Politica
“Queremos que empresa honre contrato que firmou”, diz secretária de Saúde
Segundo a secretária, Hospital do Gama colocou servidores a disposição do Hospital de Santa Maria durante a greve – (crédito: Kayo Magalhães/CB/D.A Press)
Ao CB.Poder, a chefe da pasta disse que está remanejando profissionais para cobrir serviços durante a greve de cozinheiros na Saúde. Repasses para empresa terceirizada foram efetuados, inclusive com adiantamentos. “Não há passivos”, ressaltou
A greve dos profissionais responsáveis pela produção de alimentos para o Hospital de Base de Brasília e o Hospital de Santa Maria (copeiras e cozinheiras) foi tema do CB.Poder — parceria entre Correio Braziliense e TV Brasília — de ontem. À jornalista Ana Maria Campos, a secretária de Saúde do DF, médica Lucilene Florêncio, falou sobre as medidas que estão sendo adotadas para lidar com a crise, como redistribuição de servidores, principalmente da área de nutrição, para auxiliar unidades com falta de mão de obra.
A titular da pasta afirmou que os repasses de recursos para a empresa terceirizada responsável pelos trabalhadores que estão em greve são feitos regularmente (eles pararam as atividades por atraso no pagamento dos salários). E deixou claro: o Governo do Distrito Federal (GDF) busca o diálogo, mas quer o cumprimento de todas as cláusulas do contrato firmado pela empresa e vai usar os meios jurídicos cabíveis para isso.
Uma questão que está em discussão hoje é a greve das cozinheiras do Hospital de Base. Esse problema está resolvido?
Nós da Secretaria de Saúde e o pessoal do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) temos acompanhado juntos essa situação. Temos uma empresa que está no segundo ano de contrato (que dura 24 meses e finda agora no dia 30 de julho). Desde o início, tivemos algumas intercorrências, mas o que temos a dizer é que o Iges-DF e a Secretaria de Saúde têm feito os repasses e não temos passivos com a empresa. Esse repasse tem sido feito regularmente, inclusive algumas antecipações. Esperamos que haja o pagamento das copeiras e dos cozinheiros para que eles retornem.
Está faltando alimentação no hospital?
Não. Hoje pela manhã, tivemos realmente uma ausência de colaboradores da empresa, tanto no Hospital de Base quanto no Hospital de Santa Maria. No Hospital de Base o quantitativo de colaboradores foi em torno de 40%; no Hospital de Santa Maria, cerca de 20%. O Hospital do Gama disponibilizou servidores do setor de nutrição (nutricionistas, técnicos e cozinheiros) ao Hospital de Santa Maria para fazer todo esse preparo e a entrega do alimento para as nossas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que também são ligadas ao Iges-DF. São 13 UPAs.
Como está sendo executada essa operação?
As unidades de saúde da região Central e Norte do DF são abastecidas pelo Hospital de Base. E as da região Sul, por alimentos preparados e distribuídos pelo Hospital de Santa Maria, com a ajuda do Hospital do Gama. Mas a Secretaria de Saúde tem uma rede robusta e solidificada. Temos várias empresas que prestam serviço nos outros hospitais da Saúde do DF. Estamos prontos para prestar apoio para que em nenhum momento nosso cidadão fique sem atendimento.
Quem faz esse serviço de fornecimento de alimentação aos hospitais?
Temos quatro empresas da parte da Secretaria de Saúde, e uma empresa que atende a rede do Iges-DF. Estamos com chamamento aberto e no próximo dia 22 teremos a abertura para propostas. Vamos aguardar quais serão as empresas que prestarão esse serviço. Obviamente, até o dia 30 de julho a empresa tem um compromisso conosco. Estamos buscando o diálogo e os meios jurídicos para o cumprimento de todas as cláusulas contratuais.
A questão de pessoal é sempre um problema na Saúde, certo? Como estão os concursos públicos?
Temos um concurso que está na fase de inscrição, para técnicos em enfermagem. Existem algumas categorias com cadastro reserva, como médicos, odontólogos, enfermeiros, generalistas, farmacêuticos e administradores. Também há uma série de categorias que têm um concurso vigente, para o qual podemos chamar, caso haja necessidade. Temos ainda um processo em fase final na Secretaria de Planejamento, para chamar os servidores tornados sem efeito (aqueles que nós convocamos e não tomaram posse).
Uma portaria permite que servidores da Saúde lotados no Iges-DF possam escolher onde ficar. Quando termina?
No final de agosto. Isto permitirá que os servidores decidam se querem voltar para a Secretaria.
*Estagiário sob a supervisão de Hylda Cavalcanti
Fonte: Correio Brasiliense
Politica
Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”
Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas
Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”
Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.
Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).
CRÉDITOS:
FOTO: Diego Campos/Secom-PR
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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