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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA

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Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.

A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.

A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.

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O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.

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Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.

Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.

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É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.

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Curiosidades

Exercícios reforçam preparação do DF para grandes eventos com simulados de emergência

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Atividades com múltiplas vítimas reuniram bombeiros de quatro estados e testaram protocolos de resposta a ocorrências com produtos perigosos e incêndios florestais

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Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes

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O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou, nesta quinta-feira (29), dois simulados operacionais para aperfeiçoar a resposta a emergências com múltiplas vítimas. As atividades, que envolveram cenários de contaminação por produtos perigosos e de incêndios florestais, integraram a Jornada Respad Centro-Oeste 2026 e reuniram bombeiros do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de instituições parceiras.

A iniciativa, conduzida pelo CBMDF, teve como objetivo fortalecer a integração entre as equipes, testar protocolos e aprimorar a capacidade de resposta conjunta diante de ocorrências complexas. Os exercícios também contribuem para a preparação de Brasília para receber grandes eventos, como a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá a capital federal entre as cidades-sede.

 

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Pela manhã, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha recebeu um simulado que reproduziu uma situação de emergência durante um evento com grande concentração de público. O cenário envolveu a dispersão de um produto desconhecido por meio de um drone, com diversas pessoas potencialmente contaminadas. Mais de 200 militares participaram do treinamento, que incluiu isolamento da área, resgate e triagem de vítimas, descontaminação e atendimento pré-hospitalar.

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À tarde, o foco foi o combate a incêndios florestais. As equipes atuaram em cenários distribuídos por diferentes regiões do Distrito Federal, com exercícios de combate ao fogo em vegetação, emprego de recursos aéreos, busca e salvamento de vítimas, resgate de animais e sobrevivência em ambiente florestal.

O comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, destacou a importância do exercício para a preparação da capital federal e para o intercâmbio de conhecimentos entre as corporações. “Estamos realizando uma simulação de atentado terrorista no Estádio Nacional Mané Garrincha, com foco na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A Jornada Respad promove a integração entre os Corpos de Bombeiros de diferentes estados, com o compartilhamento de protocolos, técnicas e táticas para aprimorar a resposta a situações de desastre”, afirmou. O comandante também agradeceu o apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Arena BRB à realização do exercício.

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“Estamos realizando uma simulação de atentado terrorista no Estádio Nacional Mané Garrincha, com foco na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027″

Coronel Moisés Alves Barcelos, comandante-geral
do CMBDF

 

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A integração entre as corporações também foi ressaltada pelo coronel  Washington Luiz Vaz Júnior, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO). “As 27 corporações de bombeiros militares do Brasil estão cada vez mais integradas, trabalhando para uniformizar protocolos, técnicas, equipamentos e procedimentos. Quando trabalhamos com uma linguagem comum e procedimentos alinhados, fortalecemos a capacidade de resposta e contribuímos para tornar o Brasil mais seguro”, destacou.

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“As 27 corporações de bombeiros militares do Brasil estão cada vez mais integradas. Quando trabalhamos com uma linguagem comum e procedimentos alinhados, fortalecemos a capacidade de resposta e contribuímos para tornar o Brasil mais seguro”

Coronel Washington Luiz Vaz Júnior, comandante-geral
do CMBGO

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Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a preparação conjunta é fundamental para enfrentar ocorrências que ultrapassam limites territoriais e exigem atuação coordenada. “Desastres não respeitam fronteiras. Por isso, precisamos trabalhar de forma integrada, compartilhar protocolos e preparar nossas equipes para atuar em conjunto. Esse treinamento é especialmente importante diante da Copa do Mundo Feminina de 2027, quando Brasília receberá um evento de grande porte”, afirmou.

 

Os exercícios fazem parte das ações de capacitação previstas na Jornada Respad Centro-Oeste 2026, vinculada ao Programa de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A mobilização reforça o trabalho integrado das instituições na prevenção, no planejamento e na proteção da população do Distrito Federal.

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*Com informações do CBMDF

 

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