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Saúde

7 entre 10 portadores de diabetes não fazem exames oculares com frequência, elevando risco de retinopatia e cegueira

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O diabetes é uma doença com uma série de problemas para a saúde, causando condições como a retinopatia diabética, que segundo o Ministério da Saúde, atinge até 39% dos portadores. A estimativa da entidade é que pessoas com  diabetes tipo 1 apresentem risco de retinopatia proliferativa maior a partir dos 20 anos – e que 90% deles terão algum grau da mesma, seja mais fraco ou avançado – enquanto no tipo 2, é observado um edema na mácula – a região central da retina – que atinge até 25% dos pacientes, após 15 anos de diagnóstico.

Os portadores de diabetes sabem da retinopatia diabética e seus riscos, mas não mantém o hábito de um acompanhamento oftalmológico.  Estudos nacionais e internacionais já apontaram que 7 entre cada 10 pessoas com a condição não fazem exames regularmente, se aproximando da cegueira, que pode ser completamente evitável por meio de análises rotineiras.

          Segundo a diretora e oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, a patologia é conhecida pelas alterações dos vasos sanguíneos nos olhos, deixando-os mais estreitos e a retina sem oxigênio e sangue suficientes para manter o adequado funcionamento na formação da visão.

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A retinopatia decorre do descontrole do diabetes, que ao longo do tempo, afeta os vasos sanguíneos, deixando-os mais frágeis. “O alerta também vale para quem tem diabetes, tratando-o ou não, com insulina”, explica.

À medida que o diabetes evolui, é possível notar  os primeiros sintomas,  envolvendo visão embaçada, turva ou dupla, a percepção de luzes piscando, halos ao redor das luzes, pontos em branco, escuros ou flutuantes no campo de visão, manchas escuras, dificuldade para perceber cores, vermelhidão ocular, pressão e dor, que quando não tratados, levam à cegueira.

          O reconhecimento é bastante simples, sendo feito com exame de fundo de olho (fundoscopia) e outros, como a tomografia de coerência óptica e a  angiofluoresceinografia. Juliana ressalta que o tratamento começa pelo controle do açúcar no sangue e as injeções intravítreas, cirurgias ou tratamentos a laser são algumas opções.

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          Uma pesquisa publicada pela Revista Oftalmológica Brasileira mostrou que 80% dos participantes, pertencentes ao Programa de Saúde da Família (PSF), não conheciam os exames necessários para diagnóstico e 65% deles nunca foram submetidos a uma fundoscopia, considerado o básico para diagnosticar a doença de maneira precoce.

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          A consulta periódica com o oftalmologista é necessária, sobretudo, porque as doenças não possuem cura e apenas cuidados e hábitos de vida saudáveis permitem o controle das condições.

Gabrielle Silva
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Saúde

Hospital de Santa Maria promove ações de segurança no trabalho

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Abril Verde mobiliza colaboradores com foco em autocuidado e prevenção no ambiente hospitalar
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) iniciou, nesta terça-feira (14), a SIPAT 2026 – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, com uma programação voltada ao cuidado com a saúde dos colaboradores e à promoção de práticas seguras no ambiente profissional, como parte do Abril Verde.
A abertura contou com apresentação musical, formação da mesa institucional e um minuto de silêncio em memória das vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A homenagem reforça o significado do dia 28 de abril, data reconhecida mundialmente pela causa.
Ao dar início à programação, a presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e chefe do Núcleo de Mobilidade (Numob), Márcia Darlene Lemos, destacou a importância de fortalecer a cultura de proteção no ambiente hospitalar. “Aqui, onde o cuidado com o outro é constante, também precisamos olhar para nós mesmos. Segurança no trabalho é resultado de atitudes diárias, do uso correto dos equipamentos e de um compromisso coletivo”, afirma.
A fala foi reforçada pela gestão da unidade. O superintendente do HRSM, Diêgo Figueiredo, convidou os colaboradores a aproveitarem o momento como oportunidade de troca e aprendizado. “A prevenção não é responsabilidade de um setor específico, mas de todos nós. Que este momento gere reflexões e ideias que possam ser levadas para a rotina e compartilhadas com as equipes”, pontua.
Na mesma linha, a engenheira de Segurança do Trabalho do HRSM, Alessia Pereira da Silva, destacou que atitudes do dia a dia fazem a diferença. Segundo ela, seguir procedimentos, utilizar corretamente os equipamentos de proteção e respeitar os próprios limites são medidas essenciais para evitar acidentes. “A segurança é construída no cotidiano, com responsabilidade compartilhada. Cuidar de si também é reconhecer quando é hora de pedir ajuda”, reforça.
Programação diversificada
Com foco na prevenção e no bem-estar, a programação reúne temas atuais e essenciais para o dia a dia dos profissionais. No primeiro dia, o coordenador de Compliance e Governança do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Eduardo Corrêa, abriu o ciclo de palestras sobre assédio no ambiente de trabalho e seus impactos.
Na sequência, a professora Risoleide Gonçalves, do Centro Universitário Uniceplac, destacou a importância do autocuidado como base para a segurança, reforçando a atenção à saúde física e emocional no ambiente de trabalho.
Além das palestras, a SIPAT oferece atividades voltadas ao bem-estar. Os participantes podem acessar estandes educativos, serviços de saúde e ações como corte de cabelo, design de sobrancelhas e maquiagem, além da distribuição de materiais informativos e sorteios. As iniciativas contribuem para um ambiente mais acolhedor e incentivam a integração entre os colaboradores.
A assistente administrativa da coordenação de protocolos do hospital, Thaynara Aguiar, aprovou a proposta. “Aproveitei para retocar a sobrancelha. É muito bom porque a gente sai um pouco da rotina, se cuida e ainda interage com os colegas. Isso faz diferença e deixa o ambiente mais leve”, destaca.
CRÉDITOS:
Autora: Talita Motta 
Fotos: Divulgação/IgesDF
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