Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Epreendedorismo

O Mar Também é Delas: IBP celebra Dia Internacional da Mulher no Mar e reforça agenda pela equidade de gênero no offshore

Publicado em

Instituto destaca iniciativas como O Mar Também é Delas, que reúne empresas do setor para ampliar a presença feminina em ambientes marítimos e offshore

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) celebra, em 18 de maio, o Dia Internacional da Mulher no Mar, data dedicada ao reconhecimento da contribuição das mulheres para as atividades marítimas, offshore e para a indústria de energia. A data reforça a importância de ampliar a presença feminina em áreas técnicas, operacionais e de liderança em um setor historicamente marcado pela predominância masculina.
Como parte desse compromisso, o IBP desenvolve iniciativas como O Mar Também é Delas, projeto voltado a fortalecer a equidade de gênero no ambiente offshore e tornar as operações marítimas mais acolhedoras, seguras e acessíveis para mulheres. A iniciativa reúne o Instituto e empresas do setor em uma agenda de diálogo, mobilização e construção de compromissos para ampliar a representatividade feminina a bordo, em plataformas, embarcações e demais atividades ligadas à indústria de óleo, gás e energia.
O projeto é realizado em parceria com Equinor, Ocyan, Petrobras, Shell, SLB, Subsea7, TechnipFMC e TotalEnergies, companhias que participam da construção coletiva de ações voltadas à escuta ativa, ao desenvolvimento de lideranças, ao reconhecimento profissional e à criação de ambientes offshore mais inclusivos.
Entre as ações de destaque está um evento em homenagem à data especial, realizado nesta segunda-feira, que reúne profissionais da indústria de energia para debater desafios, conquistas e oportunidades para mulheres no ambiente offshore, reforçando o compromisso do setor com a valorização e o protagonismo feminino nas atividades marítimas.
Outro marco no contexto do projeto O Mar Também É Delas é o Pacto pela Equidade de Gênero Offshore, lançado e assinado durante a OTC Brasil 2025. O documento consolidou o compromisso institucional das empresas com a promoção de um ambiente offshore mais inclusivo e foi estruturado para transformar diagnósticos em ações concretas, estimulando lideranças e profissionais a avançarem em temas como representatividade, segurança, infraestrutura, cultura inclusiva e combate a vieses conscientes e inconscientes.

Para Claudia Rabello, diretora executiva corporativa do IBP, o Dia Internacional da Mulher no Mar é uma oportunidade para reconhecer trajetórias e reforçar que diversidade é parte da evolução da indústria. “Valorizar as mulheres que atuam no offshore é reconhecer profissionais que vão além, comprovando que as mulheres têm condições de estar onde quiserem nas atividades no setor. Ao impulsionar iniciativas como O Mar Também é Delas, o IBP busca ampliar o diálogo, fortalecer compromissos coletivos e contribuir para uma indústria mais diversa, inclusiva e preparada para os desafios do futuro”, afirma.
Crescimento profissional

A operadora de produção da Equinor, Samara Muniz, destaca que o offshore representou uma oportunidade de crescimento profissional e autonomia. “Trabalhar offshore sempre foi um sonho para mim. É gratificante estar em um ambiente desafiador, fazendo parte da produção de energia global. A presença de mulheres a bordo tem crescido, assim como as oportunidades em cargos de liderança, mas ainda somos minoria e esse espaço precisa avançar ainda mais”, afirma.
A supervisora de Marinha da Equinor no Brasil, Marítiza Wanzeler, também reforça a importância da preparação técnica e da diversidade no ambiente offshore. “A competência não é definida por gênero. O que faz a diferença são as habilidades, o conhecimento adquirido, a robustez técnica e o equilíbrio emocional para tomar decisões em ambientes de alta complexidade”, conclui.
Trajetórias femininas no offshore
A data também evidencia histórias de profissionais que vêm contribuindo para transformar a cultura e a rotina do setor offshore. Embora a presença de mulheres a bordo tenha avançado nos últimos anos, ainda persistem desafios relacionados à equidade de oportunidades, ao desenvolvimento de carreira e à ocupação de posições técnicas e de liderança.
Larissa Verly, da SLB, engenheira mecânica com ênfase em petróleo e gás, iniciou sua trajetória em uma prestadora de serviços do setor e passou por uma operadora internacional antes de ingressar na SLB como MWD, função técnica ligada à perfuração de poços. Ao longo da carreira, fez a transição para Directional Driller, movimento ainda menos comum entre mulheres no ambiente operacional, e hoje avança para a área de operações no escritório como Drilling Engineer. “Tenho muito orgulho de ter sido, dentro da minha empresa, uma das mulheres que fizeram essa transição para Directional Driller. E mais especial ainda foi ver outras mulheres começando a trilhar esse mesmo caminho depois. Isso mostra que representatividade realmente importa”, afirma.
A engenheira Nathalia Monteiro, da Shell, afirma que sua trajetória no offshore começou ainda no início da carreira, em um ativo produtor em fase final de projeto e descomissionamento, experiência que permitiu acompanhar de perto diferentes aspectos da operação. Para ela, a presença de mulheres a bordo tem ajudado a ampliar perspectivas e a tornar o ambiente mais aberto a novas ideias. “Como engenheira de óleo e gás, sempre tive interesse em viver de perto esse ambiente, entender os desafios técnicos e pessoais de quem embarca e contribuir com a área com a mão na massa. Hoje vejo uma normalização maior da presença feminina no setor, com estruturas e equipes mais preparadas para receber mulheres a bordo”, afirma.
Também engenheira da Shell, Laura Ribeiro iniciou sua trajetória na companhia em 2012, como graduate, apoiando o time de Produção a partir do escritório. Em 2016, tornou-se a terceira mulher da Shell Brasil a ocupar o cargo de Engenheira de Produção Representante da Shell no FPSO Fluminense, em regime de embarque de 14 dias de trabalho/14 dias de folga. Laura destaca que a representatividade é um passo essencial para abrir espaço a outras profissionais no offshore. “O desafio e a oportunidade de abrir caminho para que mais mulheres pudessem ter espaço no offshore sempre me motivaram. Não se limitem pelas crenças dos outros, busquem seus sonhos e busquem ser felizes no que fazem. Com excelência e credibilidade, vocês conquistarão seus espaços e poderão ajudar a quebrar preconceitos onde quer que estejam”, diz.
A engenheira Mariana Basílio, da Shell, conta que sonhava em embarcar desde a graduação em Engenharia Química, motivada pela oportunidade de ver a engenharia “ganhando vida e virando energia”. Na companhia desde 2008, iniciou sua trajetória em projetos conceituais e conseguiu sua primeira experiência offshore no ano seguinte, no FPSO Fluminense. Desde então, avançou em funções com embarques frequentes e considera essa vivência a base de seu conhecimento sobre a indústria. “Quando comecei, era a única mulher na área técnica entre mais de 100 pessoas. Hoje vejo um avanço tremendo, com mais mulheres em funções operacionais, mas ainda precisamos provar o tempo todo que pertencemos a esse espaço. O offshore precisa do talento, da coragem e da visão de mulheres que ousam ir além”, afirma.
Para saber mais, acesse a página O Mar Também É Delas.

Leia Também:  Acolher leva bem-estar e valorização ao Evento de Homenagem às Mulheres no DF

“O Mar Também É Delas” é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em parceria com as empresas Equinor, Ocyan, Petrobras, Shell, SLB, Subsea7, TechnipFMC e TotalEnergies.

Relançado oficialmente em setembro de 2024, o projeto tem como principal objetivo entender e transformar a realidade das mulheres que atuam no ambiente offshore.

Advertisement

A partir de um diagnóstico baseado na escuta de profissionais embarcadas – mapeando desafios, oportunidades e barreiras ainda existentes -, será elaborado, em colaboração com as empresas parceiras, o Pacto pela Equidade de Gênero Offshore — um compromisso coletivo por um setor mais justo, seguro e inclusivo para as mulheres.

Além da escuta e da construção conjunta de soluções, o projeto também reconhece e valoriza as profissionais que vêm abrindo caminhos no setor. O Prêmio “O Mar Também É Delas”, que será destaque da OTC Brasil 2025, destacará trajetórias de mulheres que se sobressaem no ambiente offshore, servindo de inspiração para que mais profissionais possam se enxergar nesse espaço.

Leia Também:  Leila do Vôlei amplia diálogo com vários partidos e mira reeleição em 2026

Além do foco em mudar a realidade feminina do setor offshore, a iniciativa busca criar conexões, valorizar trajetórias e ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por mulheres que atuam embarcadas ou se preparam para esse tipo de atuação.

Advertisement

Por meio da produção e curadoria de conteúdo, o projeto compartilha boas práticas, oportunidades e informações sobre eventos voltados ao tema da equidade de gênero no setor de óleo e gás.

No eixo da inspiração, histórias reais de mulheres que trabalham offshore ganham espaço e visibilidade. São trajetórias que inspiram, fortalecem redes e ajudam a construir um ambiente mais acolhedor e igualitário para as profissionais da indústria.

Mais do que um projeto de sensibilização, “O Mar Também É Delas” é um movimento para promover mudanças reais no presente e no futuro das mulheres no setor de petróleo e gás. Em terra e, principalmente, no mar.

Advertisement

Clique no vídeo e conheça mais sobre as mulheres que estão transformando o setor offshore.

Etapas do projeto

  • Nova pesquisa
    Entender a realidade, o dia a dia e a percepção das mulheres que trabalham embarcadas.
  • Criação do grupo de trabalho e ações práticas
    Propor ações orientadas à melhoria nas condições de trabalho e igualdade de oportunidades.
  • Visibilidade e compromisso
    Repercutir junto ao setor, aos tomadores de decisão e à sociedade os desafios das mulheres, suas contribuições crescentes, quem já é destaque e suas ações que estão e serão implementadas.
  • Elas fazem a diferença
    Prêmio O Mar Também é Delas. Visibilidade às mulheres que se destacam no setor. Motivação e estímulo às profissionais.
  • Pacto
    Desenvolvimento e estruturação do Pacto pela Diversidade no Trabalho Offshore.

GALERIA

COMENTE ABAIXO:

Epreendedorismo

Engenharia feminina transforma indústria de máquinas agrícolas e inspira novas gerações

Published

on

 

 

 

Advertisement

 

                       Marina Maletzke é engenheira e atua em área estratégica da manufatura na fábrica da AGCO, em Ibirubá (RS)

 

Advertisement

Celebrado em 23 de junho, o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia reforça a importância da presença feminina em áreas técnicas e estratégicas da indústria. Em um ambiente historicamente masculino, mulheres vêm conquistando espaço, liderando equipes, coordenando projetos estratégicos e contribuindo diretamente para a evolução dos processos industriais.
Na AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão, essa transformação pode ser vista nas trajetórias de Marina Maletzke e Mariana Peteffi, engenheiras que atuam em fábricas da companhia no Rio Grande do Sul e ajudam a impulsionar inovação, eficiência e desenvolvimento na indústria.

Na unidade de Ibirubá (RS), Marina Maletzke integra a área de engenharia de manufatura e participa de iniciativas ligadas à automação e modernização industrial. Ao longo da carreira, assumiu responsabilidades estratégicas dentro da operação e teve atuação importante em projetos de ampliação da capacidade produtiva da fábrica.
Entre os destaques da sua trajetória está a participação na produção da plantadeira Momentum, um dos projetos mais complexos da unidade. “Mais de 60% dos conjuntos soldados foram feitos de forma robotizada para garantir qualidade e desempenho. Foi um processo desafiador, porque estávamos expandindo a fábrica ao mesmo tempo”, relembra.
Para Marina, a presença feminina na engenharia contribui para ambientes mais colaborativos, inovadores e diversos. “Em vários momentos fui a única mulher do time. Hoje, procuro usar essas experiências para incentivar mudanças e abrir espaço para que mais mulheres se sintam pertencentes a essas áreas”, afirma.

Leia Também:  Brasil mostra sua força na Liga das Nações de Vôlei

Mariana Peteffi é engenheira e coordena iniciativas para ampliar a eficiência e qualidade dos processos de usinagem na fábrica da AGCO, em Canoas (RS)

Já em Canoas (RS), Mariana Peteffi atua na liderança da área responsável pela eficiência e qualidade do processo de exportação de tratores. Aos 27 anos, coordena uma equipe de cerca de 25 colaboradores e destaca que sua trajetória foi construída com aprendizado contínuo e superação de desafios.

Advertisement

Após iniciar sua carreira na AGCO como estagiária na área de melhoria contínua, Mariana passou por diferentes setores da companhia até assumir a liderança industrial. “No começo, precisei lidar com questionamentos relacionados à idade e ao fato de ser mulher em uma posição de liderança. Com o tempo, transformei isso em motivação para entregar resultados e fortalecer minha confiança profissional”, conta.

Segundo Mariana, ocupar posições técnicas e de liderança também significa abrir caminhos para outras mulheres. “Percebi que meu papel podia ir além da liderança, mas também ser uma referência para que a presença feminina na manufatura se torne cada vez mais natural, mostrando que todos somos capazes, independentemente de gênero, raça ou orientação sexual”,

Leia Também:  Empresária Stella Guerra inaugura novo espaço de sua joalheria em Brasília

As trajetórias das engenheiras refletem um movimento mais amplo da AGCO voltado ao fortalecimento da diversidade e inclusão em áreas industriais e estratégicas. Atualmente, mulheres representam 44% dos colaboradores com até um ano de empresa na AGCO América do Sul, resultado de iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional, formação de lideranças e ampliação da representatividade nos times.

Advertisement

“A diversidade traz diferentes perspectivas para os desafios da indústria e contribui diretamente para a inovação. Buscamos construir um ambiente em que cada profissional tenha espaço para crescer, desenvolver seu potencial e contribuir para o futuro da indústria”, afirma Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO para a América do Sul e Business Partner Global para a Massey Ferguson.

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

Advertisement

AGCO – Atendimento à Imprensa
E-mail: agco@fsb.com.br

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA