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Governo de Goiás firma parceria inédita com municípios para transformação digital dos serviços públicos

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Bela Vista de Goiás é a primeira cidade do estado a implantar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), por meio de iniciativa estratégica que visa modernizar a gestão pública, acelerar processos e fortalecer a transparência

O Governo de Goiás iniciou nesta terça-feira (10/06) os trabalhos de transformação digital dos municípios goianos, com a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) na Prefeitura de Bela Vista de Goiás. A cidade da região metropolitana de Goiânia foi a primeira a aderir ao projeto Prefeitura Sem Papel, iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com as secretarias de Administração (Sead) e de Governo (SGG), e que visa modernizar os processos e trâmites administrativos nas cidades do estado.

O objetivo do projeto, que é apenas uma das iniciativas do programa e-Goiás – Transformação Digital dos Municípios, é promover uma gestão mais eficiente, econômica, sustentável e acessível por meio da tecnologia em todas as 246 cidades do estado. “Goiás já é o estado com maior número de serviços públicos digitais do país e, agora, damos um passo maior ao oferecer serviços digitais para o cidadão também nas cidades. Pode ser na saúde, com um prontuário digital; na educação, com a matrícula digital. Vamos mostrar que o governo pode inovar e que podemos gerar bons resultados, mudando a vida das pessoas”, pontuou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto.

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O secretário de Estado de Administração, Alan Farias Tavares, reforçou o impacto positivo na rotina dos servidores municipais. “A prefeitura vai ganhar muito em eficiência, e eficiência é economia de recursos. Se a gente economiza recursos em processos, automaticamente sobrará mais para investir em Educação, Saúde e demais áreas em prol da população.” A Jornada de Implantação do SEI nos municípios é composta por dez passos que vão desde a adesão ao programa até a oferta de suporte técnico para implantação de soluções digitais nas prefeituras.

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Técnicos da Secti e Sead realizam oficinas práticas com os servidores da prefeitura, abordando aspectos documentais, processuais e de infraestrutura, contando com a orientação necessária para uma implementação eficaz e segura do programa. “Estamos muito orgulhosos de estar participando desse projeto, sendo pioneiros na implementação do Prefeitura Sem Papel, porque ele vai muito além da utilização ou não do papel em si. Ele representa a implantação de um serviço de qualidade e com mais transparência. Tenho certeza de que todos vão ganhar com isso — a gestão, os colaboradores e, principalmente, os cidadãos”, comemorou o vice-prefeito de Bela Vista de Goiás, Sérgio Rodrigues.

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Programa
A iniciativa faz parte do esforço do Governo de Goiás de alcançar cinco municípios-piloto até o fim de 2025, beneficiando mais de 7.600 servidores públicos municipais e contribuindo para a transformação digital e a melhoria contínua na gestão pública de todas as cidades goianas. “Este programa é uma iniciativa inovadora voltada para a transformação digital do estado e uma iniciativa, acima de tudo, transformadora para a vida dos cidadãos de Goiás. Tenho certeza que será um marco aqui em Bela Vista de Goiás”, elogiou o diretor de Informações, Serviços e Sistemas de Gestão, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Pedro Moreira.

Fotos: Secti

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Legenda: Evento nesta terça-feira (10/6) marcou início dos trabalhos do projeto Prefeitura Sem Papel em Bela Vista de Goiás: iniciativa proporciona modernização de processos

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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