Politica
Governo de Goiás amplia rol de medicamentos gratuitos para pacientes com doenças hematológicas raras
Novo medicamento utilizado no tratamento de doença falciforme foi incluído na farmácia do Hemocentro, em Goiânia, em parceria com o Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa
O Governo de Goiás, por meio do Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz, deu mais um passo importante para fortalecer o cuidado dos pacientes portadores de doenças raras que afetam o sangue. A partir deste mês, incluiu a dispensação do medicamento Alfaepoetina, utilizado para otimizar o tratamento da doença falciforme.
A cooperação técnica entre a Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo) e o Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa (Cemac JB) tem fortalecido o atendimento a esse público. Atualmente, na farmácia do Hemocentro são dispensados os medicamentos Hidroxiuréia, Deferasirox, Deferiprona, Desferroxamina, Eculizumabe e, agora, a Alfaepoetina.
A parceria contempla o tratamento farmacológico de pessoas com doença falciforme, mas também hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) e Doença de Gaucher. Para a diretora técnica da Rede Hemo, Ana Cristina Novaes, esse é um avanço significativo no atendimento. “A ampliação do programa para incluir esse medicamento representa um passo importante no tratamento da doença falciforme”, afirma.
A médica hematologista do Hemocentro Coordenador, Érika Paiva, afirma que ao centralizar consultas médicas, exames e dispensação de medicamentos em um único local, é possível eliminar barreiras que dificultam o tratamento. “Os pacientes realizam a consulta médica, exames e, no mesmo dia, podem receber a medicação oral ou realizar a infusão intravenosa na unidade ambulatorial do Hemocentro, sem a necessidade de deslocamento até o Cemac JB”, destaca a médica.
Parceria
No último dia 18 de junho, a Rede Hemo assinou um termo de cooperação técnica com o Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (Cerof/UFG) para acompanhamento e tratamento oftalmológico de pacientes atendidos pelo Hemocentro. Nesse caso, o objetivo é realizar o rastreio para retinopatia em todos os portadores de hemoglobinopatias. A regulação desse serviço ficará a cargo da Secretaria da Saúde (SES-GO).
Foto: Divulgação / Idtech
Legenda: Farmácia do Hemocentro disponibiliza uma série de medicamentos para pacientes com doenças hematológicas raras
Secretaria da Saúde – Governo de Goiás
Politica
Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado e articula atuação integrada entre Poderes
A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário – Foto:
JUSTIÇA E SEGURANÇA
Decisão anunciada pelo ministro da Justiça prevê atuação coordenada de órgãos do Executivo, Ministério Público e Judiciário para ampliar a efetividade no enfrentamento às organizações criminosas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, em uma estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião convocada pelo presidente no Palácio do Planalto.
O encontro reuniu ministros de Estado, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério Público. Segundo o ministro, a medida reflete a gravidade do avanço do crime organizado no país e a necessidade de uma resposta à altura, com coordenação institucional e respeito às atribuições constitucionais de cada órgão.
“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos os atores presentes, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou Wellington César Lima.
ATUAÇÃO COORDENADA E PERMANENTE – De acordo com o ministro, a nova diretriz reconhece que ações isoladas de governo, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que atuam de forma estruturada, transnacional e com forte poder econômico.
A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário, de modo a garantir maior efetividade às investigações, denúncias e decisões judiciais. “Para que essas iniciativas alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da colaboração desses órgãos de Estado”, destacou o ministro.
INTEGRAÇÃO E RESPEITO – A articulação envolve também os conselhos nacionais do Ministério Público e da Justiça. Segundo Wellington César Lima, houve manifestação de apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de viabilizar um espaço institucional de cooperação permanente.
A coordenação, ressaltou o ministro, será feita com absoluto respeito às autonomias e aos limites constitucionais de cada Poder, reforçando a institucionalidade democrática no enfrentamento ao crime organizado.
INTEGRAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou que a integração já tem produzido resultados concretos e será aprofundada com a nova diretriz presidencial. Ele destacou a cooperação com órgãos como Banco Central, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, além da atuação internacional da PF.
Como exemplo, citou uma operação recente que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha, a maior da história daquele país, a partir de investigações conduzidas no Brasil em parceria com autoridades estrangeiras.
DESCAPITALIZAÇÃO – Outro eixo central da estratégia é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Segundo Andrei Rodrigues, a Polícia Federal tem priorizado ações de inteligência e planejamento para atingir o chamado “andar de cima” do crime organizado. “Enfrentar o poder econômico do crime organizado é essencial para que a gente tenha resultados efetivos e perenes”, afirmou.
PRÓXIMOS PASSOS – O ministro da Justiça informou que novas medidas e ações estruturantes serão detalhadas em reuniões posteriores, incluindo a organização da equipe do ministério e o aprofundamento da cooperação federativa com estados e governadores.
Segundo ele, a decisão do presidente Lula representa um marco na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, ao reconhecer que o tamanho do desafio exige uma atuação integrada, contínua e acima de governos. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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