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Saúde

IgesDF reforça ações de prevenção após completar um ano sem acidentes de trabalho

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Programação da SIPAT 2026 aborda saúde física, bem-estar emocional e relações no ambiente profissional

Após completar um marco de 365 dias sem acidentes de trabalho em 2025, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) quer alcançar o mesmo objetivo em 2026. O reconhecimento pelo desempenho na área de segurança do trabalho, que rendeu premiação à instituição, impulsiona uma nova série de ações voltadas à prevenção.
Como parte dessa estratégia, o instituto deu início à Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT 2026), promovida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) do PO70. A programação reúne palestras e atividades voltadas à qualidade de vida, saúde emocional e cuidados no ambiente profissional.
A abertura, realizada nesta segunda-feira, teve como tema a ergonomia — ciência que adapta o trabalho às características físicas e cognitivas do ser humano, com o objetivo de prevenir lesões, reduzir o estresse e aumentar a segurança e a eficiência no ambiente profissional. A palestra foi conduzida pela enfermeira do trabalho Angélica Porto, especialista em saúde ocupacional.
Durante o encontro, a profissional destacou que práticas simples do dia a dia podem ter impacto significativo na saúde dos trabalhadores. “Muita gente acha que ergonomia se resume a ter uma boa cadeira ou evitar movimentos repetitivos, mas vai muito além. Pausas para caminhar e se movimentar ajudam a reduzir dores físicas, além do estresse mental e emocional, que também podem desencadear doenças”, explicou.
Segundo Angélica, atitudes simples, como manter a postura correta ao sentar e respeitar pausas durante a jornada, ajudam a prevenir fadiga, dores crônicas e lesões por esforço repetitivo.
A programação da SIPAT segue ao longo da semana com temas que ampliam o olhar sobre saúde integral e relações no ambiente corporativo. Na terça-feira, o especialista Danillo Leal Marinho Vieira ministra a palestra “Burnout – a mente responde”. Na quarta-feira, o clínico, intensivista e diretor-geral do HSVP, Euler Júnior, aborda o tema “Doenças autoimunes – o corpo fala”.
Encerrando a semana, dois assuntos fundamentais entram em pauta: “Assédio Moral – o respeito é fundamental”, com Danielle Lontra, coordenadora de corregedoria do IgesDF, e “Comunicação – as relações impactam”, conduzida pela Assessoria de Comunicação da instituição.
De acordo com a organização, palestras voltadas à prevenção de acidentes são ferramentas essenciais para fortalecer a cultura de segurança no trabalho. De acordo com a organização, ações preventivas ajudam a fortalecer hábitos mais seguros no ambiente de trabalho e ampliam a atenção à saúde física e emocional dos profissionais.
A expectativa do IgesDF é que, por meio da conscientização contínua e do engajamento dos profissionais, seja possível não apenas manter o índice de zero acidentes, mas também consolidar um ambiente de trabalho cada vez mais seguro e equilibrado.
CRÉDITOS:
Foto: Divulgação/IgesDF
Matéria: Adriana Nasser
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Mulheres incriveis

Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer

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Alerta é da psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

As campanhas do Outubro Rosa são tradicionalmente marcadas por informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Mas existe outra dimensão menos falada: quando o tratamento termina, o medo de a doenças voltar assombra muitas mulheres.

“Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam que a vida volte ao normal, a mulher pode continuar convivendo com medos, inseguranças e transformações que não desaparecem com o fim do tratamento”, escreve, em artigo, a psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira.

 

 

 

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Psicóloga Laís Mutuberria Vieira diz que pacientes precisam também de apoio emocional – Foto Laís Mutuberria Vieira/ Arquivo Pessoal

A especialista explica que, durante meses, a mulher enfrenta nova rotina com hospital, médicos, exames. “Consultas e pessoas sempre por perto, acompanhando sua saúde. Quando a quimioterapia e a radioterapia terminam, esse contato diminui e começa nova etapa. Uma etapa cheia de incertezas, de medo de a doença voltar e de transformação na própria vida”, afirma Laís à Agência Brasil.

De acordo com ela, assim como o acompanhamento médico continua importante, o suporte emocional também pode precisar permanecer, respeitando o ritmo de cada mulher e ajudando-a a reconstruir a confiança na própria vida, mesmo sem a possibilidade de eliminar todas as incertezas.

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“A última sessão de quimioterapia ou radioterapia pode marcar o fim de um tratamento, mas não o cuidado com essa mulher, que ainda precisa continuar”.

Segundo a psicóloga, muitos familiares e amigos se afastam para voltar à rotina normal e a mulher, temendo a recidiva da doença, fica marcada pelo medo da solidão.

“Os exames de acompanhamento podem despertar medo, qualquer alteração ou dor pode ser interpretada como reincidência da doença. Essa mulher ainda precisa de apoio”, diz Laís.

Ela lembra que muitas pacientes continuam usando medicação por até cinco anos e sentem fadiga, além de outros efeitos desse tratamento de acompanhamento. “O corpo dessa mulher mudou. Ela tem cicatriz, às vezes perdeu uma mama, ganhou uma nova mama que ela ainda não se identifica. A sexualidade pode mudar, assim como a intimidade com o parceiro e a própria disposição diminui par atividades diárias e para a vida sexual”, afirma.

“Essas mudanças podem afetar a autoestima, o desejo, a sensação de atratividade e a forma como essa mulher se reconhece no espelho, repercutindo também em dimensões mais amplas da sexualidade, como o toque, a espontaneidade, a confiança e a disponibilidade para o vínculo íntimo”, acrescenta.

Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, com atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca), lembra que o câncer de mama ainda é uma doença com muitos estigmas. Até hoje, na prática clínica, ela diz que a doença ainda é vista como uma sentença de morte, que traz muitas dúvidas e medo de como será a evolução e do que a paciente terá que enfrentar diante do diagnóstico.

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Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

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“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

 

 

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Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

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Após o fim do tratamento do câncer, Josiane continua o acompanhamento médico. “O tratamento pode terminar, mas o medo nem sempre termina junto. Até hoje, numa consulta de rotina, num exame, eu entro em pânico. Parece que volta tudo o que eu vivi. As pessoas que passam por um câncer deveriam ter um cuidado no pós-tratamento. Existe vida depois do câncer, mas essa vida precisa ser reconstruída”, completa Josiane.

Segundo a estimativa do Inca para este ano, o tumor mais incidente entre as mulheres é o de mama, com 30% dos casos. O número estimado de casos novos da doença no Brasil, para cada ano do triênio de 2026 a 2028, é de 78.610 casos, com risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres.

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