Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Politica

Comissão do Senado pede a Moraes para visitar presos do 8 de janeiro

Publicado em

A comissão é presidida pela senadora Damares Alves. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para realizar uma visita oficial aos presos acusados de participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. A solicitação foi encaminhada pela Advocacia do Senado nesta segunda-feira (2), e a Corte ainda não se pronunciou.

A presidente da comissão, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), defendeu que a CDH tem competência legal para fiscalizar as unidades prisionais desde que haja autorização do Poder Judiciário e apoio logístico dos órgãos de segurança.

Advertisement

O pedido de visita, disse, foi motivado por relatos recebidos de que cerca de 200 detidos estariam em “situação grave”, com denúncias de “abusos e de condições degradantes de custódia”.

A iniciativa partiu dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) e foi aprovada pela comissão no dia 12 de março. Desde então, o Senado tenta agendar uma audiência com Moraes para tratar do assunto.

Leia Também:  Pesquisa aponta que 31% das brasileiras acima de 18 anos são consideradas desinformadas a respeito do Câncer de Mama

Segundo o documento enviado ao STF, houve um pedido formal de reunião ainda em março, mas o Supremo respondeu, no dia 25 daquele mês, que não seria possível realizar o encontro naquele momento. Desde então, permanece sem retorno da Corte.

Advertisement

Para Damares, a falta de manifestação por parte do STF impede que a CDH cumpra seu papel. De acordo com ela, a ausência de resposta inviabiliza o exercício das funções institucionais da comissão, e reforça que a visita é parte do trabalho de fiscalização e monitoramento de direitos humanos.

O ofício também destaca que a comissão realizou uma diligência internacional entre os dias 11 e 13 de maio de 2025, quando visitou cinco brasileiros presos no Complexo Penitenciário de Ezeiza, na Argentina. A visita, segundo Damares, seguiu todos os trâmites legais e serviu como precedente para a nova solicitação.

Além disso, o senador Eduardo Girão apresentou novo pedido para que a CDH realize diligência externa nos Estados Unidos, na cidade de El Paso. Lá estão brasileiras detidas desde 21 de janeiro de 2025 também por envolvimento nos atos, e aguardam decisões sobre pedidos de asilo político.

Advertisement
Leia Também:  Só deus sabe o quanto sonhamos com esse dia’, diz Anielle

Damares utilizou as visitas anteriores para reforçar o pedido de urgência ao STF, solicitando que seja autorizado o cronograma de fiscalização dos presídios brasileiros com presos relacionados aos atos de 8/1.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/comissao-senado-pede-moraes-visitar-presos-8-janeiro/
Copyright © 2025, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

Fonte: Gazeta do Povo

Advertisement
COMENTE ABAIXO:

Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

Published

on

Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

Advertisement
Leia Também:  Iniciativa promove conexão entre a excelência artística europeia e aprendizes de música do litoral paulista

“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

Advertisement

As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NO ESPORTE

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA