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Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

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Foto por Magali Moraes – Divulgação
“Mulheres que Reciclam o Futuro” reúne relatos de catadoras de várias regiões do país e será lançado na Câmara dos Deputados
Histórias de mulheres que encontraram na reciclagem uma forma de sustento, acolhimento e transformação social ganham destaque no livro Mulheres que Reciclam o Futuro, que será lançado amanhã (20), em Brasília. A obra reúne relatos de 25 catadoras de diferentes estados brasileiros, com trajetórias marcadas por coragem, superação e trabalho coletivo em torno do cuidado com o meio ambiente e da preservação.
Lançado no mês em que é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem, comemorado em 17 de maio, o livro aborda os desafios enfrentados por essas mulheres, que representam 70% da força de trabalho dos cerca de 800 mil trabalhadores do setor no Brasil, segundo o Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Recicláveis (MNCR), reforçando o papel da reciclagem como motor essencial para a economia e o meio ambiente. Realizada pela Rede Educare, com patrocínio da Novelis via Lei de Incentivo à Cultura, a obra poderá ser baixada gratuitamente no site www.redeeducare.com.br ou adquirida em versão física.

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.

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A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.

“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.

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“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha

Sete filhos criados a partir da reciclagem –  Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.

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Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.

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De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.

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O Mar Também é Delas: IBP celebra Dia Internacional da Mulher no Mar e reforça agenda pela equidade de gênero no offshore

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Instituto destaca iniciativas como O Mar Também é Delas, que reúne empresas do setor para ampliar a presença feminina em ambientes marítimos e offshore

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) celebra, em 18 de maio, o Dia Internacional da Mulher no Mar, data dedicada ao reconhecimento da contribuição das mulheres para as atividades marítimas, offshore e para a indústria de energia. A data reforça a importância de ampliar a presença feminina em áreas técnicas, operacionais e de liderança em um setor historicamente marcado pela predominância masculina.
Como parte desse compromisso, o IBP desenvolve iniciativas como O Mar Também é Delas, projeto voltado a fortalecer a equidade de gênero no ambiente offshore e tornar as operações marítimas mais acolhedoras, seguras e acessíveis para mulheres. A iniciativa reúne o Instituto e empresas do setor em uma agenda de diálogo, mobilização e construção de compromissos para ampliar a representatividade feminina a bordo, em plataformas, embarcações e demais atividades ligadas à indústria de óleo, gás e energia.
O projeto é realizado em parceria com Equinor, Ocyan, Petrobras, Shell, SLB, Subsea7, TechnipFMC e TotalEnergies, companhias que participam da construção coletiva de ações voltadas à escuta ativa, ao desenvolvimento de lideranças, ao reconhecimento profissional e à criação de ambientes offshore mais inclusivos.
Entre as ações de destaque está um evento em homenagem à data especial, realizado nesta segunda-feira, que reúne profissionais da indústria de energia para debater desafios, conquistas e oportunidades para mulheres no ambiente offshore, reforçando o compromisso do setor com a valorização e o protagonismo feminino nas atividades marítimas.
Outro marco no contexto do projeto O Mar Também É Delas é o Pacto pela Equidade de Gênero Offshore, lançado e assinado durante a OTC Brasil 2025. O documento consolidou o compromisso institucional das empresas com a promoção de um ambiente offshore mais inclusivo e foi estruturado para transformar diagnósticos em ações concretas, estimulando lideranças e profissionais a avançarem em temas como representatividade, segurança, infraestrutura, cultura inclusiva e combate a vieses conscientes e inconscientes.

Para Claudia Rabello, diretora executiva corporativa do IBP, o Dia Internacional da Mulher no Mar é uma oportunidade para reconhecer trajetórias e reforçar que diversidade é parte da evolução da indústria. “Valorizar as mulheres que atuam no offshore é reconhecer profissionais que vão além, comprovando que as mulheres têm condições de estar onde quiserem nas atividades no setor. Ao impulsionar iniciativas como O Mar Também é Delas, o IBP busca ampliar o diálogo, fortalecer compromissos coletivos e contribuir para uma indústria mais diversa, inclusiva e preparada para os desafios do futuro”, afirma.
Crescimento profissional

A operadora de produção da Equinor, Samara Muniz, destaca que o offshore representou uma oportunidade de crescimento profissional e autonomia. “Trabalhar offshore sempre foi um sonho para mim. É gratificante estar em um ambiente desafiador, fazendo parte da produção de energia global. A presença de mulheres a bordo tem crescido, assim como as oportunidades em cargos de liderança, mas ainda somos minoria e esse espaço precisa avançar ainda mais”, afirma.
A supervisora de Marinha da Equinor no Brasil, Marítiza Wanzeler, também reforça a importância da preparação técnica e da diversidade no ambiente offshore. “A competência não é definida por gênero. O que faz a diferença são as habilidades, o conhecimento adquirido, a robustez técnica e o equilíbrio emocional para tomar decisões em ambientes de alta complexidade”, conclui.
Trajetórias femininas no offshore
A data também evidencia histórias de profissionais que vêm contribuindo para transformar a cultura e a rotina do setor offshore. Embora a presença de mulheres a bordo tenha avançado nos últimos anos, ainda persistem desafios relacionados à equidade de oportunidades, ao desenvolvimento de carreira e à ocupação de posições técnicas e de liderança.
Larissa Verly, da SLB, engenheira mecânica com ênfase em petróleo e gás, iniciou sua trajetória em uma prestadora de serviços do setor e passou por uma operadora internacional antes de ingressar na SLB como MWD, função técnica ligada à perfuração de poços. Ao longo da carreira, fez a transição para Directional Driller, movimento ainda menos comum entre mulheres no ambiente operacional, e hoje avança para a área de operações no escritório como Drilling Engineer. “Tenho muito orgulho de ter sido, dentro da minha empresa, uma das mulheres que fizeram essa transição para Directional Driller. E mais especial ainda foi ver outras mulheres começando a trilhar esse mesmo caminho depois. Isso mostra que representatividade realmente importa”, afirma.
A engenheira Nathalia Monteiro, da Shell, afirma que sua trajetória no offshore começou ainda no início da carreira, em um ativo produtor em fase final de projeto e descomissionamento, experiência que permitiu acompanhar de perto diferentes aspectos da operação. Para ela, a presença de mulheres a bordo tem ajudado a ampliar perspectivas e a tornar o ambiente mais aberto a novas ideias. “Como engenheira de óleo e gás, sempre tive interesse em viver de perto esse ambiente, entender os desafios técnicos e pessoais de quem embarca e contribuir com a área com a mão na massa. Hoje vejo uma normalização maior da presença feminina no setor, com estruturas e equipes mais preparadas para receber mulheres a bordo”, afirma.
Também engenheira da Shell, Laura Ribeiro iniciou sua trajetória na companhia em 2012, como graduate, apoiando o time de Produção a partir do escritório. Em 2016, tornou-se a terceira mulher da Shell Brasil a ocupar o cargo de Engenheira de Produção Representante da Shell no FPSO Fluminense, em regime de embarque de 14 dias de trabalho/14 dias de folga. Laura destaca que a representatividade é um passo essencial para abrir espaço a outras profissionais no offshore. “O desafio e a oportunidade de abrir caminho para que mais mulheres pudessem ter espaço no offshore sempre me motivaram. Não se limitem pelas crenças dos outros, busquem seus sonhos e busquem ser felizes no que fazem. Com excelência e credibilidade, vocês conquistarão seus espaços e poderão ajudar a quebrar preconceitos onde quer que estejam”, diz.
A engenheira Mariana Basílio, da Shell, conta que sonhava em embarcar desde a graduação em Engenharia Química, motivada pela oportunidade de ver a engenharia “ganhando vida e virando energia”. Na companhia desde 2008, iniciou sua trajetória em projetos conceituais e conseguiu sua primeira experiência offshore no ano seguinte, no FPSO Fluminense. Desde então, avançou em funções com embarques frequentes e considera essa vivência a base de seu conhecimento sobre a indústria. “Quando comecei, era a única mulher na área técnica entre mais de 100 pessoas. Hoje vejo um avanço tremendo, com mais mulheres em funções operacionais, mas ainda precisamos provar o tempo todo que pertencemos a esse espaço. O offshore precisa do talento, da coragem e da visão de mulheres que ousam ir além”, afirma.
Para saber mais, acesse a página O Mar Também É Delas.

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“O Mar Também É Delas” é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em parceria com as empresas Equinor, Ocyan, Petrobras, Shell, SLB, Subsea7, TechnipFMC e TotalEnergies.

Relançado oficialmente em setembro de 2024, o projeto tem como principal objetivo entender e transformar a realidade das mulheres que atuam no ambiente offshore.

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A partir de um diagnóstico baseado na escuta de profissionais embarcadas – mapeando desafios, oportunidades e barreiras ainda existentes -, será elaborado, em colaboração com as empresas parceiras, o Pacto pela Equidade de Gênero Offshore — um compromisso coletivo por um setor mais justo, seguro e inclusivo para as mulheres.

Além da escuta e da construção conjunta de soluções, o projeto também reconhece e valoriza as profissionais que vêm abrindo caminhos no setor. O Prêmio “O Mar Também É Delas”, que será destaque da OTC Brasil 2025, destacará trajetórias de mulheres que se sobressaem no ambiente offshore, servindo de inspiração para que mais profissionais possam se enxergar nesse espaço.

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Além do foco em mudar a realidade feminina do setor offshore, a iniciativa busca criar conexões, valorizar trajetórias e ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por mulheres que atuam embarcadas ou se preparam para esse tipo de atuação.

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Por meio da produção e curadoria de conteúdo, o projeto compartilha boas práticas, oportunidades e informações sobre eventos voltados ao tema da equidade de gênero no setor de óleo e gás.

No eixo da inspiração, histórias reais de mulheres que trabalham offshore ganham espaço e visibilidade. São trajetórias que inspiram, fortalecem redes e ajudam a construir um ambiente mais acolhedor e igualitário para as profissionais da indústria.

Mais do que um projeto de sensibilização, “O Mar Também É Delas” é um movimento para promover mudanças reais no presente e no futuro das mulheres no setor de petróleo e gás. Em terra e, principalmente, no mar.

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Clique no vídeo e conheça mais sobre as mulheres que estão transformando o setor offshore.

Etapas do projeto

  • Nova pesquisa
    Entender a realidade, o dia a dia e a percepção das mulheres que trabalham embarcadas.
  • Criação do grupo de trabalho e ações práticas
    Propor ações orientadas à melhoria nas condições de trabalho e igualdade de oportunidades.
  • Visibilidade e compromisso
    Repercutir junto ao setor, aos tomadores de decisão e à sociedade os desafios das mulheres, suas contribuições crescentes, quem já é destaque e suas ações que estão e serão implementadas.
  • Elas fazem a diferença
    Prêmio O Mar Também é Delas. Visibilidade às mulheres que se destacam no setor. Motivação e estímulo às profissionais.
  • Pacto
    Desenvolvimento e estruturação do Pacto pela Diversidade no Trabalho Offshore.

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