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Saúde

Diabetes gestacional exige diagnóstico precoce para proteger mãe e bebê

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Hospital Regional de Santa Maria acompanha gestantes de alto risco e reforça a importância do pré-natal para evitar complicações da doença
Por Talita Motta
Encerrando a série de orientações em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta semana, especialistas chamam atenção para um tipo da doença que exige acompanhamento ainda mais cuidadoso: o diabetes gestacional. A condição pode surgir durante a gravidez, muitas vezes sem provocar sintomas, e aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê quando não é identificada e tratada precocemente.
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação. Por isso, manter o acompanhamento médico e realizar todos os exames recomendados é fundamental para identificar precocemente alterações nos níveis de glicose e iniciar o tratamento quando necessário.
Embora muitas gestantes não apresentem sintomas, algumas podem perceber sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço intenso, visão embaçada, tonturas e inchaço.
Ana Caroline da Silva faz parte dessa estatística. Na quarta gestação, foi a primeira vez que recebeu o diagnóstico, aos sete meses de gravidez.
“Comecei a inchar muito e sentir tonturas. Procurei atendimento médico e, no exame da curva glicêmica, o resultado veio alterado”, relata.
Moradora do Pedregal (GO), Ana Caroline está internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência no atendimento a gestantes de alto risco da região Sul do Distrito Federal e Entorno. Ela permanece sob os cuidados da equipe médica, que avalia a melhor conduta para o caso.
A ginecologista e obstetra do pré-natal de alto risco da unidade, Ana Carolina Ramiro, alerta que manter os níveis de glicose elevados durante a gestação pode comprometer a saúde da mãe e do bebê.
“Os bebês podem sofrer com a redução da oxigenação ainda dentro do útero. Em situações mais graves, infelizmente, há risco de morte fetal. Além disso, essas mulheres têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida”, explica.
Segundo a especialista, o diabetes gestacional ocorre principalmente devido à ação de hormônios produzidos pela placenta, que aumentam a resistência à insulina durante a gravidez. Como consequência, o pâncreas precisa trabalhar mais para manter o equilíbrio da glicose no organismo. Em algumas mulheres, porém, essa compensação não acontece de forma suficiente, provocando o aumento do açúcar no sangue.
O diagnóstico pode ser realizado por meio da glicemia de jejum ainda no primeiro trimestre da gestação ou entre a 24ª e a 28ª semana, com a realização do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como exame da curva glicêmica.
Hábitos saudáveis ajudam na prevenção
Embora possa acometer qualquer gestante, algumas mulheres apresentam maior predisposição para desenvolver diabetes gestacional. Entre os principais fatores de risco estão idade materna avançada, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, hipertensão durante a gravidez, síndrome dos ovários policísticos e gestação múltipla.
Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos e contribui para uma gravidez mais segura.
“Atividades como caminhada, hidroginástica ou dança podem fazer toda a diferença durante a gestação. Também é importante manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de açúcar, dormir bem, controlar o estresse e comparecer a todas as consultas do pré-natal. São cuidados simples que ajudam a proteger a saúde da mãe e do bebê”, orienta Ana Carolina.
Atendimento especializado para gestantes de alto risco
Para garantir esse cuidado, o ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realiza diariamente atendimentos voltados ao pré-natal de alto risco.
O acesso ao serviço tem início nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames especializados. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que organiza o acesso às vagas disponíveis.
Segundo a ginecologista e obstetra Ana Carolina Ramiro, o diabetes gestacional costuma regredir após o parto.
“Mesmo assim, essas mulheres devem manter acompanhamento médico, porque apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. O seguimento no pós-parto é fundamental para monitorar a glicemia, identificar precocemente possíveis alterações e adotar medidas que contribuam para a manutenção da saúde da mãe”, orienta.
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Saúde

Como doar e receber nos bancos de leite humano do DF

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Rede conta com 14 bancos de leite e seis postos de coleta; doadoras podem receber orientação especializada e solicitar coleta domiciliar

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

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A Rede de Bancos de Leite Humano do DF presta atendimento às famílias e viabiliza a doação de leite para recém-nascidos internados que necessitam do alimento. Além de realizarem a coleta, o processamento e a distribuição do leite doado, os bancos de leite humano atuam no fornecimento de orientações sobre amamentação. As equipes auxiliam mulheres em situações como ingurgitamento mamário, fissuras nos seios e dificuldades na pega do bebê, colaborando para a manutenção do aleitamento.

O DF conta com 14 bancos de leite humano e seis postos de coleta nas unidades públicas e suplementares. O leite pasteurizado é destinado prioritariamente a recém-nascidos internados, especialmente prematuros, de baixo peso ou com condições clínicas graves, segundo critérios técnicos das equipes neonatais.

Quem pode doar

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A doação pode ser feita por mulheres que estejam amamentando, produzam leite além da necessidade do filho e apresentem boas condições de saúde. É necessário não utilizar medicamentos ou substâncias incompatíveis com a doação e preencher os critérios do cadastro da equipe técnica.

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O cadastramento pode ser realizado no banco de leite humano mais próximo, pelo telefone 160 (opção 4), pelo site ou pelo portal. Nesses canais estão disponíveis informações sobre documentos necessários, endereços e horários de funcionamento.

 

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Coleta domiciliar

Após o cadastro, é possível solicitar a coleta domiciliar. O serviço é organizado por região e disponibilidade de atendimento. Os bancos de leite disponibilizam gratuitamente os frascos de vidro esterilizados e as instruções para retirada, armazenamento e conservação. A orientação inclui higienização das mãos, proteção de cabelos, nariz e boca, uso de recipientes esterilizados e identificação de cada frasco com o nome da doadora, data e horário da extração. O leite precisa ser congelado imediatamente após a coleta.

Após o recolhimento, o material é transportado sob controle de temperatura e passa por etapas de seleção, classificação, análises físico-químicas e microbiológicas, pasteurização e reavaliação antes da liberação, conforme os protocolos exigidos.

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