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Saúde

Higiene e cuidado íntimo no verão: como proteger a saúde da mulher durante a estação mais quente do ano

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Calor, umidade e roupas de banho podem favorecer infecções; ginecologista explica como prevenir desconfortos íntimos comuns nesta época

Com a chegada do verão, o calor intenso, a maior exposição ao sol, as idas à praia e à piscina e o uso prolongado de roupas molhadas criam um ambiente favorável ao surgimento de infecções íntimas. Para muitas mulheres, esse período traz um aumento significativo de desconfortos, como coceira, irritações e corrimentos, problemas que estão entre as principais causas de consultas ginecológicas no Brasil.

De acordo com a médica ginecologista e obstetra Liliane de Melo Guimarães, parceira da DKT South America, a combinação de umidade, abafamento e alterações na imunidade torna a região íntima mais vulnerável a fungos e bactérias. “O verão favorece mudanças no pH vaginal e aumenta a umidade local. Isso cria condições perfeitas para quadros como candidíase, vaginose e irritações de pele”, explica.

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A candidíase, uma das infecções mais frequentes, costuma se manifestar com coceira intensa, ardor, corrimento esbranquiçado e sensação de desconforto vaginal. Apesar de comum, a especialista destaca que a prevenção depende de hábitos simples e diários.

1. Prefira roupas leves e tecidos naturais

Calcinhas de algodão permitem a ventilação adequada e ajudam a reduzir a umidade. “Tecidos sintéticos, rendas e peças muito apertadas abafam a região íntima, o que favorece a proliferação de fungos”, afirma a médica. Dormir sem calcinha também contribui para a ventilação noturna.

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2. Evite ficar longos períodos com biquíni molhado

A umidade constante é um dos principais desencadeadores de infecções. Trocar a roupa de banho após sair da água é uma das medidas mais importantes.

3. Reforce a higiene, mas sem exageros

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Lavar apenas a área externa com sabonete neutro é suficiente. “Duchas internas e sabonetes íntimos em excesso podem desregular a flora vaginal”, alerta Liliane.

4. Cuidados com a roupa íntima

Passar o fundo da calcinha antes de usar e evitar secá-las no banheiro (ambiente úmido) ajuda a prevenir fungos. Lavar as peças com sabão neutro ou de coco reduz chances de alergia.

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5. Atenção à alimentação e imunidade

O verão costuma vir acompanhado de maior consumo de álcool, doces e alimentos gordurosos, que favorecem desequilíbrios no organismo. Priorizar frutas, hidratação e noites de sono adequadas ajuda o corpo a se proteger melhor.

6. Durante a menstruação, escolha alternativas mais práticas para o calor

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A ginecologista destaca que coletores menstruais podem ser aliados na estação. “O Softcup da linha Prudence Íntima, por exemplo, permite que a mulher entre no mar ou na piscina com conforto e segurança, sem interferir nas atividades de lazer”, comenta.

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Quando procurar ajuda médica?

Caso os sintomas persistam, como coceira, ardor, mau odor, dor ou corrimento anormal, é fundamental buscar orientação profissional. O tratamento adequado depende do diagnóstico correto, e o uso de remédios caseiros ou automedicação pode agravar o quadro.

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“O verão deve ser um período de bem-estar e diversão. Conhecer o próprio corpo e adotar medidas simples de cuidado são passos essenciais para evitar desconfortos e desfrutar da estação com segurança”, reforça Liliane.

 

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Sobre a DKT South America

DKT South America atua de forma efetiva para conscientizar a população sobre a importância do uso de métodos contraceptivos, na Prevenção de ISTs e HIV/AIDS e Gravidezes Indesejadas. Atuando no Brasil e demais países da América do Sul, a empresa é líder em Planejamento Familiar e acredita que todos as crianças devem ser desejadas, para isso casais devem ter acesso e liberdade de escolha entre os métodos contraceptivos. Ao longo do mundo, a DKT está presente em mais de 100 países levando o planejamento familiar para regiões vulneráveis e distantes. Para saber mais, acesse o site e conheça também as demais plataformas de DKT: DKT SalúDKT Academy e Use Prudence.

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Saúde

HUB explica como mudança no nome da Síndrome do Ovário Policístico pode aprimorar diagnóstico e tratamento

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Antes conhecida por Síndrome do Ovário Policístico (SOP), agora a doença passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)

Brasília (DF) – O que antes era conhecido por Síndrome do Ovário Policístico (SOP) agora passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). Apesar de ser uma nomenclatura mais complexa, o intuito da mudança é facilitar o diagnóstico e tratamento, oferecendo mais precisão e cuidado multiprofissional para uma doença que é uma das principais causas de infertilidade no mundo e cujos sintomas vão muito além do sistema reprodutivo.

 

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A decisão foi tomada através de um consenso médico global publicado em 12 de maio de 2026 na revista The Lancet e apresentada no European Congress of Endocrinology (ECE 2026) – um dos principais eventos científicos mundiais da Endocrinologia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10 a 13% das mulheres em todo o mundo têm SOMP, e cerca de 70% delas não foram diagnosticadas.

 

“A mudança do nome surgiu da necessidade de representar melhor a complexidade da doença. A principal vantagem é ampliar a compreensão de que a síndrome vai além de alterações ovarianas e pode impactar a saúde como um todo”, explica Fabyanne Mazutti, ginecologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), gerenciado pela Rede HU Brasil. “A nova nomenclatura ajuda a destacar riscos como resistência à insulina, diabetes, obesidade, alterações do colesterol e hipertensão. Além disso, o novo nome pode reduzir um equívoco muito comum: muitas pessoas acreditam que toda mulher com a síndrome obrigatoriamente apresenta “cistos” nos ovários, o que nem sempre acontece”, completa.

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Sintomas

A síndrome está frequentemente associada a alterações metabólicas que favorecem o ganho de peso e provocam um aumento na produção de androgênios, hormônios relacionados ao desenvolvimento de características masculinas. Entre os sintomas mais comuns estão o crescimento excessivo de pelos, acne, ganho de peso e o surgimento de manchas escuras em regiões de dobras da pele, geralmente relacionadas à resistência à insulina. Além disso, a condição pode causar irregularidades menstruais, comprometer a ovulação e dificultar a gravidez, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina.

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Além disso, a pessoa diagnosticada com SOMP também pode apresentar queda de cabelo, hipertensão arterial e alterações emocionais, como ansiedade e baixa autoestima.

 

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Diagnóstico

Em meio aos diversos cenários, Fabyanne Mazutti aponta para os desafios na hora do diagnóstico, tendo em vista que os sintomas variam de uma mulher para outra, com algumas pacientes apresentando sintomas mais leves e outras, sintomas mais evidentes. “O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica, exames laboratoriais hormonais e metabólicos e ultrassonografia. Atualmente, utilizamos critérios diagnósticos internacionais que consideram irregularidade menstrual, sinais de excesso de hormônios androgênicos e alterações ovarianas ao ultrassom, após excluir outras doenças que possam causar sintomas semelhantes”, comenta.

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Com a mudança de SOP para SOMP, almeja-se um cuidado ainda mais humanizado e atencioso às pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que muitas vezes convivem com sintomas físicos e emocionais sem diagnóstico ou acompanhamento adequado. “A expectativa é que a mudança favoreça uma visão mais integral da doença, estimulando o diagnóstico precoce e o acompanhamento multiprofissional. Isso pode ajudar na prevenção de complicações metabólicas e cardiovasculares no futuro, melhorando a qualidade de vida das pacientes e reduzindo impactos na saúde pública”, finaliza Fabyanne.

 

Rede HU Brasil

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O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 46 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.

CRÉDITOS:

Foto: Ilustrativa

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