Politica
Damares indica R$ 5 milhões para fortalecer diagnósticos genéticos no Hospital da Criança de Brasília
A iniciativa reforça o compromisso do mandato com a saúde pública de alta complexidade e com o avanço da medicina de precisão no Sistema Único de Saúde (SUS). “A saúde da criança é prioridade. Apoiar o HCB é garantir que nenhuma criança fique sem diagnóstico ou com tratamento inadequado. Essa é uma das entregas mais importantes do nosso mandato”, afirmou a senadora.
Referência nacional em pediatria, o HCB possui 210 leitos, sendo 56 de UTI, e concentra cerca de metade das vagas de terapia intensiva infantil do DF. Mas é na pesquisa genética que o hospital tem se destacado, especialmente por meio do Laboratório de Pesquisa Translacional, coordenado pelo biólogo Ricardo Camargo.
Segundo o coordenador, a emenda da senadora representa um avanço concreto no enfrentamento das doenças raras na infância. “Com esse investimento, conseguimos transformar incerteza em direção e dar às famílias respostas e esperança”, explica Camargo.
O laboratório do HCB opera na fronteira entre a ciência e o cuidado direto ao paciente, aplicando a medicina de precisão para tratar cada criança com base em seu perfil genético. Isso significa diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e menos efeitos colaterais.
Além de atender cerca de 250 novos casos de câncer infantil por ano, o hospital acompanha dezenas de crianças com doenças genéticas raras. A atuação do laboratório já permitiu ao DF ser o primeiro estado brasileiro a incluir o teste para imunodeficiência primária no teste do pezinho, possibilitando diagnóstico e transplante ainda nos primeiros meses de vida.
Outro projeto inovador é a análise genética de familiares de crianças com câncer, permitindo ações preventivas em casos de predisposição hereditária.
O recurso indicado pela senadora Damares Alves está em fase final de tramitação na Secretaria de Saúde do DF. A expectativa é de que, com a liberação dos valores, o Hospital da Criança consolide ainda mais sua posição como referência nacional em medicina de precisão pediátrica — salvando vidas com tecnologia, diagnóstico precoce e cuidado humanizado.
Fonte: Ascom Sen. Damares
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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