Moda
Conheça o kitsch, estilo de moda exagerado, artístico e sentimentalista
(crédito: Reprodução Instagram/@maluborgesm)
Diferente de todas as tendências já apontadas para este ano, o kitsch, antes visto de forma pejorativa pela sociedade, vem sendo trabalhado por grandes marcas e adotado por celebridades do mundo da moda
E no vai e vem do ioiô das tendências, repentinamente, estilos opostos dividem palco e performam juntos para ditar o que está em alta no momento. Em paralelo ao minimalismo do quiet luxury, o kitsch, estilo sentimentalista, artístico e exagerado, totalmente oposto ao discreto, brilha, literalmente, em 2023 e, para além dos quadros de decoração, revela-se nas roupas e nos acessórios.
O termo kitsch tem origem alemã e nomeia a estética multicolorida, superestampada e completamente maximalista. A trend foi vista por muito tempo na moda e na decoração, como uma forma brega de expressão, mas, atualmente, tem sido utilizada para ilustrar os diferentes gostos e formas de se vestir — nem tudo precisa ser padronizado.

A fashion designer Maria Letícia Amorim esclarece que o estilo é uma grande mescla carregada de elementos. “É uma estética inicialmente de caráter pejorativo na sociedade, mas, hoje, ressignificado, que mixa várias fontes estéticas, cores, formas e em um contexto atual, com mais força, fura a bolha de estar inserido unicamente em fontes visuais, como ambiente e obras artísticas, e pode ser elementar também na vestimenta.”
Uma forma de expressão
Cada indivíduo carrega em si a particularidade de ser o que se é. Entre as diversas formas de manifestar a própria personalidade, as roupas podem ser uma poderosa ferramenta. Como o vestido vermelho da Mônica, personagem criado por Maurício de Sousa, a representaria se todos os personagens se vestissem da mesma maneira? O kitsch é exatamente isso, uma forma de fugir do padrão e, abusando das estampas e das cores vibrantes, escolher as peças de acordo com o gosto pessoal, sem se preocupar com combinações.

O modelo Gustavo Fellipe enxerga beleza na estética e defende a hipérbole do estilo. “Vejo o kitsch como uma forma de se expressar, sim, porque, às vezes, usamos nossas roupas para mostrar um pouco do nosso estado em determinado momento, mas entendo quem não goste tanto porque, de fato, pode parecer muita informação. Mas não é assim que nos sentimos às vezes? O kitsch está muito ligado ao sentimentalismo, e eu acredito que o exagero também tem sua beleza”, reflete.
A estilista Lara Fernandes esclarece que a razão para duas tendências tão contrárias estarem em alta ao mesmo tempo tem a ver com os gostos pessoais de cada um — a escolha por aderir a cada tendência é extremamente pessoal.
“O mundo sempre teve muitas nuances no que tange aos estilos e às tendências que vigoram de tempos em tempos, mas entendo que hoje existe uma liberdade muito maior relacionada à identificação pessoal, e isso já é suficiente para possibilitar não uma ou duas, mas várias fontes estéticas ou tendências ao mesmo tempo”, comenta Maria Letícia sobre o quiet luxury e o kitsch como trends simultâneas.
Para a especialista, a sociedade se inclina mais ao fator minimalista e, por isso, adere mais facilmente ao jeito discreto de se vestir, porém entende que existe uma emancipação, principalmente relacionada aos jovens, quando se fala em elementos estéticos.

A composição
Para quem quer surfar na onda do exagero, as especialistas recomendam peças brilhantes e coloridas. A identidade Kitsch traz tons vivos e vibrantes, diversificados tipos de tecidos, texturas, estampas e padronagens.
Não há como passar uma fórmula exata de como aderir à estética, afinal, o kitsch aborda exatamente o sentimentalismo e o melodrama individual, jogar-se sem dar atenção às opiniões alheias é o segredo. A estilista Lara Fernandes relembra que a tendência é, antes de tudo, uma forma de se expressar, através dos elementos exagerados, focada no sentimental.

“Acredito que o primeiro passo é não ter medo de unir elementos, e entender que adições sempre são bem-vindas por representarem boas possibilidades. Vejo o aspecto das cores e das formas como uma das grandes portas de iniciação ao estilo kitsch, e, por fim, uma fonte estética riquíssima, que pode ser a musa inspiradora ao meu ver, é um grande recorte dos anos 1970 unido a tudo o que se tem direito no pré e no pós, tudo sem medo de compor”, reafirma Maria Letícia.
*Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte
Notícias pelo celular
Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.
Dê a sua opinião
O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.
Ainda não recebe no celular ou no computador a notificação das matérias publicadas pelo Correio? Clique no link abaixo e se inscreva
Moda
O sucesso dos perfumes árabes agora chega aos body splashes
Mais leves e fáceis de reaplicar, as novas versões levam a perfumação do Oriente Médio para a rotina de beleza.
Os perfumes árabes ganharam espaço no mercado brasileiro e passaram a despertar o interesse de quem procura aromas marcantes, sofisticados e com personalidade. Casas como Lattafa, Al Wataniah, Armaf e Orientica ampliaram a oferta no país, enquanto nomes como Yara, Asad, Eclaire e Khamrah ajudaram a apresentar ao público diferentes estilos da perfumaria do Oriente Médio.
Agora, a tendência ganha um novo capítulo: os body splashes árabes. Mais leves que os perfumes tradicionais, eles entram na rotina de beleza como uma opção para depois do banho, para os dias mais quentes ou para reaplicar ao longo do dia. A ideia é levar para um formato mais casual as identidades olfativas que já conquistaram o público.
A procura revela uma mudança no gosto do consumidor. Para Edilene Gonçalves, consultora da Lord Perfumaria, a popularização desses produtos está relacionada à diversidade encontrada entre as marcas. “Fragrâncias doces e gourmand, com baunilha, frutas e acordes cremosos, dividem espaço com perfumes mais amadeirados, especiados e orientais, marcados por ingredientes como oud e âmbar”, explica.
Essa variedade também ajuda a entender por que a categoria deixou de ser associada a um único estilo. Entre as marcas árabes, há opções femininas, masculinas e unissex, além de diferentes concentrações e famílias olfativas.
Para Edilene, a chegada dos body splashes acompanha a expansão dos formatos de perfumação no mercado de beleza. “Essas versões trabalham com uma concentração diferente da encontrada no perfume e, por isso, entrega uma experiência olfativa distinta. Ele pode valorizar as notas mais frescas e facilitar a construção de camadas com outros produtos da mesma fragrância”, explica.
Na Lord Perfumaria, essa novidade já aparece no catálogo. Entre os body splashes da Lattafa estão Yara, Eclaire, Teriaq e Sehr, enquanto a Al Wataniah aparece com o Body Splash Sabah Al Wesal.
A apresentação também mantém elementos da identidade visual das marcas árabes, agora em embalagens maiores e pensadas para o uso corporal. O volume, aliado a uma faixa de preço mais acessível, contribui para posicionar o produto como uma opção para quem busca incorporar a perfumação com mais frequência à rotina de beleza.
-
Cultura2 dias agoEscolas públicas do DF assistem gratuitamente ao espetáculo “Outra História de Amor”
-
Educação3 dias agoJovens buscam mais informação eleitoral
-
Entretenimento2 dias agoÚltimos Dias “COABITAÇÕES” PODE SER VISTA ATÉ SÁBADO (12), NA HILL HOUSE, CASAPARK
-
Social2 dias agoDa tradição à produção audiovisual, Muvida mantém cultura viva na Vila Planalto



