Politica
Caiado e Gracinha anunciam aumento de 100% nas bolsas do Pró-Atleta
Governo de Goiás destinou 600 cartões do programa com valores já creditados, bem como criou bolsa inédita de apoio financeiro para atletas que competem internacionalmente
O governador Ronaldo Caiado e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, anunciaram o aumento de 100% nas bolsas nacionais do programa Pró-Atleta, bem como a criação de uma bolsa internacional de apoio contínuo aos atletas de alto rendimento no valor de R$ 2 mil mensais. O projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), com reajuste previsto para 2026. “As pessoas já estão recebendo o dinheiro. Não deixou de ser depositado. Estão recebendo o cartão hoje, pela aprovação do orçamento”, destacou Caiado durante a solenidade realizada, nesta quarta-feira (9/4), em Goiânia, para entrega de 600 cartões do programa.
Para o governador, o olhar diferenciado para o esporte, ao lado da educação, é fator determinante para construir um futuro melhor para os jovens goianos. “Vamos cuidar desses dois lados para que o jovem seja um vencedor, que esteja preparado para enfrentar as adversidades. É essa geração que eu quero construir no estado de Goiás”, defendeu. “O Estado que é o primeiro lugar na educação vai ser o primeiro lugar nas competições, subindo ao pódio e levantando a bandeira de Goiás”, acrescentou.
Gracinha Caiado reforçou que o estado atuou em mais uma ação estratégica do Goiás Social que visa cobrir a lacuna que havia em relação aos atletas goianos que competem fora do país. “O governador Ronaldo Caiado pediu e nós vamos criar o Bolsa Atleta Internacional. Goiás será o primeiro Estado do Brasil a ter esse projeto. E vamos reajustar todas as bolsas”, ressaltou a primeira-dama.
Neste ano, foram beneficiados esportistas de 60 municípios em 55 modalidades, com os valores referentes a janeiro, fevereiro e março já creditados nos cartões. “Vocês precisam entender que é assim que esse governo trabalha. Com transparência, com respeito pela coisa pública e respeito pelas pessoas. Não concedemos nenhum benefício que depois não conseguimos honrar o pagamento”, afirmou Gracinha Caiado.
O programa é composto por três categorias: Estudantil (250 bolsas de R$ 250), Estadual (300 bolsas de R$ 500) e Nacional (50 bolsas de R$ 750). A seleção leva em consideração o desempenho dos atletas nos rankings oficiais das federações esportivas. Desde sua criação, a atual gestão é a única a garantir o pagamento das 12 parcelas anuais, oferecendo estabilidade financeira e permitindo que os esportistas foquem exclusivamente em sua preparação.
Em 2025, o Estado investirá R$ 3 milhões no programa. Desde 2019, já foram destinados R$ 14,2 milhões, e a previsão é que, até o final de 2025, o montante atinja R$ 17,2 milhões. “O cartão não é apenas um benefício. Ele simboliza que nossos esforços estão sendo reconhecidos. Cada treino, vitória ou derrota tem valor. Não vamos decepcioná-los”, disse o atleta Davi Almeida Tolentino, campeão sul-americano de karatê.
Além do auxílio financeiro, o programa também valoriza o paradesporto, com 15% das bolsas de 2025 destinadas a atletas paralímpicos. Nomes como Ádria Jesus, Nurya Almeida e Pâmela Pereira, jogadoras da seleção brasileira de vôlei sentado que representaram Goiás nas Paralimpíadas de Paris e ficaram em quarto lugar, são exemplos do alcance da iniciativa.
“É uma vitória significativa. Temos um governo sério, transparente, que nos permite formar campeões. Já estamos planejando o ciclo olímpico e paralímpico para que os atletas goianos estejam entre os representantes do Brasil”, afirmou o secretário de Esporte e Lazer, Rudson Rosa Guerra.
Apoio ao atleta
Os recursos da Bolsa Pró-Atleta podem ser utilizados para despesas com educação, alimentação, saúde, transporte, inscrições e materiais esportivos, garantindo melhores condições para que os atletas disputem competições oficiais em alto nível. “Sem esse apoio, não haveria tantas premiações nem tantos atletas representando o Brasil e Goiás”, pontuou José Ricardo Fernandes Vieira da Silva, de 12 anos, tetracampeão goiano e terceiro colocado no ranking nacional de BMX freestyle e BMX racing.
“É fundamental o incentivo — não apenas o financeiro, mas o reconhecimento. Minha modalidade ainda é vista por muitos como secundária”, ressaltou Tatiane Duque Martins, de 48 anos, que representou Goiás no Mundial de Karatê Interestilos em Malta, no ano passado.
Fotos: Rômullo Carvalho e Wesley Costa
Legenda 1: Caiado e Gracinha anunciam aumento de 100% nas bolsas do Pró-Atleta durante evento de entrega de 600 cartões do programa
Legenda 2: José Ricardo Fernandes Vieira da Silva, de 12 anos, tetracampeão goiano e terceiro colocado no ranking nacional de BMX freestyle e BMX racing
Legenda 3: Tatiane Duque Martins, de 48 anos, representou Goiás no Mundial de Karatê Interestilos em Malta, no ano passado
Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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