que continue à frente do banco – (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Cerimônia de sanção do novo Minha Casa Minha Vida se torna ato em desagravo à presidente do banco. Já no Palácio do Planalto, reunião define recriação da Funasa por conta do acerto para o grupo parlamentar fechar apoio ao Executivo

Raphael Felice
Rafaela Gonçalves

Diante das pressões e especulações de que será a próxima a ser substituída para concretizar o apoio do Centrão ao governo na Câmara, a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, foi recebida na cerimônia de sanção do novo Minha Casa Minha Vida (MCMV), ontem, por um coro de apoiadores pedindo que permaneça no cargo. Apesar de afirmar que “todos os nossos cargos são do presidente da República”, ela garantiu que não teve qualquer conversa com Lula sobre sua substituição.

A plateia do MCMV entoou o coro “Rita fica” repetidas vezes. A representante do Movimento Camponês Popular, Jéssica Brito, destinou boa parte do discurso para defender a permanência da atual presidente.

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No início da noite, mulheres que ocupam funções de liderança no banco e integrantes do movimento Uma por Todas e Todas por Uma, divulgaram um manifesto apoiando a permanência de Rita. Segundo o texto, as investidas do Centrão contra as mulheres com postos no governo — como as ministras Nísia Trindade, da Saúde, e Ana Mozer, do Esporte — são “a misoginia de forma mais explícita e sem vergonha”.

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Mesmo assim, há quem garanta que a saída de Rita está fechada e se dará depois do recesso parlamentar. Ela, inclusive, teria até substituto: Gilberto Occhi, que presidiu a Caixa de 2016 a 2018, no governo Temer.

Funasa

Se na Caixa há resistência quanto a troca de Rita Serrano por um nome indicado pelo Centrão, em contrapartida as está praticamente sacramentado o acordo para a reestruturação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). De manhã, o deputado Danilo Forte (União-CE) — que, aliás, presidiu a autarquia — e os senadores Hiran Gonçalves (PP-PR) e Daniela Ribeiro (PSD-PB) estiveram no Palácio do Planalto para os ajustes finais. Se reuniram com o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha, com o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e com técnicos do governo.

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“A Funasa renasceu oficialmente. Teremos uma comissão para fazer os ajustes e apresentar o novo organograma da instituição, para fazermos com que as obras de saneamento possam ser feitas com rapidez”, afirmou Forte.

O decreto recriando a autarquia será publicado hoje. A Funasa havia sido extinta em janeiro por medida provisória.

Fonte: Correio Brasiliense

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Politica

Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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