Prevenção
Saúde
Meningite: Distrito Federal não apresenta surto da doença
Casos registrados se encontram dentro do padrão e são monitorados continuamente; vacina é a melhor forma de prevenção
Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia
Não há surto de meningite no Distrito Federal. Até meados de julho, foram registrados dois óbitos de crianças na faixa etária de 1 a 4 anos e os casos notificados estão dentro do padrão, sendo monitorados continuamente pela Vigilância Epidemiológica.
Cada caso notificado é investigado individualmente para identificar o agente causador, avaliar a necessidade de prevenção, controlar e adotar, quando necessárias, ações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde.
A meningite é uma doença que atua como um processo inflamatório, atingindo as meninges — membranas que envolvem o cérebro — e a medula espinhal. Os sintomas mais comuns são febre, cefaleia intensa (dor de cabeça), vômitos, confusão ou alteração mental, aumento da sensibilidade à luz, convulsões, rigidez na nuca e erupções cutâneas.
A melhor forma de prevenir a doença é manter o calendário vacinal atualizado, especialmente das vacinas que protegem contra os principais agentes causadores da meningite bacteriana, além de procurar atendimento médico imediatamente a qualquer sinal de sintomas.
Atualmente, o esquema vacinal de rotina inclui o imunizante em duas doses e uma de reforço, sendo: a primeira dose (D1), aos três meses; a segunda (D2), aos cinco meses — ambas da meningocócica C. Na dose de reforço — aos 12 meses — está sendo aplicada a vacina ACWY.
Nos adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação é administrar o imunizante em dose única para os nunca vacinados com meningocócica C/ACWY ou como reforço para aqueles que apresentem pelo menos uma dose da meningocócica C/ACWY.
A vacina está disponível em mais de 170 unidades básicas de saúde (UBS) distribuídas pelo DF.
Saúde
Central monitora hospitais e UPAs 24 horas por dia e ajuda a identificar situações de risco
Além de acompanhar a rede em tempo real, estrutura agiliza o acionamento das equipes de segurança
Por
Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
De uma única sala, profissionais acompanham, em tempo real, o movimento de hospitais e UPAs espalhados pelo Distrito Federal. Quando algo foge da rotina, as imagens ajudam a identificar o que está acontecendo e a orientar a equipe que precisa agir no local. Essa operação funciona dia e noite.
A central de monitoramento funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e acompanha o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Hospital do Sol Nascente e as 13 unidades de pronto atendimento (UPAs).
Enquanto pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais circulam pelas unidades, os operadores observam nas telas entradas e saídas, áreas internas e externas e movimentações que fogem da rotina. Conflitos, aglomerações, acessos indevidos, furtos, quedas e outras situações de risco estão entre as ocorrências que podem ser identificadas durante o acompanhamento.
Monitoramento que não para
Quando alguma movimentação chama a atenção, o operador verifica as imagens para entender o que está acontecendo. Confirmada a necessidade de intervenção, a informação é repassada à segurança ou à equipe da própria unidade. A central consegue indicar o local da ocorrência, o que foi identificado e, quando as imagens permitem, até a direção em que uma pessoa está se deslocando. O acompanhamento não termina com o acionamento.
O objetivo é permitir que os profissionais cheguem ao local e verifiquem a situação antes que ela evolua para algo mais grave. Para preservar as pessoas envolvidas e a segurança da operação, outros detalhes da ocorrência não são divulgados.
É justamente a atenção ao que foge da rotina que faz parte do dia a dia de quem trabalha diante das telas. A central não substitui os profissionais que estão nas unidades. Ela amplia o campo de visão das equipes e ajuda a fazer com que a informação chegue mais rapidamente a quem precisa agir. O sistema integra o trabalho de segurança das unidades e funciona de forma ininterrupta.
Integração com a segurança pública
A tecnologia também auxilia nesse trabalho. O sistema dispõe de recursos de inteligência artificial capazes de identificar determinadas situações e emitir alertas. Mas a decisão não fica a cargo da máquina. Antes de qualquer encaminhamento, o que aparece nas telas é analisado por um profissional.
A estrutura acompanha ainda recursos utilizados para controlar a entrada e a circulação de pessoas em áreas específicas das unidades, como catracas eletrônicas e identificação facial.
O trabalho também conta com integração com a segurança pública do Distrito Federal. A conexão facilita a comunicação quando uma ocorrência exige esse tipo de atuação. Na prática, as informações identificadas pela central podem contribuir para uma resposta mais ágil em situações de maior gravidade.
O acesso às imagens é restrito a profissionais autorizados e segue regras de segurança, confidencialidade e proteção de dados. Quando uma gravação é solicitada pela polícia, pelo Ministério Público ou pela Justiça, o fornecimento obedece aos procedimentos formais previstos para cada situação.
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