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Cresce o interesse pelo visto EB-2 NIW entre profissionais brasileiros que querem atuar nos EUA

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Especialista em imigração destaca aumento nas solicitações e mudanças nos critérios de aprovação para o visto com dispensa por interesse nacional

O EB-2 NIW (National Interest Waiver) é um dos vistos mais procurados por brasileiros com formação avançada ou habilidades excepcionais que desejam morar e trabalhar legalmente nos Estados Unidos. A principal vantagem da categoria está na possibilidade de solicitar o green card sem depender de uma oferta de emprego formal ou de um empregador patrocinador, desde que o candidato comprove que sua atuação traz benefícios relevantes ao país.

De acordo com dados oficiais do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), o número de petições EB-2 com NIW saltou de 21.990 em 2022 para 39.810 em 2023, representando 43% de todas as solicitações dentro da categoria EB-2. Apesar da alta procura, a taxa média de aprovação caiu de 90% para 80%, refletindo um processo de análise mais criterioso por parte das autoridades. Profissionais das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática continuam com maior índice de aprovação, concentrando mais da metade das concessões em 2023.

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Petição bem estruturada é diferencial na análise consular

Segundo a advogada americana Kris Lee, sócia-gerente da LeeToledo PLLC e especialista em imigração, o aumento na concorrência exige um nível maior de preparo por parte dos candidatos. “O USCIS passou a avaliar com mais rigor o impacto nacional do trabalho do solicitante. Não basta ter um currículo forte ou publicações acadêmicas: é preciso demonstrar como o trabalho trará benefícios concretos para os Estados Unidos”, explica.

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A especialista destaca ainda a importância de apresentar evidências sólidas em cada etapa. “As petições devem conter um plano claro de atuação, recomendações, resultados mensuráveis e uma justificativa consistente sobre por que a presença daquele profissional nos EUA atende ao interesse nacional”, acrescenta. Kris também alerta para os riscos de seguir tutoriais genéricos ou contratar consultores sem licença. “Trata-se de um processo jurídico complexo que deve ser tratado com o devido cuidado”, pontua.

Visto americano como uma estratégia de posicionamento profissional

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Além de uma via legal de residência permanente, o EB-2 NIW representa uma forma de reconhecimento profissional. Muitos brasileiros que optam por essa categoria atuam em setores estratégicos, como saúde, energia, meio ambiente, educação ou inovação tecnológica. Nessas áreas, a proposta do solicitante pode não apenas justificar o pedido de green card, como também abrir portas em universidades, empresas ou projetos institucionais dentro dos Estados Unidos.

Com a procura crescente e uma análise cada vez mais técnica por parte do governo americano, o sucesso na aprovação do EB-2 NIW depende de planejamento, documentação robusta e uma estratégia jurídica consistente. “É uma oportunidade real para quem está preparado. O profissional certo, com o suporte adequado, tem grandes chances de ser aprovado mesmo sem um empregador americano”, conclui Kris Lee.

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Sobre Kris Lee

Sócia-gerente e Advogada americana da LeeToledo PLLC licenciada nos Estados Unidos, no Distrito de Columbia e no Estado de New York. Com mais de 30 anos de prática do direito, Kris se especializou em aconselhar e representar peticionários perante o USCIS e tratar de questões jurídicas de clientes perante outras agências governamentais ou tribunais federais.

 

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Sobre a Lee Toledo Law

A parceria entre o escritório Youjin Law Group e Toledo e Advogados Associados resultou agora na LeeToledo PLLC. Os principais diferenciais do novo escritório, que soma a experiência de 30 anos da Advogada Kris Lee e 18 anos do Advogado Daniel Toledo são a possibilidade de atender o cliente dentro do seu próprio território nacional, seja no Brasil, União Europeia, desde que haja acordo de reciprocidade entre a Ordem dos Advogados de Portugal e a associação de advogados do outro país europeu ou Estados Unidos. O atendimento pode ser realizado em português, inglês, espanhol e coreano. Acesse o site.

 

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Lara Comunicação

Carolina Lara
WhatsApp +55 (11) 99140-9229

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Curiosidades

Populações de espécies selvagens diminuem 2,5% a cada ano no mundo

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Relatório do WWF avaliou vertebrados ao longo de 52 anos
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram em média 73% em 52 nos, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).

Entre os anos de 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheram em média 2,5% ao ano.

O estudo produzido é pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) para o WWF Internacional.

Segundo Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, a análise trazida pelo relatório deixa claro que os sistemas que impulsionaram o crescimento econômico estão acelerando a degradação da natureza a uma taxa sem precedentes.

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“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”

Os dados trazidos pelo relatório fazem parte do Índice Planeta Vivo (IPV), que mede a mudança média no tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitorados ao longo de 52 anos.

Na prática, a medição se refere à abundância das populações dessas espécies e não ao número absoluto de indivíduos. As mudanças são observadas tanto em populações com muitos indivíduos, quanto em populações com poucos indivíduos.

Ecossistemas

O IPV é calculado pela média de outros três indicadores: o Índice Marinho, que mede a mudança na abundância de espécies no oceano; o Índice Terrestre, que inclui espécies de diferentes habitats, como florestas, desertos e campos; e o Índice de Água Doce que mede populações em rios e lagos.

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O Índice de Água Doce foi o que apresentou maior declínio: 85% em 52 anos, o que equivale a uma média de 3,6% por ano. De acordo com os pesquisadores, as espécies de água doce enfrentam uma ampla gama de ameaças observadas nas bacias hidrográficas.

“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”, destaca o relatório.

O Índice Terrestre registrou declínio de 69% no período de análise, com média anual de 2,3%. Já o Índice Marinho registrou uma mudança negativa de 59% nas populações dos oceanos, com média anual de 1,7%.

Regionalidade

Além da variação nas tendências por ecossistemas, os pesquisadores também observaram diferença nos percentuais de declínio das populações por região geográfica, que aparecem no estudo conforme a classificação da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos:

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  • América Latina e Caribe: 95% de declínio das populações de animais silvestres;
  • África: 80%;
  • Europa e Ásia Central: 23%;
  • América do Norte: 28%; e
  • Ásia e Região do Pacífico: 49%

Segundo o diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, os índices refletem um recorte de 52 anos analisados e traduzem também, além da capacidade de monitoramento das regiões, o momento analisado.

“Na América do Norte, por exemplo, o declínio ocorrido até os anos 1970 foram intensos refletindo uma desaceleração nos anos seguintes”, explica.

Novos dados

O relatório não traz dados comparativos com as edições anteriores devido ao acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas.

Um exemplo foi o acréscimo de dados sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de dados referentes a 669 populações no relatório atual, em comparação com a última publicação, de 2024.

Por outro lado, foram analisados indicadores adicionais que trazem outros aspectos que reforçam a ocorrência do declínio da biodiversidade em escala global. São eles as mudanças no risco de extinção e na própria extinção de espécies, além de transformações na integridade da biodiversidade.

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Impactos

A análise de todos esses aspectos demonstra como a perda de populações de espécies se traduzem em ameaças à estabilidade econômica, à segurança geopolítica e ao bem-estar humano.

“A estrutura da vida que sustenta a nossa prosperidade está se desfazendo a um ritmo sem precedentes, impulsionando o aumento da desigualdade”, destaca o relatório.

Cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em trabalhos que dependem de alguma forma da natureza e que são impactados diretamente por essa diminuição das populações de espécies.

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Conservação

Por outro lado, o relatório aponta que a humanidade já conhece os caminhos para uma mudança transformadora, capaz de frear e até reverter esse declínio.

Os esforços de conservação também resultaram na estabilidade ou crescimento de metade das populações monitoradas pelo Índice Planeta Vivo.

No Brasil, por exemplo, a população de onças pintadas na Mata Atlântica cresceu 280%, de 2019 a 2025, após uma ação coordenada com vários parceiros: governo, terceiro setor e produtores locais.

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No aspecto global, em 2025, a tartaruga-verde tornou-se a primeira tartaruga marinha a passar de Ameaçada para Pouco Preocupante, após 50 anos de trabalho em mais de 80 países de desova.

Para a especialista em Conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. E o Brasil tem condições de reverter as perdas ocorridas em seu território.

“Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade”, diz.

Líderes globais voltam a debater caminhos para implementação mais rápida de ações e investimentos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17) no dia 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.

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Ponto de inflexão positivo

Como contribuição para os debates, o relatório propõe o conceito de ponto de inflexão positivo. Apresentado em uma pesquisa da Universidade de Exeter, na Inglaterra, o conceito se refere ao momento em que um sistema passa para uma condição melhor e a mudança começa a se reforçar, tornando-se mais rápida, mais barata e mais difícil de ser revertida.

“A possibilidade de construir um futuro diferente está diminuindo, mas continua aberta. Transformar sistemas complexos na velocidade e na escala necessárias não será fácil. Ao desencadear pontos de inflexão positivos, porém, isso pode acontecer mais rapidamente do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.

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