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Econômia

Do Pix ao combate à fome: Brasília recebe palestras sobre inovação e integridade

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Banco Central, Mercado Livre, Sesc-DF e Embaixadas da Dinamarca e da Finlândia estão entre os participantes da Semana Internacional promovida pela CGDF, de 23 a 27 de novembro

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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O que o Pix, a inteligência artificial utilizada pelo Mercado Livre e um programa de combate à fome têm em comum? Embora atuem em áreas diferentes, essas iniciativas mostram como tecnologia, controle e boas práticas de gestão podem contribuir para prevenir irregularidades, melhorar processos e gerar resultados para a sociedade.

Essas experiências estarão entre os destaques da 2ª Semana Internacional de Controle e Combate à Corrupção, realizada pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), de 23 a 27 de novembro, em Brasília. A programação também contará com experiências internacionais, incluindo a participação das Embaixadas da Dinamarca e da Finlândia. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.

Com o tema “Evoluir para gerar mais valor, integridade e confiança”, o evento reunirá representantes do setor público, empresas e organizações sociais para apresentar soluções e discutir desafios que vão além do combate tradicional à corrupção.

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Tecnologia para prevenir fraudes

O Banco Central (BC) apresentará o tópico “Como o Pix gerou confiança em escala nacional e fortaleceu o combate à corrupção” com Breno Lobo, economista e chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC. A proposta é discutir como a inovação no sistema financeiro pode contribuir para a rastreabilidade das operações, a confiança dos usuários e o desenvolvimento de mecanismos de controle.

A inteligência artificial também terá espaço na programação. Juliana Pontes, head de Ética e Compliance do Mercado Livre Brasil, apresentará “IA a serviço da integridade: como detectar irregularidades com tecnologia e governá-la com responsabilidade”.

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A experiência abordará o uso da tecnologia na identificação de situações suspeitas e os desafios de garantir que essas ferramentas sejam utilizadas de maneira responsável.

O Sesc-DF levará ao evento uma experiência que conecta práticas de governança a uma questão social: a segurança alimentar.

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Com o tema “Compliance que alimenta: governança, rastreabilidade e integridade no combate à fome”, a instituição mostrará como mecanismos de controle, acompanhamento e organização de processos podem contribuir para iniciativas de enfrentamento à fome e ao desperdício de alimentos.

A apresentação busca demonstrar que conceitos frequentemente associados ao ambiente corporativo, como compliance e rastreabilidade, também podem ser aplicados a ações sociais.

Experiências internacionais

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A programação contará ainda com a participação da Embaixada da Dinamarca. A embaixadora Eva Bisgaard traz uma perspectiva internacional para as discussões sobre integridade e governança pública. A Embaixada da Finlândia também participará com o tema “Como combater o que não se vê? Dados, cooperação e enfrentamento à corrupção e ao crime econômico na Finlândia”, apresentado por Antti Petteri Kaski, embaixador da Finlândia.

A presença de representantes estrangeiros permitirá conhecer experiências de outros países e ampliar o debate sobre práticas que podem inspirar melhorias na administração pública brasileira.

“A proposta é mostrar que integridade não está restrita à atuação das controladorias”

Daniel Lima, controlador-geral do DF

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Para o controlador-geral do DF, Daniel Lima, a diversidade dos temas demonstra que a integridade não se limita à fiscalização ou ao cumprimento de normas: “A proposta é mostrar que integridade não está restrita à atuação das controladorias. Ela também está presente na forma como gestores tomam decisões, equipes são lideradas, empresas se relacionam com o Estado, políticas públicas são executadas e a população participa do governo”.

Programação aberta ao público

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A Semana Internacional também terá palestras sobre liderança, inovação, comportamento humano e transformação das organizações, com a participação de Rossandro Klinjey, Dado Schneider, Branca Barão e Marcelo Antoneli.

O evento também contará com as premiações Ipê e Alto Nível, que reconhecem iniciativas de controle social e melhorias decorrentes de recomendações de auditoria.

Nos dois últimos dias, a programação será integrada à 60ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), reunindo representantes de órgãos de controle de diferentes estados.

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A expectativa é que cerca de 2,5 mil pessoas acompanhem os cinco dias de atividades, presencialmente ou pela transmissão on-line.

As inscrições são gratuitas e a programação completa está disponível neste link.

A Semana Internacional é realizada pela CGDF, com patrocínio do Fundo Distrital de Combate à Corrupção, e conta com apoio do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado, do Conaci, das secretarias de Economia, Relações Internacionais e Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, da Câmara Legislativa e do Sesc-DF.

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*Com informações da CGDF

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Cultura

Pesquisa busca conhecer o perfil dos turistas e fortalecer o setor no Distrito Federal

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Levantamento da Setur e do IPEDF vai reunir informações sobre visitantes, turismo de natureza, arrecadação e mercado de trabalho; participação de hotéis, bares, restaurantes e atrativos turísticos também será pesquisada

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF/Codeplan) trabalham em conjunto para desenvolver estudos e pesquisas voltados ao fortalecimento do turismo na capital. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a atividade turística, identificar o perfil dos visitantes e produzir informações que contribuam para o planejamento de políticas públicas, a promoção do destino e o desenvolvimento do setor.

Entre os temas previstos estão o perfil geral dos turistas que visitam Brasília, as características dos visitantes interessados no turismo de natureza, a arrecadação do setor turístico e a composição da força de trabalho vinculada à atividade. Os estudos também poderão contribuir para compreender melhor as motivações de viagem e identificar oportunidades relacionadas aos diferentes segmentos turísticos, incluindo experiências que vão além do circuito tradicional dos monumentos e atrativos urbanos da capital.

Brasília tem vocação para o turismo de natureza, com espaços arborizados, áreas verdes, trilhas, cachoeiras e paisagens que favorecem o contato com o meio ambiente. O Distrito Federal também reúne propriedades rurais que oferecem experiências voltadas ao turismo rural e de aventura, aproximando os visitantes da gastronomia regional, da vida no campo e de atividades ao ar livre.

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Iniciativas como as Rotas do Vinho e a Rota dos Queijos ampliam as possibilidades de conhecer outras regiões do território, valorizando a produção local, os sabores do Cerrado e experiências mais rústicas, longe do roteiro concentrado nos monumentos e nos principais pontos turísticos do Plano Piloto.

A pesquisa também poderá ajudar a compreender os visitantes que chegam a Brasília e aproveitam a viagem para conhecer destinos de natureza e aventura localizados no Entorno do Distrito Federal e em regiões próximas, como a Chapada dos Veadeiros e Pirenópolis, em Goiás. Embora sejam destinos fora do território do DF, esses locais podem integrar os roteiros de quem utiliza a capital como ponto de chegada, hospedagem ou conexão para outras experiências turísticas.

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Entender esse comportamento é importante para identificar o potencial de Brasília como porta de entrada para diferentes experiências de viagem, além de reconhecer as conexões entre a capital, o turismo rural, a aventura e os destinos de natureza da região. Essas informações podem contribuir para orientar ações de promoção, estimular parcerias e fortalecer a integração entre os destinos.

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“Conhecer o perfil de quem visita Brasília é fundamental para planejarmos ações mais eficientes e fortalecermos o nosso destino. Temos uma diversidade de experiências que vai muito além dos monumentos, com opções de turismo de natureza, aventura, turismo rural e experiências gastronômicas. Precisamos compreender o que leva o visitante a escolher Brasília, quais lugares ele procura conhecer e como podemos ampliar sua permanência e suas experiências na região. Para isso, a participação de todo o setor turístico é essencial”, destaca o secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes.

O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, destaca que “o conhecimento sobre o perfil e a experiência dos turistas é fundamental para o planejamento estratégico do setor. Esta pesquisa permitirá ao poder público atuar com base em evidências, tornando Brasília um destino cada vez mais competitivo e preparado para receber visitantes que vêm de todas as partes”.

A pesquisa começa a ser aplicada no dia 3 de novembro, com duração de 30 dias e coleta de dados on-line. Para alcançar resultados representativos, o engajamento dos diferentes segmentos que integram a cadeia produtiva do turismo é fundamental. Hotéis, bares, restaurantes, atrativos turísticos, operadores, agências de viagens, propriedades rurais e demais empreendimentos do setor são convidados a contribuir com a divulgação da iniciativa, incentivando a participação dos visitantes e ampliando o alcance do levantamento.

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O envolvimento desses parceiros é estratégico para que a pesquisa alcance o maior número possível de participantes e reúna informações sobre diferentes perfis de turistas, experiências e motivações de viagem. A participação de empreendimentos ligados ao turismo rural, de aventura e de natureza também pode ajudar a ampliar a compreensão sobre as atividades procuradas pelos visitantes e o interesse por experiências fora do circuito turístico tradicional.

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Conhecer de onde vêm os turistas, quanto tempo permanecem, quais atrativos procuram, quais experiências valorizam e se aproveitam a viagem para visitar outras localidades são informações que podem orientar decisões tanto do poder público quanto da iniciativa privada. Esses dados ajudam a identificar demandas, aprimorar serviços, direcionar ações de promoção turística, estimular novos investimentos e desenvolver produtos capazes de diversificar a oferta turística do Distrito Federal.

Werner Bessa, da Diretoria de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais (DEPAT) do IPEDF, chama a atenção para “a importância da cooperação entre a Setur-DF e o IPEDF/Codeplan que prevê a realização dos estudos, o compartilhamento de informações e a divulgação dos resultados nos canais institucionais dos órgãos. O trabalho conjunto também inclui esforços para ampliar a divulgação das pesquisas e mobilizar instituições, entidades e organizações ligadas ao turismo.”

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A pesquisa será conduzida por três diretorias do IPEDF — Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (DIPOS), Diretoria de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais (DEPAT) e Diretoria de Estatística e Pesquisas Socioeconômicas (DIEPS) — em parceria com a Setur-DF. A coleta prevê a aplicação de questionários em pontos estratégicos de saída de visitantes, especialmente no Aeroporto Internacional de Brasília e no Terminal Rodoviário Interestadual de Brasília.

A iniciativa reforça a importância da integração entre o governo e o setor produtivo para o desenvolvimento de um turismo baseado em informações e evidências. Com a colaboração dos estabelecimentos, dos atrativos turísticos e dos demais agentes da cadeia, será possível construir um retrato mais abrangente da atividade turística no Distrito Federal, identificar novas oportunidades e subsidiar estratégias para fortalecer o setor, gerar negócios e impulsionar a economia local.

 

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*Com informações do IPEDF e Setur-DF

 

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