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Greve cancelada: acordo entre rodoviários e GDF suspende greve de ônibus no DF

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  • Amanda Karolyne

Foto: Agência Brasília

A paralisação dos rodoviários foi suspensa após uma reunião do Sindicato dos Rodoviários com a Secretaria de Mobilidade e concessionárias. A negociação que aconteceu no domingo à noite garantiu a aceitação integral da contraproposta feita pela categoria. Com o acerto, os rodoviários voltam ao trabalho e o transporte público opera normalmente nesta segunda-feira.

A governadora Celina Leão comentou neste domingo no final da noite o acordo; “o domingo termina com uma excelente notícia para todos: as empresas de ônibus e o sindicato dos rodoviários chegaram a um acordo e, consequentemente, não haverá greve amanhã. Com a intermediação da Secretaria de Transporte e Mobilidade e da Procuradoria Geral do DF, e a atuação do TRT-DF, as partes chegaram a um acordo e a greve cancelada.”

A categoria conquistou as demandas pelas quais lutava, como o reajuste salarial de 8%, superando os 6% anteriormente oferecidos pelas empresas. O acordo assegurou ainda aumentos de 10% no valor do ticket e na cesta básica dos trabalhadores do sistema. O benefício do plano de saúde também foi reajustado na negociação final. A decisão revoga a paralisação geral que começaria à 0h e exigiria frota mínima sob pena de multa do TRT-DF.

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Anteriormente, a categoria iria seguir com a greve por rejeitar a proposta inicial das empresas, que oferecia apenas 6% de reajuste salarial. Diante do impasse e da promessa de greve, o Governo do Distrito Federal (GDF) acionou a Justiça do Trabalho alegando impactos no transporte público e no pleito eleitoral. Em resposta, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-DF) chegou a determinar a manutenção de 80% da frota nos horários de pico, sob pena de multa diária de até R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento, medida que perde o efeito com a consolidação do acordo.

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Bets deram à Globo em três meses mais que o governo federal em um ano de publicidade

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Não é só o futebol que vai sofrer. Segundo levantamento da Tunad, dez grandes empresas de apostas investiram R$ 327,2 milhões em televisão entre janeiro e março

Marcondes Brito

O fim da publicidade das bets ameaça provocar um rombo que vai muito além dos clubes de futebol. Somente nos três primeiros meses de 2026, as casas de apostas destinaram cerca de R$ 190 milhões à Globo, mais que os aproximadamente R$ 150 milhões recebidos pela emissora em publicidade da administração federal direta durante todo o ano de 2025.

Segundo levantamento da Tunad – uma plataforma brasileira de inteligência de mídia e moment marketing -, dez grandes empresas de apostas investiram R$ 327,2 milhões em televisão entre janeiro e março. A Globo ficou com 59% desse dinheiro. O SBT recebeu 22%, cerca de R$ 72 milhões, e a Band, 6%, aproximadamente R$ 19,6 milhões.

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No futebol, a preocupação é igualmente grande. Só entre os 20 clubes da Série A, as casas de apostas responderam por cerca de R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões das receitas comerciais em 2025. Ou seja: aproximadamente um terço.

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Mas não são apenas os clubes que terão de refazer as contas. Em 2025, as bets investiram mais de R$ 1,44 bilhão em TV, rádio e streaming, com cerca de 85% destinado à televisão aberta.

No SBT, por exemplo, foram cerca de R$ 72 milhões das bets em apenas três meses de 2026, contra R$ 45,8 milhões de publicidade federal em todo o ano de 2025. Na Band, foram R$ 19,6 milhões das apostas no trimestre, diante de R$ 24,4 milhões do governo em 12 meses.

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Os levantamentos têm metodologias e períodos diferentes e os valores federais citados não incluem a publicidade das estatais. Ainda assim, os números mostram o tamanho que as bets passaram a ocupar no mercado publicitário brasileiro.

Os clubes estão preocupados — e com razão. Mas, nos departamentos comerciais das grandes emissoras, a calculadora também deve estar em estado de alerta.

Fonte: Jornal de Brasília

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