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Politica

Hospital Regional de Santa Maria promove 1º Simpósio sobre a menopausa

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Evento destacou a importância do cuidado integral e do diálogo aberto sobre esta etapa natural da vida da mulher
Por Talita Motta
Com o objetivo de promover informação de qualidade e acolhimento, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizou, nesta segunda-feira (20), o 1º Simpósio Multiprofissional sobre a Menopausa, em alusão ao Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro. O evento reuniu profissionais de saúde e o público interessado em debater uma fase natural da vida da mulher que ainda é cercada de tabus e desinformação.
“Nós criamos este momento para ampliar o diálogo, oferecer orientação baseada em evidências e acolher quem vive ou acompanha essa transição”, explica Luciana Gomes, gerente multiprofissional do HRSM e idealizadora do evento.
Realizado no auditório da unidade, o encontro reforçou a importância de uma abordagem integral e humanizada, que vá além do tratamento dos sintomas, considerando corpo, mente e emoções. A assistente administrativa Ieda Soares, do Núcleo de Regulação Cirúrgica (NURCH), compartilhou a sua experiência.
“Entrei na menopausa há 10 anos. No início achei que seria um alívio, mas vieram outros desafios: cansaço, dificuldade de concentração e mudanças no corpo. É uma fase em que você precisa se conhecer de verdade e buscar orientação médica adequada”, relata.
Perspectiva multiprofissional
A programação contou com a participação de ginecologistas, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogas, que compartilharam orientações práticas e científicas sobre a menopausa.
 
As médicas Mirna Mourão, Noele D’Ávila e Raíssa Miranda abordaram aspectos hormonais, diagnóstico, manejo terapêutico, avanços científicos e mitos ainda existentes sobre o tema.
A nutricionista Laryssa Paz destacou o papel da alimentação equilibrada e dos hábitos saudáveis na redução dos sintomas e na prevenção de complicações, como osteoporose e alterações metabólicas.
Já a fisioterapeuta Giovanna Cassaro apresentou estratégias voltadas ao fortalecimento muscular e à saúde do assoalho pélvico, enfatizando o papel da atividade física no bem-estar feminino.
Encerrando as apresentações, a psicóloga Elaine Barbosa falou sobre o impacto emocional da menopausa, reforçando a importância do autocuidado, da autoestima e da ressignificação dessa etapa.
Menopausa como pauta de saúde pública
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de mulheres estarão na fase pós-menopausa até 2030, o que torna o tema uma questão de saúde pública que exige preparo técnico, sensibilidade e atuação multiprofissional.
A gerente multiprofissional do IgesDF, Luciana Gomes, encerrou o simpósio ressaltando o papel do HRSM na promoção da saúde e do bem-estar feminino.
“Nosso compromisso é promover qualidade de vida, autonomia e bem-estar, acolhendo com empatia e agindo com base na ciência”, afirmou.
O simpósio marcou o início de novas reflexões sobre a saúde da mulher, estimulando práticas integradas e fortalecendo o trabalho multiprofissional. Para ampliar o acesso ao conteúdo, a atividade também foi transmitida pelo YouTube do IgesDF.
Assessoria de Comunicação

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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