Politica
DF fortalece vigilância epidemiológica hospitalar contra surtos e epidemias
Parceria entre Secretaria de Saúde e Escola de Governo assegura uma formação especializada aos servidores. Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF
Parceria entre Secretaria de Saúde e Escola de Governo prepara servidores da rede pública
O Distrito Federal fortaleceu a vigilância epidemiológica hospitalar para responder a surtos, epidemias e eventos inusitados, como a chegada de doenças raras ou condições causadas por questões climáticas. Quase 20 servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) concluíram, nesta quinta-feira (21), o Curso de Elaboração de Comunicados Epidemiológicos. A iniciativa, realizada em parceria com a Escola de Governo (EGov), busca aprimorar o trabalho da Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Distrito Federal (Reveh-DF). A solenidade de encerramento ocorreu no campus do Centro Universitário UDF, na Asa Sul.
A enfermeira Fernanda Cristina de Freitas destaca a praticidade da formação. Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF
Ao longo de três meses, os servidores foram treinados sobre o registro de dados de doenças, análise das estatísticas e elaboração de documentos que servem de alerta para a detecção de alguma nova doença ou de aumento do número de casos. “Muito mais que um aprendizado, esse curso traz a resposta a uma demanda da sociedade”, afirma o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos.
Lotados em hospitais da rede da SES-DF, os profissionais capacitados terão a responsabilidade de coletar dados sobre doenças, fazer a análise dos levantamentos e, de forma conjunta, elaborar boletins epidemiológicos. Esses documentos auxiliam gestores a tomar medidas em casos de surtos ou epidemias, por exemplo.
Entre os 18 participantes, a enfermeira Fernanda Cristina de Freitas destaca a praticidade da formação, que abordou desde a coleta de dados até a elaboração de boletins epidemiológicos. “Esse curso me deu um preparo melhor sobre como utilizar os dados de forma prática”, explica. Em 2025, ela estará na linha de frente do monitoramento das doenças respiratórias infantis no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), onde é lotada.
O representante da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh) do Ministério da Saúde, Silvanei Gonçalves, ressalta que o trabalho realizado na capital federal serve de exemplo para os estados. “O DF é protagonista, é a vanguarda na vigilância”, diz.
Formação
A diretora executiva da EGov, Juliana Tolentino, esteve presente na cerimônia de encerramento do curso e destacou a capacidade do Governo do Distrito Federal de qualificar servidores conforme as necessidades. “Hoje nós conseguimos fechar cursos e turmas bem específicas, para que possamos atender cada vez melhor a população”, comemora.
Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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