Politica
Primeiro Comitê de Proteção à Mulher é inaugurado no Itapoã
O primeiro Comitê de Proteção à Mulher do Distrito Federal já tem endereço. A estrutura foi inaugurada nesta quinta-feira (21), na Administração Regional do Itapoã.
A nova política de acolhimento foi criada a partir de lei distrital da deputada Doutora Jane ( 7.266/23) e tem gestão da Secretaria da Mulher do Distrito Federal.
“Hoje, meu coração está transbordando. O Comitê de Proteção à Mulher é a materialização de um sonho na luta em defesa das mulheres”, afirmou a deputada.
O novo equipamento público tem como principal objetivo a proteção e promoção dos direitos da mulher em situação de violência doméstica e familiar.
“Inauguramos hoje a primeira unidade e, em breve, cada cidade do DF terá esse local de referência para as mulheres”, pontua a deputada.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a importância de mais essa iniciativa em defesa da mulher: “Não é apenas um espaço, é uma nova política de acolhimento das mulheres em situação de vulnerabilidade”, destacou.
A vice-governadora, Celina Leão, destacou a importância da regulamentação de leis em defesa da mulher.
“Nós estamos tirando do papel uma legislação e entregando esse ambiente exclusivo para mulheres, para atendimento. Estou muito feliz em participar”, finalizou.
O comitê visa o atendimento acolhedor e direcionado de mulheres com direitos ameaçados ou violados.
Enquanto novas unidades são implementadas, o comitê do Itapoã vai atender também as moradoras do Paranoá, Jardim botânico e São Sebastião.
SERVIÇO:
Comitê de Proteção à Mulher
Local: Quadra 378 A/E 04 Conj A, Administração Regional do Itapoã
Fonte: Ascom Dra. Jane
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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