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Policiais

No Distrito Federal, operações do Governo do Brasil prendem 448 suspeitos de crimes contra mulheres e reforçam ações do Pacto contra o Feminicídio

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Operações Mulher Segura e Alerta Lilás mobilizaram forças de segurança federais e estaduais entre fevereiro e março, resultando em prisões em flagrante e cumprimento de mandados contra agressores em todo o país

 

Durante 15 dias, a operação Mulher Segura mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul
No Distrito Federal, 448 pessoas foram presas durante operações coordenadas pelo Governo do Brasil nas últimas semanas para combater a violência contra mulheres e meninas. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, em parceria com as Secretarias de Segurança Pública estaduais, e da Operação Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No DF, 439 pessoas foram presas na Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março. Já a Operação Alerta Lilás, conduzida pela PRF entre 9 de fevereiro e 5 de março, resultou em 9 prisões em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres.
As duas iniciativas fazem parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.
NACIONAL – Em todo o país, as duas operações coordenadas pelo Governo do Brasil resultaram na prisão de 5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência de gênero. Na Operação Mulher Segura, foram registradas 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão. Na Alerta Lilás, foram presas 302 em flagrante ou com mandados de prisão relacionados a crimes de violência contra mulheres.
MILHARES DE AGENTES – Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura contou com a participação das forças de segurança de 26 unidades da Federação, com exceção do Paraná, que já realizava operação semelhante no mesmo período.
Durante 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foram realizadas 42.339 diligências, com 18.002 medidas protetivas de urgência acompanhadas e 24.337 vítimas atendidas.
No campo da prevenção, foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram 2,2 milhões de pessoas, reforçando ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Para ampliar a capacidade operacional dos estados, o Ministério da Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de policiais, ampliando o efetivo empregado nas ações. A operação integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, iniciativa estratégica voltada à proteção de grupos vulnerabilizados.
MAIOR DA HISTÓRIA – Paralelamente à mobilização nos estados, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada à proteção de mulheres.
Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou ações de inteligência e fiscalização para localizar e prender agressores procurados pela Justiça nas 27 unidades da Federação. O resultado foi a prisão de 302 pessoas em flagrante ou em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres, reforçando o enfrentamento qualificado à violência de gênero em âmbito nacional.
Do total das ocorrências, 119 (39,4%) contaram com participação da atividade de inteligência da PRF. As demais 183 prisões (60,6%) decorreram de flagrantes realizados pelo efetivo operacional.
PLANO DE TRABALHO – As operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O plano tem a finalidade de organizar, integrar e consolidar as ações prioritárias, previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o enfrentamento ao feminicídio.
Entre as medidas previstas está a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.
O plano também prevê ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência, ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover iniciativas educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
Também estão previstas a criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e a ampliação da rede de acolhimento.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Curiosidades

GDF apresenta política de atenção a desaparecidos e DF 360 em conferência internacional

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Pela primeira vez na programação da Reser, experiências desenvolvidas pela SSP-DF foram apresentadas a pesquisadores e especialistas de diferentes países, com destaque para o atendimento humanizado e o DF 360

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

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A experiência do Distrito Federal na busca e localização de pessoas desaparecidas, aliada ao uso de tecnologia e à integração entre instituições ganhou espaço em um dos principais encontros internacionais dedicados à pesquisa e à inovação em serviços. Pela primeira vez, a segurança pública integrou a programação da Conferência Internacional Reser, que reuniu representantes de 17 países na Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 28 e 30 de outubro. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentou a política distrital de atenção humanizada ao desaparecimento de pessoas e as possibilidades de utilização do programa DF 360.

Realizada pela primeira vez na América Latina, a conferência chegou à 36ª edição com o tema “Estudos de Serviços 2030: Avanços e Desafios para Serviços Responsáveis e Sociedades Resilientes”. Promovido pela Associação Europeia de Pesquisa em Serviços (Reser), em parceria com a Rede Latino-Americana e do Caribe de Pesquisa em Serviços (REDLAS), o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos e especialistas para discutir inovação, governança e o aperfeiçoamento dos serviços prestados à sociedade. Segundo dados divulgados pela organização, o evento contou com 140 participantes de 17 países.

Entre os inscritos, tiveram participantes de diferentes países, além do Brasil, como França, Argentina, Itália, Suíça, Chile, Dinamarca, Peru, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Japão e Portugal, entre outros. A diversidade de nacionalidades ampliou as oportunidades de intercâmbio de experiências e colocou as políticas desenvolvidas no Distrito Federal em diálogo com pesquisadores de diferentes realidades.

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Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a participação representa uma oportunidade de compartilhar experiências e aperfeiçoar as políticas públicas a partir do conhecimento científico e da cooperação institucional. “Levar a experiência do DF para um espaço internacional de discussão é importante porque demonstra que a segurança pública vai muito além da atividade policial. Estamos falando de uma política que envolve integração entre instituições, acolhimento às famílias, produção de conhecimento e aplicação de tecnologia para proteger vidas. O desaparecimento de uma pessoa exige uma resposta rápida, humanizada e coordenada. Ao compartilhar nossas práticas e conhecer experiências de outros países, fortalecemos esse trabalho e ampliamos as possibilidades de aprimorar os serviços oferecidos à população”, destaca o secretário.

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Integração e atendimento humanizado

Um dos principais pontos apresentados pela SSP-DF foi a Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, instituída pelo Decreto nº 47.653, de 2 de setembro de 2025. A iniciativa estabelece diretrizes para a atuação articulada dos órgãos envolvidos, com definição de responsabilidades, organização de fluxos de atendimento e atenção às necessidades dos familiares.

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O modelo considera que o desaparecimento de uma pessoa não se limita à ocorrência policial. A resposta do Estado exige a integração de diferentes áreas, como segurança pública, saúde, assistência social, justiça e direitos humanos, tanto para localizar a pessoa quanto para oferecer acolhimento e encaminhamentos adequados às famílias.

“Levar a experiência do DF para um espaço internacional de discussão é importante porque demonstra que a segurança pública vai muito além da atividade policial. Estamos falando de uma política que envolve integração entre instituições, acolhimento às famílias, produção de conhecimento e aplicação de tecnologia para proteger vidas”

Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública do DF

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Para a subsecretária de Integração e Segurança Cidadã da SSP-DF, Larissa Cristiane de Jesus, a atuação conjunta é essencial para evitar a fragmentação dos atendimentos e fortalecer a continuidade das ações. “O desaparecimento de uma pessoa exige uma resposta articulada do Estado, com atenção humanizada aos familiares. A política distrital fortalece essa integração e coloca as pessoas no centro do atendimento”, ressalta. Durante a apresentação, também foram abordadas a importância da qualidade dos registros, do compartilhamento de informações entre instituições e do acompanhamento dos resultados da política pública. Esses instrumentos permitem identificar dificuldades, aprimorar procedimentos e oferecer respostas mais coordenadas às demandas da população.

Tecnologia

Outro destaque da participação da SSP-DF foi o Programa DF 360. A plataforma tecnológica desenvolvida pela SSP-DF integra imagens de câmeras públicas e particulares e reúne recursos de inteligência artificial (IA), reconhecimento facial, identificação veicular e georreferenciamento. Com cerca de 15 mil câmeras e dispositivos disponíveis para integração, conforme os quantitativos variáveis das operações, o DF 360 amplia a capacidade de monitoramento e oferece ferramentas de apoio à atuação das forças de segurança.

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Nos casos de desaparecimento, a tecnologia pode auxiliar na identificação de pessoas por meio do cruzamento de imagens com informações disponíveis nos bancos de dados utilizados pelas equipes autorizadas. A geração de alertas e a análise de registros podem contribuir para redirecionar buscas e agilizar a adoção de providências, respeitados os protocolos de segurança e proteção de dados pessoais.

Intercâmbio internacional

A participação na conferência também permitiu aproximar a experiência da SSP-DF de estudos acadêmicos sobre inovação, gestão pública e qualidade dos serviços, favorecendo a troca de conhecimentos com pesquisadores e representantes de instituições nacionais e estrangeiras. Para o pesquisador e assessor da Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI) da SSP-DF, Fagner Dias, o diálogo entre a gestão pública e a comunidade científica contribui para qualificar as políticas desenvolvidas no Distrito Federal. “Participar da Reser fortalece a troca de experiências e aproxima a segurança pública da produção científica”, destaca.

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*Com informações da SSP-DF

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