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Prêmio Potências exalta a força da voz negra e homenageia o cantor Péricles

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Potência Experience. Crédito: Jordan Vilas

Evento que será realizado em novembro celebra os 40 anos de carreira do cantor e reforça seu papel como símbolo da ancestralidade e da resistência negra no Brasil

Péricles e Julio Beltrão. Crédito: Jordan Vilas

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Com o tema “A celebração da voz negra”, o Prêmio Potências deste ano reforça seu papel como a maior exaltação da cultura negra no Brasil. A edição de 2025 presta uma homenagem especial a um dos maiores nomes da música brasileira: Péricles, que celebra 40 anos de uma trajetória marcada por talento, resistência e representatividade.
Voltado à valorização de pessoas pretas que impactam e transformam o mercado, o Prêmio acontecerá em 24 de novembro, na imponente Sala São Paulo, com realização do Ministério da Cultura. A noite promete ser um marco de reconhecimento, emoção e orgulho coletivo. Após bater recordes de patrocínio em 2024, o Potências reafirma sua missão de amplificar vozes negras e promover pluralidade, inclusão e visibilidade no cenário nacional.
O grande homenageado da edição, Péricles, é reconhecido como o rei da voz e por sua contribuição inestimável à cultura brasileira. Mais do que um artista, é símbolo vivo da potência da voz negra que emociona e transforma.
“Neste ano, celebramos a voz negra como instrumento de força, potência e transformação. E ninguém representa melhor essa essência do que o rei da voz, Péricles, um artista que há quatro décadas ecoa ancestralidade e resistência por meio de sua arte”, afirma Julio Beltrão, CEO do Prêmio Potências.
“Ser homenageado no Prêmio Potências é uma vitória gigantesca. Tem um impacto imenso não só pra mim, mas pra todos que vieram comigo nessa caminhada. O que a gente planta com verdade chega longe, e eu sigo muito feliz por poder usar a minha voz para dar voz a tantos outros. Com quase 40 anos de trajetória, me sinto como se estivesse apenas começando. Momentos como esse renovam a força e fazem a gente comemorar cada conquista como se fosse a primeira.” comenta Péricles.

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Produzido pela Mynd, o Prêmio Potências vai além de uma premiação, é um movimento de valorização da cultura negra em vida. A cada edição, personalidades são reconhecidas não apenas por suas trajetórias, mas pelo impacto real que promovem na sociedade. O evento também atua como plataforma de visibilidade para carreiras negras e fortalecimento de narrativas historicamente invisibilizadas.

“Nosso compromisso é com a valorização da cultura negra em sua pluralidade. O Potências é um espaço de consagração e também de futuro, onde talentos são reconhecidos, histórias são contadas e novas possibilidades são criadas”, reforça Beltrão.
Potência Experience. Crédito: Jordan Vilas

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Na edição anterior, realizada em 2024 no Teatro Santander, em São Paulo, o Prêmio Potências teve como grande homenageada a cantora Ludmilla. Um dos destaques da noite foi o reconhecimento de lideranças negras no mercado, com categorias como Liderança Negra, que premiou Débora Moura, do Grupo Dreamers; Potência Jovem, com Luiza Vidal, da Droga5; e Profissional do Ano, entregue a Thaís Soares, da Ambev. A cerimônia contou com apresentação de Preta Gil, Thiago Oliveira e Rita Batista, além de performances marcantes de Liniker, Duquesa e da icônica Erykah Badu. Foram premiadas personalidades como Xamã, Preto Zezé, Bia Souza, Juan Paiva e Rebeca Andrade, em um total de 14 categorias. O evento também bateu recorde de patrocínio, com 15 marcas envolvidas, reafirmando sua força e relevância no mercado.

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Com curadoria afiada e uma programação que mistura arte, emoção e relevância social, o Prêmio Potências se consolida como o maior espaço de celebração da cultura negra no país, reconhecendo nomes fundamentais da cultura brasileira e impulsionando os protagonistas do agora e do futuro.

Sobre o Prêmio Potências

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Criado por Julio Beltrão, o Prêmio Potências é uma celebração anual que reconhece, homenageia e impulsiona personalidades negras que transformam o Brasil por meio da arte, cultura, comunicação, empreendedorismo e inovação. Com edições marcadas por homenagens em vida e pelo fortalecimento da representatividade negra, o evento se firmou como o mais importante espaço de valorização e celebração da cultura negra no país.

Sobre a Mynd:

Dos sócios Fátima Pissarra, Preta Gil, Carlos Scappini e Marcus Buaiz, a Mynd é a maior agência de marketing de influência e entretenimento da América Latina. Ela auxilia empresas e agências na identificação de oportunidades, planejamento de estratégias e execução de projetos publicitários, unindo música, entretenimento, artistas e influenciadores. Também conta com um casting exclusivo, composto por mais de 400 grandes nomes do cenário nacional e internacional, e atua com gestão de imagem e desenvolvimento de estratégias individuais dos artistas, identificando oportunidades no mercado publicitário com marcas que tenham fit com os perfis. Em 2025, ela completa oito anos no mercado.

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Mynd – Melina Tavares Comunicação

Ana Carolina Merencia –anacarolina@melinatavares.com.br

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Mariana Neves – mariana@melinatavares.com.br

Julia Prado –julia@melinatavares.com.br

Liliane Cavalcante –liliane@melinatavares.com.br

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Melina Tavares –melina@melinatavares.com.br

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Curiosidades

Populações de espécies selvagens diminuem 2,5% a cada ano no mundo

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Relatório do WWF avaliou vertebrados ao longo de 52 anos
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram em média 73% em 52 nos, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).

Entre os anos de 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheram em média 2,5% ao ano.

O estudo produzido é pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) para o WWF Internacional.

Segundo Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, a análise trazida pelo relatório deixa claro que os sistemas que impulsionaram o crescimento econômico estão acelerando a degradação da natureza a uma taxa sem precedentes.

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“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”

Os dados trazidos pelo relatório fazem parte do Índice Planeta Vivo (IPV), que mede a mudança média no tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitorados ao longo de 52 anos.

Na prática, a medição se refere à abundância das populações dessas espécies e não ao número absoluto de indivíduos. As mudanças são observadas tanto em populações com muitos indivíduos, quanto em populações com poucos indivíduos.

Ecossistemas

O IPV é calculado pela média de outros três indicadores: o Índice Marinho, que mede a mudança na abundância de espécies no oceano; o Índice Terrestre, que inclui espécies de diferentes habitats, como florestas, desertos e campos; e o Índice de Água Doce que mede populações em rios e lagos.

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O Índice de Água Doce foi o que apresentou maior declínio: 85% em 52 anos, o que equivale a uma média de 3,6% por ano. De acordo com os pesquisadores, as espécies de água doce enfrentam uma ampla gama de ameaças observadas nas bacias hidrográficas.

“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”, destaca o relatório.

O Índice Terrestre registrou declínio de 69% no período de análise, com média anual de 2,3%. Já o Índice Marinho registrou uma mudança negativa de 59% nas populações dos oceanos, com média anual de 1,7%.

Regionalidade

Além da variação nas tendências por ecossistemas, os pesquisadores também observaram diferença nos percentuais de declínio das populações por região geográfica, que aparecem no estudo conforme a classificação da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos:

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  • América Latina e Caribe: 95% de declínio das populações de animais silvestres;
  • África: 80%;
  • Europa e Ásia Central: 23%;
  • América do Norte: 28%; e
  • Ásia e Região do Pacífico: 49%

Segundo o diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, os índices refletem um recorte de 52 anos analisados e traduzem também, além da capacidade de monitoramento das regiões, o momento analisado.

“Na América do Norte, por exemplo, o declínio ocorrido até os anos 1970 foram intensos refletindo uma desaceleração nos anos seguintes”, explica.

Novos dados

O relatório não traz dados comparativos com as edições anteriores devido ao acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas.

Um exemplo foi o acréscimo de dados sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de dados referentes a 669 populações no relatório atual, em comparação com a última publicação, de 2024.

Por outro lado, foram analisados indicadores adicionais que trazem outros aspectos que reforçam a ocorrência do declínio da biodiversidade em escala global. São eles as mudanças no risco de extinção e na própria extinção de espécies, além de transformações na integridade da biodiversidade.

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Impactos

A análise de todos esses aspectos demonstra como a perda de populações de espécies se traduzem em ameaças à estabilidade econômica, à segurança geopolítica e ao bem-estar humano.

“A estrutura da vida que sustenta a nossa prosperidade está se desfazendo a um ritmo sem precedentes, impulsionando o aumento da desigualdade”, destaca o relatório.

Cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em trabalhos que dependem de alguma forma da natureza e que são impactados diretamente por essa diminuição das populações de espécies.

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Conservação

Por outro lado, o relatório aponta que a humanidade já conhece os caminhos para uma mudança transformadora, capaz de frear e até reverter esse declínio.

Os esforços de conservação também resultaram na estabilidade ou crescimento de metade das populações monitoradas pelo Índice Planeta Vivo.

No Brasil, por exemplo, a população de onças pintadas na Mata Atlântica cresceu 280%, de 2019 a 2025, após uma ação coordenada com vários parceiros: governo, terceiro setor e produtores locais.

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No aspecto global, em 2025, a tartaruga-verde tornou-se a primeira tartaruga marinha a passar de Ameaçada para Pouco Preocupante, após 50 anos de trabalho em mais de 80 países de desova.

Para a especialista em Conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. E o Brasil tem condições de reverter as perdas ocorridas em seu território.

“Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade”, diz.

Líderes globais voltam a debater caminhos para implementação mais rápida de ações e investimentos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17) no dia 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.

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Ponto de inflexão positivo

Como contribuição para os debates, o relatório propõe o conceito de ponto de inflexão positivo. Apresentado em uma pesquisa da Universidade de Exeter, na Inglaterra, o conceito se refere ao momento em que um sistema passa para uma condição melhor e a mudança começa a se reforçar, tornando-se mais rápida, mais barata e mais difícil de ser revertida.

“A possibilidade de construir um futuro diferente está diminuindo, mas continua aberta. Transformar sistemas complexos na velocidade e na escala necessárias não será fácil. Ao desencadear pontos de inflexão positivos, porém, isso pode acontecer mais rapidamente do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.

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