Politica
CPMI do INSS: Cristiane Britto parabeniza Damares e diz que é vitória dos aposentados
A ex-ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro, Cristiane Britto, celebrou nesta terça-feira (17) a abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as fraudes bilionárias nos descontos indevidos aplicados sobre os benefícios do INSS. Ativa na pauta da pessoa idosa durante sua gestão, Britto classificou a instalação da comissão como uma conquista histórica em defesa dos aposentados.
“Vitória para os nossos idosos!”, afirmou Cristiane. “Como ex-ministra responsável pela pauta da pessoa idosa, celebro a criação desta comissão que busca justiça e respeito com quem sempre deveria ser prioridade: os nossos aposentados. Por anos, denunciamos os abusos e seguimos lutando por um Brasil que valorize quem construiu esta nação. Agora é hora de dar voz a eles!”
A CPMI foi requerida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio de parlamentares da oposição. O pedido foi lido em sessão conjunta do Congresso Nacional pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre. A comissão será formada por 15 deputados e 15 senadores titulares, além de suplentes.
Durante a leitura do requerimento, a senadora Damares reforçou o compromisso com as vítimas:
“Mas o melhor: vamos buscar o ressarcimento de todas as vítimas no país. Hoje é um dia de vitória para todos nós.”
A deputada Coronel Fernanda também criticou a resistência do governo à instalação da CPMI:
“Vocês não sabem o quanto este governo trabalhou para que esse dia não acontecesse. Mas Deus está conosco.”
A CPMI do INSS investigará práticas fraudulentas que resultaram na retenção indevida de valores de aposentados e pensionistas em todo o país. A expectativa da oposição é que os trabalhos da comissão identifiquem os responsáveis e garantam a devida reparação às vítimas.
Cristiane Britto finalizou sua manifestação com um reconhecimento à senadora Damares Alves:
“Parabéns à senadora Damares Alves pela articulação firme e por reunir as assinaturas necessárias para que isso se tornasse realidade. Lutamos por justiça e respeito, e agora daremos voz a quem sempre merece prioridade: nossos idosos!”
Assessoria de Imprensa – Cristiane Britto
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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