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Ação de acolhimento da população em situação de rua ocorre no Plano Piloto e Ceilândia nesta quarta-feira

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Abordagem está prevista para passar por 19 pontos das regiões administrativas

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Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia

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Nesta quarta (5), a partir das 9h, servidores estarão no Plano Piloto e em Ceilândia para oferecer acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua que quiserem ajuda.

Após o atendimento, os pertences serão transportados ao endereço indicado por eles ou, caso não haja um ponto fixo, os objetos pessoais serão levados ao depósito (SIA Trecho 4, lotes 1380/1420), para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável.

A divulgação das ações de acolhimento segue o que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976.

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A decisão determina que o Poder Executivo Distrital divulgue “previamente o dia, o horário e o local das ações de zeladoria urbana nos seus respectivos sites” e que preste “informações claras sobre a destinação de bens porventura apreendidos, o local de armazenamento dos itens e o procedimento de recuperação do bem”.

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Pontos de ação para quarta (5) no Plano Piloto:

 

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1. Proximidades da Torre de TV;

2. Torre de TV, subsolo;

3. Setor Comercial Sul;

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4. Eixo Rodoviário Sul (Eixão) na altura da SQS 102, SQS 107, SQS 109 e SQS 211;

5. Contêiner de lixo – SCR 516, edifício Jardim Tropical;

6. Entre as quadras 114/115 Sul;

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7. Centro POP, 903 Sul;

8. SHIGS 703/704, praça Galdino Jesus dos Santos;

9. Via W5 e W4 Sul, extensão da 902 à 905 e 702 à 705;

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10. Buraco do Rato;

11. SQS 313, ao lado do parquinho de areia.

Pontos de ação em Ceilândia:

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1. Extensão da QNN 11;

2. QNN 13;

3. QNN 03, em frente aos conjuntos O e P, na cerca do metrô;

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4. QNN 1, canteiro central da Avenida Hélio Prates;

5. QNN 01/03, Bloco D, lojas 03 e 04;

6. Próximo à UBS 10;

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7. QNP 1, área verde próxima à Feira do Produtor;

8. QNN 37/QNN 29, fundos do IESB.

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Cultura

Espetáculo leva a escolas de Sobradinho reflexão sobre violência doméstica e feminicídio

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“Os Sapatos que Atravessam a Rua” transforma objetos cotidianos em memória, poesia e instrumento de conscientização para estudantes da rede pública

Um par de sapatos esquecido em uma prateleira torna-se o ponto de partida para falar sobre uma ausência definitiva. Em “Os Sapatos que Atravessam a Rua”, a delicadeza da linguagem teatral encontra a urgência do enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, em uma montagem voltada a estudantes da rede pública de ensino de Sobradinho. Serão seis apresentações: três no Centro de Ensino Médio 02 de Sobradinho (CEM 02), em 06 de agosto, e três no Centro de Ensino Fundamental 01 de Sobradinho (CEF 01), em 20 de agosto. O espetáculo é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Escrito e dirigido por Áurea Liz, o espetáculo tem como protagonista Mió, uma sapateira de 65 anos interpretada por Gelly Saigg. Ela herdou do pai o ofício e uma pequena banca de consertos diante de uma pista movimentada. Enquanto observa as pessoas atravessarem a rua para deixar seus calçados, Mió percebe que cada par carrega uma história. Um deles, porém, permanece esquecido. Sua dona nunca voltou para buscá-lo.

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A partir dessa ausência, a dramaturgia revela a história de uma mulher vítima de feminicídio. Sem recorrer ao sensacionalismo, a peça utiliza o silêncio, a memória, os objetos cotidianos e a presença da personagem para provocar identificação, escuta e reflexão.

Ao final de cada sessão, será realizada uma roda de conversa sobre violência doméstica, redes de apoio, abandono e envelhecimento, aproximando a experiência artística da realidade dos jovens.

Mais do que apresentar uma obra teatral, a proposta busca criar um espaço protegido de diálogo. Como explica a atriz Gelly Saigg, proponente do projeto, ao colocar o tema em cena, o projeto contribui para que estudantes reconheçam diferentes formas de violência, compreendam a importância do acolhimento e conheçam caminhos possíveis para romper ciclos de silêncio.

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Arte como espaço de escuta

Na montagem, a banca de Mió deixa de ser apenas um lugar de conserto de sapatos. Ela se transforma em território de cuidado, resistência e preservação de histórias. Atravessar a rua, nesse contexto, representa também a disposição de olhar para o outro e ouvir aquilo que, muitas vezes, permanece escondido.

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A iniciativa parte do entendimento de que a cultura pode desempenhar um papel importante na prevenção da violência. Ao tratar o feminicídio por meio de uma narrativa simbólica e sensível, o espetáculo cria condições para que um assunto difícil seja discutido sem perder sua gravidade.

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Em edição anterior do projeto, o espetáculo percorreu escolas da rede pública de ensino de Samambaia, Sobradinho e Ceilândia, sempre acompanhado por rodas de conversa com os estudantes e equipes pedagógicas. As apresentações despertaram reflexões profundas e estimularam a participação do público, que frequentemente permanecia após o encerramento para compartilhar experiências, dúvidas e percepções sobre os temas abordados.

Como esperado, a peça abriu portas para o diálogo. Muitos jovens encontraram naquele momento um espaço seguro para falar, ouvir e refletir sobre situações que, muitas vezes, permanecem em silêncio. Isso reforça o papel da arte como instrumento de educação, escuta e transformação“, afirma Moara Barbosa, produtora executiva do projeto. A repercussão positiva e o envolvimento das comunidades escolares reforçaram a importância de ampliar a circulação do espetáculo e de fortalecer ações que promovam o diálogo e a formação cidadã no ambiente escolar.

A realização destinada à comunidade escolar também reforça o compromisso do projeto com a descentralização cultural, ao levar uma obra de relevância artística e social a estudantes de Sobradinho.

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Reconhecimento

Além do impacto junto às comunidades escolares, “Os Sapatos que Atravessam a Rua” também coleciona reconhecimento no cenário cultural do Distrito Federal. A montagem esteve entre as vencedoras da 3ª edição do FestCaras, competição de esquetes realizada no Gama com o objetivo de fortalecer as artes cênicas do DF. Em 2025, o festival reuniu 14 companhias de teatro, que concorreram em 14 categorias, destacando produções pela qualidade artística e relevância de suas propostas.

A trajetória de suas criadoras também tem recebido reconhecimento público. A dramaturga e diretora Áurea Liz foi homenageada com uma Moção de Louvor pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), durante sessão solene promovida pelo Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Distrito Federal, em parceria com a CLDF e o Sindicato dos Professores do Distrito Federal, em reconhecimento à sua contribuição para a integração entre arte, cultura e educação. Na mesma solenidade, a atriz Gelly Saigg, que interpreta a personagem Mió, também recebeu a homenagem por sua atuação no fortalecimento da cultura e da educação por meio das artes.

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Acessibilidade integrada à experiência

“Os Sapatos que Atravessam a Rua” incorpora recursos destinados a ampliar o acesso de pessoas com deficiência. O projeto prevê sessões com interpretação em Libras e audiodescrição simultânea, programas em Braille, vídeos com legendas, Libras e audiodescrição, além da possibilidade de reconhecimento tátil do cenário e dos figurinos antes das apresentações.

A acessibilidade não aparece apenas como um recurso complementar, mas como parte da concepção do projeto, permitindo que diferentes públicos tenham contato com a obra de maneira autônoma e com qualidade estética.

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Formada majoritariamente por mulheres e com a presença de profissionais com deficiência, a equipe reúne artistas e técnicos de diferentes áreas. Além de Gelly Saigg e Áurea Liz, integram a ficha técnica profissionais de produção, comunicação, música, iluminação, caracterização, Libras, audiodescrição e consultoria de acessibilidade.

As apresentações são direcionadas a estudantes e à comunidade escolar previamente mobilizada pelas instituições participantes.

Ficha técnica

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Gelly Saigg – Atriz

Áurea Liz – Dramaturgia e Direção

Moara Barbosa – Produção Executiva

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O Carcará – Coordenação Administrativa

Ale Capone – Consultoria de Acessibilidade

Patrícia Albuquerque – Interpretação em Libras

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Jane Menezes Cinema Cego – Audiodescrição

Cruziá Comunicação – Design, Gestão de Redes Sociais,

Fotografia, Captação e Edição de vídeo

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Miccael Grandis – Assistência de comunicação

Ana Luiza Aguiar – Produção de Conteúdo

Alexandra Vinagre – Caracterização e maquiagem

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Tauana Barros – Iluminação

Vitor Barbosa – Operação de som e Trilha sonora original

Pedro Barbosa – Coordenação Técnica e Trilha sonora original

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Monyelle Faria – Assistencia de Produção

Fabiana Paula – Contraregragem e assistência de produção

Charlotte Vilela – Assessoria de imprensa

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