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Evento ‘Mulheres Impactantes’ homenageia servidoras do GDF

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‘Mulheres Impactantes’ foi realizado no Salão Branco do Palácio do Buriti: uma servidora de cada órgão da administração direta e indireta do GDF foi escolhida para receber a homenagem representando a importância das mulheres que fazem parte do governo | Fotos: Vinicius de Melo / Secretaria da MulherRepresentantes femininas de cada órgão do governo foram exaltadas pelos serviços prestados; programação no Palácio do Buriti teve palestras, workshop e espaço para dicas de maquiagem e cuidados com o corpo

Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Governo do Distrito Federal (GDF) homenageou, na tarde desta quarta-feira (22), mais de 50 servidoras. O evento Mulheres Impactantes foi realizado no Salão Branco do Palácio do Buriti e contou, durante todo o dia, com palestras, workshop e um espaço reservado para dicas de maquiagem e cuidados com o corpo.Uma servidora de cada órgão da administração direta e indireta do GDF foi escolhida para receber a homenagem, simbolizando a importância das mulheres que fazem parte do governo, seja por tempo de trabalho ou pela forma que representam a instituição.“Estamos cuidando de quem cuida. Quando unimos esforços para montar o calendário Março Mais Mulher, tivemos a clara certeza que as servidoras teriam destaque especial, uma vez que são elas que colocam em prática as ações do governo”, disse a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.
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Entre as homenageadas, estavam a assessora do Conselho de Direito da Mulher, Maria de Fátima Amaral; a representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), Andreia Gonçalves Cavalcante; a assessora da Administração Regional do Varjão, Geysa Francelina; a servidora da Secretaria de Atendimento à Comunidade, Luciana Saliba; a assessora especial do gabinete do governador, Thalita Cipriano, e a agente da Polícia Civil Lúcia Barros.

O evento contou com palestras, workshop e um espaço reservado para dicas de maquiagem e cuidados com o corpo

O evento foi uma iniciativa do gabinete da vice-governadora Celina Leão, em conjunto com Casa Civil, Secretaria da Mulher, Secretaria de Atendimento à Comunidade, Chefia Executiva de Políticas Sociais, Chefia Executiva do Cerimonial do gabinete do governador, Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida e Secretaria de Fazenda.

A vice-governadora pontuou a força de trabalho feminina e destacou a importância de as mulheres se apoiarem. “Nós somos cientistas, somos inovadoras, somos guerreiras. Nossa maior missão, dentro do GDF, é capacitar mais mulheres para que umas cresçam com as outras. E que, quando elas cheguem em uma situação de poder, possam deixar a vida para outras mulheres muito mais fácil”, destacou Celina Leão.

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Uma das homenageadas, a agente da Polícia Civil Lúcia Barros destacou que “eventos como este mostram que a valorização pessoal e profissional é primordial, principalmente, para trazer para o nosso lado aquelas que estão em momento de fragilidade e precisando de ajuda”

A agente da Polícia Civil homenageada, Lúcia Barros, reforçou a importância de evidenciar as conquistas femininas. “Nós temos que mostrar ainda mais força neste momento em que a violência contra a mulher está tão grande. Eventos como este mostram que a valorização pessoal e profissional é primordial, principalmente, para trazer para o nosso lado aquelas que estão em momento de fragilidade e precisando de ajuda”, disse.

Março Mais Mulher

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A ação busca reforçar a representatividade do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, na luta por direitos e conquistas. As mais de 200 ações envolvem as áreas educacional, de saúde, esportiva, cultural e de empreendedorismo, comandadas por 48 órgãos e administrações regionais, incluindo eventos itinerantes e de atendimento.

As atividades do Março Mais Mulher estão presentes em vários pontos do DF, como a Casa da Mulher Brasileira, a Rodoviária do Plano Piloto, administrações regionais, parques públicos e o Museu de Arte de Brasília, além de eventos online e itinerantes – esses com a participação da unidade móvel da Secretaria da Mulher, que vai percorrer localidades urbanas e rurais em Brazlândia e São Sebastião.

*Com informações da Secretaria da Mulher

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Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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